Expedição a Tinharé

Lemurian Expedition parte numa aventura rumo a ilha de Tinharé


Depois de navegar entre Salvador e Porto Seguro em abril de 2014, resolvemos dar um tempo pra amadurecer o projeto. Após alguns meses, em diálogo com Cicero Spínola, nosso editor chefe e videografista, marcamos a tão sonhada data da viagem ao Rio de Janeiro e com ela, um planejamento de produção para a série Lemurian Expedition.

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Sairemos da rua K em Itapuã – Salvador – BA no dia 02 de novembro de 2017 rumo à Baía de Guanabara – RJ e assim ganhamos tempo pra finalizar a produção dos quinze episódios que compõem a série Lemurian Expedition, com pretensão de ir ao ar num canal fechado antes da partida ao Rio.

Na noite do dia 01 de janeiro de 2015 recebi um telefonema do meu parceiro Hamiltinho me tranqüilizando antes mesmo de me dar à notícia.

- Torre irmão, fique tranqüilo, tá tudo bem agora, mas cochilei e capotei a moto. Não tive nada grave, mas meu joelho esquerdo tá inchado e não tô conseguindo andar direito.

Foi uma bomba no meu ouvido, pois sabia que a partir de 2015 o caldo engrossaria, mais atividades, mais expedições e o início da preparação física para a grande viagem.

Alguns dias se passaram e expliquei a Hamiltinho que não poderíamos parar as expedições em função da sua lesão, que fora diagnosticada como uma ruptura do ligamento cruzado anterior, com amassamento da Patela e algumas micro fissuras. Não existe uma data exata pra sua recuperação, que ainda espera pela cirurgia.

Entendi que precisava deixá-lo livre e tranqüilo, se recuperando para a viagem ao Rio de Janeiro que é realmente a mais importante e que seguir adiante com o planejamento era uma maneira também de ajudá-lo, já que o sucesso da Lemurian Expedition é também o seu sucesso. Então, segui em frente trabalhando para concluir a série dentro do prazo estabelecido.

Sendo assim, liguei pro hotel Portaló e defini com eles a data para a nova expedição, a circunavegação da Ilha de Tinharé que aconteceria entre os dias 19 e 21 de março de 2015. No dia 12 de janeiro de 2015 iniciei um treinamento forte com alimentação balanceada, precisava definitivamente acabar com a balança e perder aproximadamente 22 quilos. E no dia que antecedeu a viagem estava 11 quilos mais magro, com um preparo físico em recuperação.

Fiz contato com o fotógrafo Marcelo Gandra, que já vinha namorando a idéia de desenvolver algo com a Lemurian Expedition e lhe fiz o convite para viajar conosco. Sendo assim a equipe estava fechada, eu viajaria no dia 19 pela manhã para o Morro de São Paulo e iniciaria a expedição às 14h, remando por três dias, com chegada prevista para o dia 21 (sábado) no Hotel Portaló.
A equipe formada pelo cinegrafista Rafael Argollo, pelo fotógrafo Marcelo Gandra e também Hamilton Souza chegaria à manhã do dia 21 para iniciar a produção de imagens externas que se estenderiam até o domingo (22).

Na segunda feira (16) que antecedeu a viagem, recebi do Sr. Jacinto da Ilha Bella Transportes Marítimos, parceiro da Lemurian Expedition, a triste notícia que seu catamarã estava quebrado e sem data para voltar a funcionar.
Iniciamos assim uma corrida pra resolver a questão do transporte, tanto do caiaque como da equipe até o Morro de São Paulo. Até que Rita, a gerente do Hotel Portaló entrou em ação e me encaminhou a Isac da Cassi Turismo.
Muito solícito, nos concedeu as quatro cortesias que precisávamos e um encaminhamento à BIOTUR através do educado Vilton, que garantiu o transporte do Lemurian – I até o Morro.

Tudo resolvido, embarquei na quinta (19) e fiz uma viagem tranqüila. Ao meio dia fui ao cais saber da chegada do LEMURIAN – I, quando recebi a notícia que o mesmo só chegaria às 17h por problemas técnicos no seu embarque.

Não tinha jeito, respirei fundo e pensei positivo, precisava refazer o roteiro, a navegação e tudo o mais que compunha a expedição. E assim o fiz, por toda a tarde e parte da noite do dia 19. A circunavegação da Ilha de Tinharé aconteceria em apenas dois dias, portanto, remaria uma média de 40 km por dia e precisava contar com a ajuda da natureza pra concluir meu projeto.
Falo isso pois quando remamos uma quilometragem tão grande num mesmo dia, precisamos contar com vento e correntes favoráveis.

