Travessia havaiana na Bahia

Kleber Batinga relata travessia inédita de Stand Up Paddle na Bahia


Seguindo o estilo havaiano de travessia entre ilhas, a travessia Salvador - Ilha de Itaparica de Stand Up Paddle (SUP) foi um sucesso total, um grande evento com muita remada, emoção e diversão garantida para todos.

No dia anterior ao evento (6/2), às 16:30 horas, eu estava numa reunião de trabalho daquelas pesadas quando o meu telefone celular tocou.

"Alô!!!, respondi. Era o Ptolomeu, organizador do evento, renomado fotógrafo do surf baiano e agora um apaixonado e dedicado praticante de SUP.

Falei, meio sem graça, “Posso te retornar mais tarde, pois estou em uma reunião?”.

“Não, Klebão, é jogo rápido! O negócio é o seguinte: amanhã vamos fazer uma travessia inédita de Stand Up Paddle de Salvador para a ilha de Itaparica e queremos você lá, vai ter barco de apoio, jet-ski e compramos umas cervejinhas. Se você quiser pode remar também ou simplesmente fazer a nossa matéria”.

“Tá bom, Pitô, te ligo logo após a reunião, mas bote meu nome aí na lista”.
 
No sábado (7/2), às 6:30 da manhã no Porto da Barra, um dia lindo, especial, uma leve brisa soprava descendo o morro da igreja de Santo Antônio. O sol brilhava forte enquanto rolavam os preparativos finais. Como é bonita a nossa Bahia!

Logo chegaram todos os surfistas com suas pranchas de SUP - são pranchas enormes e muito bonitas -, os caiaques e o jet-ski de apoio. Além disso, uma linda escuna branca e amarela de nome "Novo Romance" nos aguardava nas águas quietas e mornas da praia do Porto da Barra.

Do outro lado, 12 quilômetros depois, estava o nosso destino final, a praia de Mar Grande, situada na ilha de Itaparica.

“Os caras são heróis, meu irmão... É água, depois de remar por uma hora sem parar. Ainda estávamos no meio da travessia, ainda estava longe pra caramba, se via a praia de Mar Grande ao longe”, revela Kleber Batinga.

O espetáculo da largada foi muito bonito! Ver todas aquelas pranchas alinhadas com a galera na água, nomes como Ptolomeu, Silvinho, Robertinho Vieira, nosso campeão brasileiro de KiteWave, Bruninho Pitanga, outro campeão da Bahia sangue bom, César Palladine e seu filho Felipe Palladine, o SUP de pai para filho, Gustavo Kombi, Jeffer Moreno, esse iria dar um show à parte, Marcelo Morgão e os seus amigos Adriano e Fernando que foram de caiaque dando suporte pra galera, enquanto Rojão no jet fazia a segurança de água e apoio logístico.

Fred Tambon, com seu SUP pré-histórico, mistura de prancha de windsurf, surf, bodyboard e SUP de quase 50 anos, conforme suas próprias palavras, chegou animadaço e com um remo que ele havia fabricado na madrugada especialmente para o evento. Ele e Evaldo Ballalai largaram na frente e logo desapareceram da nossa vista.

Ainda havia os convidados de honra a bordo da escuna, o Jorge Hupsel, um pioneiro do surf na Bahia, fabricante de pranchas e mestre na fabricação de remos que, com as suas dicas, nos deu uma aula sobre como remar de forma correta; Meire, esposa de Fredão, e ainda a namorada do Fernando, Renata.

Então, a elite e a nata do SUP baiano estavam reunidas nesse evento maravilhoso, idealizado e realizado por Ptolomeu e a SUP gang de Salvador.

No comando da nau capitânia estava o Fernando, o piloto gente boa da escuna Novo Romance, gentilmente cedida pelo Silvinho, que além de pilotar ajudava a todos a embarcar as pranchas no barco.

Ligamos o rádio e a lista de hits começou com Eric Clapton tocando "Change The World", depois George Harrison, com "While My Guitar Gently Weeps", atmosfera mais que perfeita para esse passeio inesquecível.

O Felipe deu uma cansadinha e o Roger estava lá, segurança total rebocando o garoto até o barco e trocando a prancha para que ele pudesse continuar e o garoto foi guerreiro indo até o fim.

Uma hora e quarenta minutos depois o Jeffer aportou em Mar Grande. Vale a pena lembrar que não era uma competição e sim uma grande confraternização, mas vale a pena ressaltar o feito que passa a ser o recorde dessa travessia nessa modalidade. Já que antes da prova, por ser inédita, não tínhamos noção e alguns chegaram a imaginar que se gastaria de três a quatro horas nessa travessia.

“Foram 30 remadas por minuto e muita disposição. Muito obrigado a todos os envolvidos nesse evento histórico para o Stand Up Paddle baiano, galera muito alto astral e que não demore muito para que uma nova travessia seja realizada”, foram as palavras emocionadas de Jeffer Moreno na chegada.

Todos os demais fecharam a prova com tempos entre 1 hora e 40 minutos e 2 horas. Na volta à escuna, teve gente que ainda arrumou forças para pegar umas ondinhas numa valinha que se formava na beira do canal.

O Jeffer, esse foi um show à parte, o cara é Duracell, pois não saiu da água de jeito nenhum, praticou todas as modalidades e ainda arrumou forças para fazer um tow-in rebocado pelo jet do Rojão.

No trajeto de volta, armou-se a churrasqueira e embalado a muito churrasquinho e uma gelada que ninguém é de ferro vínhamos todos contando altas histórias e lembrando casos acontecidos no passado.

Sucesso total e diversão garantida, parabéns aos organizadores! O próximo já deverá ser no formato full competition...

Ordem de chegada
 
Jeffer Moreno - SUP retrô fish, Buy Sousa 9´11
Cézar Palladine - SUP long, Hilton Hissa 14´
Gustavo Costa - SUP long, Chati  12´
André - SUP fun, Manuel Fernandez 9´10
Ptolomeu Fontes - SUP long, Brian Keaulana 10´6
Bruno Pitanga - SUP long, Luiz Pinheiro 9´8
Felipe Palladine - SUP long, Buy Sousa 9´6
Silvio Oliveira - SUP long, Manuel Fernandez 9´10
Fred Tambon SUP Fredão Tambon
Roberto Vieira - SUP fun, Manuel Fernandez 9´8
Evaldo Ballalai - SUP retrô, Buy Sousa 9´6
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