Esclarecendo os fatos

Biólogo Fabio Coppola fala sobre as consequências da lama tóxica de Mariana (MG)


No último sábado, mais uma cena impactante do desastre ambiental ocorrido em Mariana (MG) chocou o País. O encontro da lama tóxica com a foz do Rio Doce, poluindo uma grande área que abriga o cobiçado pico de Regência (ES), abalou também a comunidade do surf.

Depois disso, alguns veículos da imprensa baiana cogitaram a possibilidade de a lama tóxica atingir o sul do Estado, o que ainda não aconteceu. Para explicar mais detalhes do desastre ambiental, o SurfBahia entrou em contato com o biólogo paulista Fabio Coppola, residente em Itacaré.

De acordo com Coppola, ainda não se sabe ao certo as consequências dessa lama chegando à foz do Rio Doce. “Com certeza há a mortalidade de animais marinhos, mas como a lama se dissipará ainda é difícil prever”, diz o biólogo. “Lembrando que este ano está ocorrendo um dos piores efeitos do El Niño que se tem conhecimento. Vai depender da atuação de correntes marinhas, da intensidade das chuvas em toda extensão do Rio Doce. Ainda não se sabe, por exemplo, a densidade dessa lama em relação à água do mar”, explica Coppola.

Para ele, este é provavelmente o pior desastre ambiental do Brasil. “Qualquer tentativa de conter essa lama que já está no rio e mar é insignificante. Acredito que somente o tempo vai ajudar a natureza a dissipar e absorver essa lama por si só”, continua.

O biólogo falou também sobre os boatos da chegada da lama tóxica ao sul da Bahia.  “Não chegou nada, com certeza. Provavelmente não será breve também, pois as correntes nessa época do verão são do quadrante nordeste e carregarão essa lama para sul do Espírito Santo e norte do Rio de Janeiro”, finaliza Coppola.

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