Antes de dormir fiz uma visita ao meu grande amigo Odinei e ficamos algum tempo a lembrar dos muitos invernos que passamos juntos no Morro, de como nos conhecemos há quase vinte e sete anos. Eu era conhecido de Dinho, seu irmão, surfávamos juntos na Pedra do Moleque e quando Odinei fez uns 11 anos passou a surfar conosco.
Daí em diante nasceu uma amizade com os irmãos que só fortaleceu com o tempo. Mas essa história contarei numa outra oportunidade.
Dormi antes das 22h e às 06h acordei disposto e focado na missão. Tomei um café da manhã reforçado e com a ajuda de Edmílson, funcionário do hotel, desci o LEMURIAN – I até a prainha da ponte.

Parti sozinho, em silêncio em meio ao barulho que faziam as dezenas de pessoas que embarcavam e desembarcavam no cais. O tempo fechado combinava com minha expressão e uma frente fria com ondas de um metro e vento sudeste de até 18 nós me acompanhariam até a barra do rio do Inferno, que separa a ilha de Tinharé da ilha de Boipeba.

Parti pra desvendar os encantos de uma ilha que sempre fez parte da minha imaginação, desde quando soube da sua existência em 1988, quando ainda criança, fui morar com minha mãe, padrasto e irmãos na cidade de Valença.
Conheceria seus segredos ao me permitir uma vivência desconectada do mundo exterior e concentrada apenas nessa nobre e charmosa dama, de tantas e preciosas curvas adornadas por coqueiros e manguezais?

Com vento sudeste regular soprando num través bem apertado, quase que de contra vento, passei bem pertinho da ilha do Caitá. Era dia de maré grande, de março, seu costão de rochas parecia uma muralha em função da maré mais baixa do ano e roncava com o estourar das ondas tentando me assustar, mas segui bem próximo ignorando o perigo de ser sugado e lançado contra o mesmo. Nesse momento ouvi o vento sussurrando em meu ouvido:

- Existe apenas um dia por ano em que se pode conhecer a forma completa desse costão de rochas e esse dia é hoje! Aos persistentes e corajosos é oferecido esse direito, aprecie! O primeiro segredo dessa viagem desvendo pra você meu filho, daqui pra frente é contigo!

Entorpecido pela mensagem, lembrei de tantos outros segredos que a natureza dessa ilha já havia me concedido, onde a persistência e a coragem foram o meio para chegar aos mesmos. Veio-me então uma nova compreensão, Tinharé sempre se comunicou comigo e ali estava eu, guiado apenas pela intuição, encontrando mais um meio de continuar o aprendizado.

E enquanto navegava por mares já conhecidos, mergulhei na história antiga da ilha. Vi Aimorés seminus circulando pelas praias virgens e suas expressões de espanto ao avistarem as naus portuguesas lideradas por Martin Afonso de Souza.
Presenciei a construção da vila colonial do Morro de São Paulo, a futura capital da Capitania Hereditária dos Ilhéus e também as sangrentas batalhas navais entre colonos e piratas invasores em busca de riquezas.

Como sempre acontece durante as expedições, acordei do transe já na divisa entre Garapuá e a praia de Pontal, havia regulado mal os pedais do leme, forçando bastante as pernas e coluna para alcançá-los. O corpo todo doía mais que de costume e resolvi parar.
Procurei uma brecha com ondas menores na bancada de coral e adentrei remando forte para a praia. Ainda fui acometido por uma última onda que por pouco não me capotou e mais adiante encalhei o LEMURIAN – I na bancada cristalina da praia de Pontal.
Reboquei meu companheiro de aventuras caminhando duramente pela bancada até a areia, fiz fotos, gravei depoimentos, alguns vídeos também, regulei os pedais, me alimentei e parti concentrado para não entrar mais uma vez em transe, pelo menos até que chegasse ao destino do dia. Assim garantiria um padrão nas remadas e melhor desempenho no percurso.

Por duas horas percorri toda a extensão da praia de Pontal até a boca da barra do rio do Inferno, que separa Boipeba de Tinharé. Adentrei empurrado pela maré de enchente e num certo momento tive que parar de remar, tamanha era a agitação do encontro das águas do rio com o oceano. Somente a forte correnteza me conduziu pra dentro da barra. Logo estava remando em água serenas onde desbravaria a parte mais selvagem da ilha.

Seguindo um padrão rítmico, minhas remadas lembravam movimentos de uma linha de montagem industrial, o que me trouxe ótimo desempenho. A garantia de um maior percurso coberto com menos esforço empregado. Subindo o rio e com Tinharé a boreste, remei mais uma hora até avistar a comunidade de Canavieiras e seus restaurantes flutuantes especializados em ostras e frutos do mar.

