Velhas roubadas

Ader Oliveira relembra perrengue em trip com Rudá Carvalho, Messias Félix e Charlie Brown


Nem só de competições, free surf e brincadeiras vivem os atletas.

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As trips também são marcadas por roubadas. São muitos perrengues e situações inusitadas quando a galera está longe de casa.

Ano passado, na Nova Zelândia, Rudá Carvalho, Charlie Brown, Messias Félix e o jornalista Ader Oliveira viveram momentos tensos e desgastantes, mas o bom humor nordestino também entrou em cena, como não poderia deixar de ser.

"Dirigi umas 6 horas de Gisborne, palco de uma etapa do WQS, até Auckland, onde a galera pegaria um voo para Perth, Austrália, rumo a outro evento em Margaret River", diz Ader.

Todos já estavam muito cansados da longa viagem de carro e sessões de free surf, mas o clima ficou ainda mais tenso por outro motivo.

Messias tinha passagem comprada para Perth, mas seu visto australiano ainda não havia chegado por email e o embarque aconteceria em poucas horas.

"Chegamos à noite em Auckland e fomos direto ao aeroporto. Messias novamente checou seu email, e nada de visto. Muito preocupado, ele enviou um email a seu agente de viagem no Brasil e solicitou a mudança na passagem para aguardar o visto chegar, mas o custo era de 200 dólares por pessoa", continua Ader.

Como Ader iria primeiro para a cidade de Gold Coast, Rudá teria de embarcar sozinho para Perth e deixar Messias em Auckland. Solidário, o atleta baiano optou por fazer companhia ao cearense, mas o custo do adiamento da passagem ficaria muito alto.

"Fui até o balcão da companhia aérea de Messias, mas estava fechado e só abriria às 4 da manhã, duas horas antes do voo deles. Como estávamos cansados e com muito sono, optamos por dormir em algum lugar e voltarmos ao aeroporto pouco antes de o balcão abrir", revela Ader.

O quarteto saiu de carro pelos arredores do aeroporto e procurou um hotel para dormir por algumas horas. O problema é que o custo da hospedagem estava caro.

"Iríamos dormir por apenas três ou quatro horas. As diárias estavam em torno de 200 dólares e ainda tínhamos muitos dias de viagem pela frente. Uns ainda embarcariam para Mentawai (Indonésia) e eu voltaria ao Hawaii, então o orçamento estava apertado", comenta Ader.

O jeito foi procurar alguma rua e encostar o carro. "Foi engraçado porque toda hora a gente encontrava algum problema. Algumas ruas eram movimentadas, outras muito iluminadas e em algumas existia o risco de os moradores notarem nossa presença e ficarem assustados", continua o jornalista.

Depois do cochilo, a galera voltou ao aeroporto e as coisas começaram a dar certo. "Conversei com a gerente da companhia e expliquei a situação de Messias. Ela ficou sensibilizada e permitiu a mudança das passagens sem custo algum".

O visto de Messias chegou no decorrer do dia e a galera ainda passou mais uma noite em Auckland, mas dessa vez dormimos num hotel sofisticado e com a diária mais acessível.

Messias e Rudá ainda comemoram o fim do perrengue com muito arrocha. Confiram imagens da roubada no vídeo acima.

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