Filme da vida
Free surfer Cristiano Carvalho relembra bons tempos do surf em Ilhéus
Por: Cristiano Carvalho
Parece que foi ontem, mas olhando para o tempo, são quase 26 anos de muita onda e história para contar. Era o meu primeiro emprego, meu primeiro salário e já tinha a certeza do destino dele. A minha primeira prancha. Foi assim que iniciei minha vida perto das ondas.
O que realmente me levou a surfar, não sei ao certo, mas acho que por viver tão próximo e acordar todos os dias vislumbrando a bela paisagem da Catedral beach, pode ter sido um dos motivos mais fortes. Aliás, uma das ondas mais procuradas na década de 80 e 90, devido a sua força e sua formação, as ondas vinham varrendo do outside, até o paredão de pedra.
Começar naquela época, não era tão fácil como nos dia de hoje. Não existiam escolinhas, pranchas eram um equipamento de difícil acesso, havia uma discriminação e o pouco apoio da mídia, tornava o surf, um esporte distante do topo dos preferidos.
Cresci e aprendi, numa época muito especial para o surf de Ilhéus. Começava a saga do caboco negro Jojó de Olivença, Bi-campeão brasileiro e quase tri. Ainda lembro do desfile emocionado no carro de bombeiros, pelas ruas da cidade.
O prazer de acompanhar e poder surfar próximo, mesmo que ainda novo, a uma geração de talentosos e bons surfistas da nossa cidade.
Os irmãos Argolos, representando o surf da nossa cidade. O surf fluido e consistente de Gabriel Macedo, sempre trabalhando e revelando valores. Duda Barreto com seu surf explosivo, se tornar campeão baiano profissional. Mauricio Torres, ninguém hoje consegue imaginar, um dos melhores surfistas da região.
Nego Adilson, um backside a parte e talvez um dos mais bonitos que já vi. Dão, Kulão, Secão, Barrão... Tantos "ãos", acredito que teríamos facilmente outros campeões brasileiros, mas quis o destino que fosse escrito assim.
Tive a oportunidade de fazer muitas viagens e participar de diversos campeonatos. Sempre era uma liturgia se preparar para cada um deles. Quanto mais se aproximava, maior era a adrenalina. As trilhas para Itacaré, sempre uma diferente da outra, com as suas histórias e imprevistos, hoje um passeio à beira mar.
Surfava quase sempre com o amigo, Mauricio Weyll, começamos praticamente juntos, sempre buscando aprimorar o surf e ao encontro das ondas perfeitas. Acordávamos aos sábado bem cedo, assistíamos a um filme de surf, degustava uma boa vitamina de banana e corríamos para o ponto de ônibus, com destino aos campeonatos. O domingo a noite era aquela resenha e a contabilidade dos resultados.
Circuito Ilheense de Surf era uma batalha de várias etapas. Muitos competidores distribuídos nas categorias, muito diferente dos campeonatos que acontecem atualmente. Existia até Top 8 e baterias homem-a-homem no Pro/Am. Na categoria mirim, eram mais de 60 surfistas, lutando por um lugar no pódio.
Muitas histórias para contar, com certeza esse espaço seria pequeno. Talvez um dia, quem sabe, possa escrever sobre elas, aliás, quem não tem as suas na memória?
Muitos amigos nessa caminhada, que seria injusto mencionar e esquecer-se de outros, mas com certeza, todos eles reconhecidos em cada encontro.
O tempo foi passando, outros objetivos foram surgindo e o trabalho foi tomando conta do tempo, mas o surf sempre permaneceu na minha vida. A válvula de escape que eu tanto preciso, e a diversão grátis garantida.
Durante todo esse tempo, guardei muito pouco as imagens dessas histórias. Ficou apenas o registro na memória, que como uma foto, vai se perdendo com o passar do tempo. Resolvi escrever sobre as imagens desse filme. Quem sabe um dia, possa ler e lembrar desse filme.