Fui me aproximando devagarzinho e ao me apoiar no flutuante de madeira perguntei se podia descansar subindo o caiaque a bordo. Com o consentimento, iniciei amizade com a bonita família de Luciano e Verônica, proprietários da Companhia das Ostras.
Descobri serem muito amigos de Dinho e Odinei, os irmãos que citei no início deste diário. Luciano me explicou tudo sobre a produção artesanal das ostras e sua especialidade, a Ostra Gratinada, prato de sua criação e que garante o sucesso do seu estabelecimento e de todos os outros da comunidade.

De repente começou a chegar lanchas, muitas lanchas e o flutuante vazio encheu rapidamente com muitos turistas. Dois casais em especial vieram falar comigo, eram Sérgio, Alexandra, Danilo e Gina. Comentaram que me viram passando por Garapuá, aliás, nesse momento da expedição, muitas lanchas com turistas seguindo pra Boipeba passaram por mim, perdi até as contas de quantas. E ficaram surpresos de me ver ali.

Iniciamos um longo e gostoso bate-papo e lhes contei sobre a Lemurian Expedition, expedições anteriores e projetos futuros. Foi um momento muito agradável com meus novos amigos e todos me garantiram que estariam presentes no hotel Portaló no sábado às 19h, dia e hora do lançamento do primeiro episódio da série. Meia hora se passou e tivemos que nos despedir, já que estavam todos em passeios de lancha dando a volta em Tinharé.

Prometemos nos encontrar de novo e meus novos amigos se foram. Quando a calma retornou ao ambiente, Luciano me preparou a maravilhosa Ostra Gratinada, que degustei da devida maneira, com um limãozinho e azeite de oliva. Simplesmente sensacional!
E não parou por aí, minutos depois Verônica me apareceu com uma moqueca de Cavala, um peixe maravilhoso de carne branca e sem espinha. O detalhe é que era uma porção pra quatro pessoas e comi uns setenta por cento do prato.

A noite já batia na porta da tarde quando fui convidado a pisar em terra e conhecer a comunidade. Luciano queria me apresentar ao seu avô, o Sr. Miro, o morador mais antigo de Canavieiras. E caminhamos pelo vilarejo sob olhares de pessoas curiosas, não acostumadas a presença de visitantes.
É que em Canavieiras o turismo se resume especificamente aos restaurantes flutuantes. Os turistas chegam em lanchas de passeio, passam meia hora consumindo as delícias locais e se vão sem pisar em terra firme.

E ao passarmos pelas casas centrais atravessamos um campo de futebol sob a escuridão da noite, mais à frente puder ver uma casinha pouco iluminada. Luciano foi à frente pra anunciar minha chegada.

- Ô meu veio, tô chegando, trouxe um amigo pra te conhecer.

E cheguei numa varanda onde o Sr. Miro jantava com dois amigos. Fomos apresentados e o que sucedeu foi um longo diálogo, ouvi muitas histórias da ilha, de Canavieiras, mas me marcou muito quando ele narrou sobre quando navegavam em barcos de “pano” até Salvador pra levar cacau, dentre outras mercadorias. Contou que tinha uns quinze anos na época e como já estava perto dos noventa, calculei que fora na década de quarenta.

Fui um árduo leitor de Jorge Amado e tenho em minha mente muito das descrições deste que foi, para mim, um dos maiores romancistas do Brasil. Cada frase do Sr. Miro me fazia visualizar a Salvador daquele tempo.
Sob uma fraca luz amarela que deixava o ambiente em penumbra, voltei aos tempos antigos onde os mais velhos contavam historias de assombração sob a luz de candeeiros.

Também citou sua época de menino, quando Canavieiras possuía apenas sete casas e sem luz elétrica, sentavam em volta de um homem mais velho que contava histórias de atos heróicos de pesca e navegação, além das tão desejadas histórias de assombração.

Um momento marcante pra mim, tive vontade de ficar com ele por toda noite, ouvindo suas histórias narradas com um sotaque baiano antigo e carregado de expressões que só havia lido em livros.
Dei-lhe um abraço carinhoso e me despedi acariciando sua cabeça pequenina, aliás, o Sr. Miro não media mais que um metro e meio. Antes de atravessarmos para o flutuante, passamos na casa de Luciano onde pude me despedir de verônica, a sua esposa e da sua filha Cíntia.
Embarcamos na pequena lancha e meu amigo me levou ao Companhia das Ostras, o restaurante flutuante que seria minha casa naquela noite.

- Tem muriçoca por aqui Luciano?

- Em terra tem muito, mas aqui não. Agora tem muito caranguejinho de maré e pula muito peixe. No tempo que agente tava levantando a casa dormimos aqui, eu acordava muitas vezes na noite com o barulho de peixe grande pulando no rio.

