Desafio Black Paddle

Fabricio Fernandes comenta tudo que rolou na primeira etapa do Circuito Black Paddle em Salvador


O que te faz querer ser melhor, superar metas, objetivos, desafios?

Sangue no olho, superar limites, quebrar recordes, lidar com condições adversas de maré, ventos, chuva, sol escaldante, remadas de longa distância, provas de explosão levando o corpo ao limite do esforço. Isso é o Black Paddle.

Técnica, raça e emoção deram a tônica da primeira etapa do Circuito em busca do Anel.

Nas águas do Porto da Barra, nomes como Luiz Guiga Animal, Bruno Pitanga, Pedro Valadares e Paulo dos Reis puxaram os limites no SUP. No Paddle Board, Cláudio Brito e Maurício Abubakir, dentre outros.

O Black Paddle foi um sucesso, com diversas categorias, incluindo a Kids, do projeto da tetra campeã brasileira Babi Brasil com os garotos da Gamboa, bairro carente de Salvador.  A criançada remou forte, já ditando que o futuro está chegando e que os limites serão puxados.

Cada bateria era adrenalina pura, emoção com os atletas dando o seu máximo, remada a remada e em algumas vezes a diferença de milésimos de segundos foi decidida na corrida na areia.

Tive a oportunidade de entrevistar todos os vencedores das baterias logo após a chegada e o que se podia notar eram olhos arregalados, respiração ofegante, conseqüências da adrenalina do momento, mas o mais importante era notar a satisfação pela superação.

Animal, fazendo jus ao apelido, venceu as disputas de  Sprint Race. O baiano Bruno Pitanga, surfista, kitesurfista, supista, verdadeiro waterman, representou muito bem a Bahia ficando em terceiro.

Na Feminino, Mel Figueiredo, campeã nordestina, chegou em primeiro, e Maíra Azevêdo, esposa de Bruno Pitanga em segundo.

As disputas do Paddle Board foram dominadas pelo baiano Cláudio Brito, mas vale destacar a disposição do veterano Maurício Abubakir, que depois dos 50 anos rema de igual para igual com a garotada e é considerado por muitos o maior waterman que a Bahia já teve.

Nas provas de longa distância, a disputa entre Animal e Paulo dos Reis foi acirrada, mas dessa vez, Paulão levou a melhor, com Bruno Pitanga em terceiro, levantando a torcida local.

Na Feminino de longa distância, novamente Mel em primeiro e Maíra em segundo.

No Paddle, novamente Cláudio Brito se mostrou no caminho certo para representar o Brasil no mundial da ISA.

O Black Paddle ainda contou com ações de oceanografia promovidas pelos alunos da UFBA, galeria de grafitte e um dos pontos altos que merece destaque foi a instalação da base com bar, tenda da imprensa e o agradável gramado com esteiras para todos da organização, dentro do forte São Diogo, com vista privilegiada para a prova.

A briga pelo anel começou acirrada e promete muito mais nas outras etapas, com disputas remada a remada. Esse é o espírito Black Paddle!

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