Cannabis liberada
Olimpíada de Tóquio é a primeira depois de o canabidiol deixar de ser doping
Pela primeira vez na história das Olimpíadas, a Cannabis não será doping. A Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) flexibilizou seu código disciplinar e amenizou a punição, a partir de 2021, para atletas olímpicos que fizerem uso recreativo das chamadas "drogas sociais" e retirou da lista de subtâncias proibidas o canabidiol (CBD), um dos derivados não psicoativos da maconha.
Agora, passa a valer a regra que para não ser pego no doping, o atleta terá de provar que a utilização da substância não teve como finalidade obter melhora na performance. Se for entendido que o atleta usou em benefício da performance, poderá pegar pena de três meses, com possibilidade de redução para um mês. Para isso, o atleta terá de cumprir um programa de reabilitação. Antes da mudança, a suspensão variava de dois a quatro anos e o atleta não podia competir.
O canabidiol tem sido estudado principalmente para o alívio de dores em músculos e articulações, mas também existe potencial para melhorar cicatrização de ossos, além de estudos sobre as propriedades anti-inflamatórias, antináuseas e anticonvulsivas e análises sobre aceleração do processo de recuperação de lesões e até como ansiolítico.
No Brasil, no ano passado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou pela primeira vez a venda de um remédio à base da planta.