Era a dormida perfeita, buscava um acampamento selvagem numa prainha de mangue isolada, mas passar a noite num flutuante no meio de um braço de rio com o mar seria algo inusitado.
Aceitei a troca sem pestanejar e assim me despedi do meu mais novo amigo, prometendo que nos veríamos outra vez. Armei meu saco de dormir sobre as tábuas do flutuante, apaguei as luzes e pude admirar uma bela noite e um céu recheado de estrelas reluzentes.

Antes de pegar no sono, algumas muriçocas me chatearam bastante e tive que levantar para pegar a canga da sorte que minha mãe havia me presenteado num domingo de praia em Itapuã, a canga do Bahia. Com ela as muriçocas fugiram e pude dormir sossegado.

Não despertei com peixes nem com caranguejos de maré, mas sim com os primeiros raios da manhã. De um salto levantei, corri e peguei a câmera. Filmei e fotografei, mas precisava fazer uma foto com o celular e tentar publicar na página da Lemurian Expedition no facebook.

O sinal do celular tava muito ruim, consegui um pouquinho bem num cantinho do flutuante na noite anterior e após fazer uma bela imagem, fui nele buscar o tão desejado sinal.

Alguns minutos fazendo gestos estranhos com o celular pra cima e pra baixo, consegui um sinal bem baixinho, não daria pra publicar no facebook, então tive a maravilhosa ideia de enviar pra Thaty (minha esposa) pelo uatizapi, pois carrega mais rapidamente. E pedi que publicasse pra mim na fanpage da expedição.

Pronto, baixei o LEMURIAN – I, amarrei-o pela proa, me equilibrei e num ato ágil me encaixei no cockpit, soltei o cabo da proa e de ré parti da Companhia das Ostras. Pouco a pouco deixei pra trás uma experiência curta, mas que me fez sentir como se estivesse ali por muito tempo.

Sabia que a maré de vazante me ajudaria até meio dia, então dei meu máximo pra cobrir os 42 km que faltavam até o limite do prazo, pois sabia que passando da hora, sofreria muito no final do percurso com a maré de enchente bem na boca da barra do canal de Taperoá onde fica o Morro de São Paulo.
Puxei um ritmo muito forte e o mantive por todo o percurso. O rio estava grosso, marrom, e com muitos galhos e folhas de mangue flutuando. Parecia estar de ressaca, como os rios em época de enchente. A natureza se manifestava intensamente, mas logo percebi que a meu favor.
A força excepcional que eu empregava nas remadas, somado a correnteza que empurrava me traziam uma velocidade jamais experimentada pelo Lemurian – I.

Cada vez que uma pá do meu remo era tracionada dentro d’agua, sentia o barco galopando como um cavalo. Uma sensação maravilhosa que me contagiou, remava com gosto e com força, me importando menos com a produção de imagens.

Até mesmo porque sabia que no dia seguinte teríamos uma lancha para produzir imagens com a equipe de filmagem, então minha responsabilidade em filmar com a câmera diminuiu muito e passei a focar apenas no melhor rendimento.

Não tinha noção das horas e quando cheguei à Gamboa e olhei pro celular, tomei um susto. Eram 10:30 da manhã, havia feito 40 km em apenas quatro horas e meia, quase 10 km/h num caiaque oceânico.

Sentado na praia pensei que não deveria chegar ao Morro naquele momento. Deveria esperar a equipe chegar de salvador e isso aconteceria por volta das onze e meia. Embarquei novamente com o objetivo de parar numa parte deserta entre a Gamboa e o Morro, onde fica uma linda falésia. Mas logo que iniciei a remada ouvi um grito, depois outro e outro.

- Lemuriannnnnn, lemuriannnnn, lemurian!

Eram meus amigos, os mesmos que conheci no flutuante de Canavieiras. Dei a volta e desembarquei na praia em que estavam. Uma grata surpresa, conversamos por mais de uma hora quando comentei que meu celular havia descarregado e que precisava fazer contato com a recepção do hotel Portaló.

Prontamente Danilo pesquisou na internet e fez o importante telefonema. Falei com Pollyana, a recepcionista, e pedi a mesma que nos ligasse de volta quando a equipe chegasse, além de avisá-los para que ficassem a postos, pois deveríamos filmar minha chegada.

E assim sucedeu, após ser avisado que a equipe estava posicionada, me despedi dos amigos com a certeza que nos encontraríamos à noite para o lançamento do primeiro episódio da série Lemurian Expedition no hotel Portaló.

Após uns dois quilômetros remados avistei meus amigos, Hamiltinho, Rafa e Marcelão estavam lá na praia, prontos, produzindo as imagens que sei, já fazem parte da minha história, imagens de um capítulo lindo da minha vida.

E melhor, meu parceiro também estava lá, fazendo parte de alguma maneira, presente, e estava tudo registrado.

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