Saudades da Pororoca

Videomaker André Portugal divulga vídeo especial sobre a pororoca do rio Araguari com a participação dos baianos Bino Lopes e Dennis Tihara


O videomaker André Portugal divulgou um vídeo especial sobre a pororoca do rio Araguari, maior rio genuinamente do Amapá, com 617 quilômetros. O fenômeno natural deixa saudade no Amapá, pois parou de proporcionar as lendárias ondas fluviais em virtude de danos causados pelo próprio homem.

Nessa sessão registrada por Portugal, grandes nomes do surf brasileiro se juntaram a alguns dos melhores caçadores de pororoca. “Tive a oportunidade de registrar uma das últimas sessões de surf da onda, que ficou marcada na minha vida como cinegrafista”, lembra o videomaker da Tuga Filmes.

“Foi uma experiência única. Ficamos isolados no meio da selva amazônica”, conta Portugal.

A barca reuniu Rodrigo Dornelles, Bino Lopes, Adilton Mariano, Dennis Tihara, Alvaro Bacana, Marcelo Bibita, Icaro Lopes, Noélio Sobrinho, Rogério Barros e George Noronha.

Fim da pororoca do Araguari

A pororoca é um fenômeno caracterizado por ondas formadas pelo encontro das águas do rio com a do oceano.

Segundo especialistas, o fim da pororoca no Araguari foi consequência da construção de três hidrelétricas e da criação de búfalos às margens do rio, que corta sete municípios amapaenses.

Especialistas consultados pelo G1.com disseram que o retorno do fenômeno tendia a ser irreversível. “Avalio ser muito difícil a gente ter a pororoca mais uma vez porque é quase impossível combater o pisoteio do búfalo, as hidrelétricas já estão erguidas e teria que fazer uma dragagem imensa na foz do rio Araguari. É algo muito difícil e inviável economicamente fazer tudo isso”, falou Mamed Leal, ambientalista do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Coema) do Amapá.

“O que aconteceu no Araguari foi um soma de vários fatores que parecem ser algo sem volta para diminuí-los. É complicado dizer que é um processo com chances de ser revertido”, completou o biólogo Antônio Farias, na reportagem publicada em 2015.

Com o fim da lendária pororoca do Araguari, os surfistas amapaenses passaram a buscar outras alternativas, como o rio Flexal.

Imagens: André Portugal / Tuga Filmes.

*Fonte IF15

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