Procurando oportunidades
Sem patrocínio, kite surfer Bruno Bordovsky tem um currículo de campeão
Um garoto nascido na Barra da Tijuca (RJ), enxergou no Kitesurf uma oportunidade de levar sua vida.
Seria mais uma história, mais um personagem, porém, seria muito difícil para uma família dedicada à paixão pelo oceano, não prolongar esse sonho. A conquista era questão de hereditariedade. Tais desejos fariam Bruno Bordovsky procurar novas chances e novos ventos. A opção por uma terra favorável ao esporte, ainda tímido naquele garoto, levaria uma família carioca a desembarcar no Ceará, "Terra da Luz", luz que Bruninho precisava.
O Kitesurf, em especial em sua modalidade "Wave" (que usa a prancha de surf para a execução das manobras) era mais uma novidade nas praias da orla cearense e com a chegada dos Bordovsky's tudo deslanchou. O esporte cresceu, ganhando adeptos, competições e representantes. Seria astúcia dar título de pioneiros do esporte no Estado a um grupo de cinco parentes? Seria se Bruno, seus pais (Sérgio e Carmem) e seus irmãos (Yghor e Stephanie) não tivessem abraçado a bandeira de um lugar que não os pertencia.
A trajetória do menino que foi amadurecendo foi marcada por grandes momentos, como o tri campeonato cearense. E mais uma vez vem à tona a pergunta: Seria astúcia dar título de pioneiro a Bruno? Seria se o mesmo não fosse o primeiro campeão nordestino da história do Kitewave. Está nos números. Todas as conquistas apontavam para voos mais expressivos, que podiam ser percebidos nos bons ventos em que o "cearioca" se esbaldava. E eles vinheram com o bi campeonato brasileiro e o terceiro lugar no campeonato mundial.
Tudo estava bem bonito. Mas hoje, aos 22 anos, o atleta está sem patrocínio. Sem oportunidades. Fisgado por uma Federação sem calendário. A falta de competições suga as suas forças, mas jamais o seu amor pela água salgada. Nesse tempo ocioso, Bruninho guardou a pipa e passou a usar somente a prancha. Sua competitividade é tão impressionante que o atleta venceu campeonatos de uma modalidade que nem é a sua. Fatos que levantaram sugestões para seu ingresso no surf. Afinal seu repertório de manobras progressivas é de calar muito surfista.
O carioca-cearense infelizmente não pode tomar decisões. Falta uma mão. Falta compreensão.
"É super complicado para um atleta de nível nacional e internacional ficar sem patrocínio, pois no meu caso, me sinto desmotivado pela falta de oportunidade", relata Bruno.
O futuro de Bruno Bordovsky será o kite ou o surf? Ele só quer poder optar. Ele só quer poder trabalhar. E seu currículo é do tamanho de um país e terceiro no mundo. É incontestável.
Caso alguma empresa ou empresário pretenda patrocinar o atleta, entrar em contato através do email estimacomunicacaoesportiva@gmail.com ou dos telefones 8679-1758 (Gabriel Rodrigues) e 8742-0515 (do próprio Bruno Bordovsky).