Ciência do esporte

Estudo pioneiro avalia e estuda a performance de atletas antes e depois das baterias


O surfe hoje é praticado por 35 milhões de pessoas e a indústria especializada movimenta 22 bilhões de dólares por ano. Com essas cifras e importância, a preparação física de surfistas precisou evoluir a ponto de chegar ao alto rendimento de performance.

Nesse sentido, ter embasamento cientifico se torna de fundamental importância para nortear o trabalho das equipes multidisciplinares que trabalham na preparação dos atletas.

O trabalho na etapa do QS na Praia do Forte consistia, inicialmente, em dar um suporte aos atletas com avaliações e identificações de possíveis problemas físicos, e com as devidas sugestões para que os mesmos prevenissem lesões e aumentassem a performance na água.

Em paralelo, conduzimos um estudo pioneiro, onde avaliamos a glicemia dos atletas, pré e pós bateria, ou seja, em situações reais de competição. Relacionamos isso ao desempenho e chegamos a algumas conclusões que foram apresentadas inicialmente nesse congresso (CELAFISCS - Simpósio).

Desconhecemos outros trabalhos que tenham feito relato semelhante sobre aspectos do perfil glicêmico de surfistas durante um campeonato. Os atletas não apresentavam um perfil glicêmico adequado e competiam com níveis muito baixo de glicemia, o que, em suma, poderia prejudicar seu desempenho. Novos estudos são necessários a fim de compreender as alterações provocadas pelo surf no organismo e um planejamento adequado maximizando o desempenho esportivo, assim como em qualquer prática esportiva.

Gostaria de agradecer primeiramente a todos os atletas pela paciência e disponibilidade. Ao manager do evento, Felipe Freitas, que acreditou na proposta de que isso seria mais do que um diferencial do seu evento. Era a introdução do surf no cenário das pesquisas cientificas, afinal, em Tóquio 2020, o mesmo será uma modalidade olímpica. Agradecimentos também a Guga Braga pelo suporte, pois sem ele não conseguiríamos tanta aderência à pesquisa.

Portanto, para que os surfistas alcancem o seu máximo de desempenho, precisamos de muitas investigações na área.

Acontece que as pesquisas são fruto de afinidades pessoais. Então, eu pergunto: quantos profissionais da área são surfistas? Quantos estão tentando fazer um trabalho focado em desenvolver o próprio esporte?

A nossa equipe deu um importante passo. Agora, a semente está plantada. Logo em breve vamos apresentar o restante do nosso trabalho.

Esta é apenas a primeira parte de outras publicações que estarão por vir.

Equipe

Rafael Ribeiro: rafaribeirojj
Carolina Cavalcante: @carolina_cavalcante
Fred Sampaio: @falecomfred
Luan: @luannutrisport
Everaldo: @reabilitare
Paulo Adriano Schwingel: @p.a.schwingel 

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