Que o surf continue com essa magia, que os antigos voltem a remar no outside, que os novos se orgulhem dos mais velhos, e que as nossas praias continuem bombando ondas perfeitas. E que Deus, continue nos acompanhando na espera da próxima onda.
O que realmente me levou a surfar, não sei ao certo, mas acho que por viver tão próximo e acordar todos os dias vislumbrando a bela paisagem da Catedral beach, pode ter sido um dos motivos mais fortes. Aliás, uma das ondas mais procuradas na década de 80 e 90, devido a sua força e sua formação, as ondas vinham varrendo do outside, até o paredão de pedra.
Começar naquela época, não era tão fácil como nos dia de hoje. Não existiam escolinhas, pranchas eram um equipamento de difícil acesso, havia uma discriminação e o pouco apoio da mídia, tornava o surf, um esporte distante do topo dos preferidos.
Cresci e aprendi, numa época muito especial para o surf de Ilhéus. Começava a saga do caboco negro Jojó de Olivença, Bi-campeão brasileiro e quase tri. Ainda lembro do desfile emocionado no carro de bombeiros, pelas ruas da cidade.
O prazer de acompanhar e poder surfar próximo, mesmo que ainda novo, a uma geração de talentosos e bons surfistas da nossa cidade.
Os irmãos Argolos, representando o surf da nossa cidade. O surf fluido e consistente de Gabriel Macedo, sempre trabalhando e revelando valores. Duda Barreto com seu surf explosivo, se tornar campeão baiano profissional. Mauricio Torres, ninguém hoje consegue imaginar, um dos melhores surfistas da região.
Nego Adilson, um backside a parte e talvez um dos mais bonitos que já vi. Dão, Kulão, Secão, Barrão... Tantos "ãos", acredito que teríamos facilmente outros campeões brasileiros, mas quis o destino que fosse escrito assim.
Tive a oportunidade de fazer muitas viagens e participar de diversos campeonatos. Sempre era uma liturgia se preparar para cada um deles. Quanto mais se aproximava, maior era a adrenalina. As trilhas para Itacaré, sempre uma diferente da outra, com as suas histórias e imprevistos, hoje um passeio à beira mar.
Surfava quase sempre com o amigo, Mauricio Weyll, começamos praticamente juntos, sempre buscando aprimorar o surf e ao encontro das ondas perfeitas. Acordávamos aos sábado bem cedo, assistíamos a um filme de surf, degustava uma boa vitamina de banana e corríamos para o ponto de ônibus, com destino aos campeonatos. O domingo a noite era aquela resenha e a contabilidade dos resultados.
Circuito Ilheense de Surf era uma batalha de várias etapas. Muitos competidores distribuídos nas categorias, muito diferente dos campeonatos que acontecem atualmente. Existia até Top 8 e baterias homem-a-homem no Pro/Am. Na categoria mirim, eram mais de 60 surfistas, lutando por um lugar no pódio.
Muitas histórias para contar, com certeza esse espaço seria pequeno. Talvez um dia, quem sabe, possa escrever sobre elas, aliás, quem não tem as suas na memória?
Muitos amigos nessa caminhada, que seria injusto mencionar e esquecer-se de outros, mas com certeza, todos eles reconhecidos em cada encontro.
O tempo foi passando, outros objetivos foram surgindo e o trabalho foi tomando conta do tempo, mas o surf sempre permaneceu na minha vida. A válvula de escape que eu tanto preciso, e a diversão grátis garantida.
Durante todo esse tempo, guardei muito pouco as imagens dessas histórias. Ficou apenas o registro na memória, que como uma foto, vai se perdendo com o passar do tempo. Resolvi escrever sobre as imagens desse filme. Quem sabe um dia, possa ler e lembrar desse filme.
Que o surf continue com essa magia, que os antigos voltem a remar no outside, que os novos se orgulhem dos mais velhos, e que as nossas praias continuem bombando ondas perfeitas. E que Deus, continue nos acompanhando na espera da próxima onda.
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