Situação precária
Nosso colunista Alexandre Piza denuncia mais uma vez o descaso com relação ao esgoto em Stella Maris
Alienados pelo swell, reféns da greve da PM e ainda banhados de fezes. Tirando a parte do swell, a coisa anda feia na Bahia.
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Já faz tempo que o SurfBahia vem alertando e denunciando o despejo de esgoto nas praias da capital. Recebemos essas fotos do empresário e bodyboard local, Henrique Milazzo, que também se revolta há tempos com a situação encontrada na área de Stella Maris.
Não satisfeito em poluir as praias mais ao centro da capital, nossos governantes estão destruindo os poucos oásis que ainda restam na cidade. As estações de bombeamento do esgoto são ineficientes e diversos canais de despejo aparecem da noite para o dia.
Sem contarmos os bueiros, que entopem por conta do lixo jogado na rua por parte da população, sem a menor educação, sejam frequentadores ou moradores, o que é mais uma vergonha deslavada.
É bem verdade que de Itapuã para cima, a quantidade de banhistas é menor, pois muitas pedras, mar agitado e correntezas, dificultam o lazer de banhistas, sobrando para nós, surfistas, a indecorosa missão de botarmos nosso corpo para na água, imersos no risco de doenças graves, mas isso jamais justificaria a vergonha de jogar para o mar o que o ser humano não consegue cuidar.
Sinceramente, não enxergo perspectivas de melhoras, já que a comunidade não se mobiliza, o poder público não se preocupa e ficamos nessa inércia.
As associações locais não conseguem representatividade e voz ativa para realmente mobilizar, conscientizar e efetivamente, agir em prol da melhoria efetiva. Somente ações isoladas, pouco frequentes e com pouca divulgação, é que são feitas, o que ainda é muito pouco.
Por isso, sugiro que tais associações também se conscientizem de que queremos e precisamos de maior representatividade, mobilização e ação propriamente dita. Estamos carentes de lideranças, temos canais de mídia à nossa disposição (tanto imprensa, como as redes sociais), precisamos só ligar esses pontos para fazermos barulho.
Se continuarmos de braços cruzados, fatalmente teremos que descruzá-los no hospital, na hora do soro, para curarmos as infecções.