Relato africano

Freesurfer Thiago Pinho conta sua aventura em J- Bay para surfar e assistir ao mundial


O baiano Thiago Pinho mora na África desde 2013, onde trabalha como engenheiro. Primeiro passou por Gana e atualmente reside no Senegal.

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Aproveitando um curto período de férias, o freesurfer não pensou duas vezes e partiu para Jeffrey´s Bay, onde acompanhou a etapa do mundial e pegou algumas ondas no lendário point de direitas geladas.

"O frio era muito intenso e permaneceu por todos os dias que fiquei por lá. Ao todo foram treze dias, onde tive a oportunidade de pegar alguns dias clássicos. A rotina era sempre de acordar cedo e ver as condições do mar. O surf rolava sempre muito cedo, pois quando a WSL fazia a chamada para o campeonato tinhamos que sair, porém, no pico ao lado do campeonado (continuacao da onda) também rolava um freesurf. Foram dias incríveis, de muito surf, alto astral, galera animada, comida e bons vinhos a precos ótimos. Sinceramente, moraria em J-Bay tranquilamente", confessou Thiago.

Os brasileiros foram até as quartas de final e apesar as ondas não terem sido das melhores para os atletas, o baiano ficou impressionado com o nível de surfe dos atletas.

"Tive a oportunidade de ver o nivel de surf apresentado pelos tops e realmente a galera não está de brincadeira. Slater, Fanning, Wiggolly, Mineiro, Toledo, Medina, estavam surfando muito e colocando o nivel em outra esfera. Fiquei impressionado com o respeito dentro da água e organização do line up. Surfei super tranquilo, peguei umas boas da série e sempre havia respeito entre todos que ali estavam", exaltou.

O baiano estava acompanhando a final quando a o incidente entre Mick Fanning e o tubarão aconteceu na água e deixou todos apreensivos na areia.

"A vida marinha é impressionante na região, com muitos golfinhos, lulas e cardumes de peixes, então o receio de tubarões sempre existiu. Eu achei que eram golfinhos se chocando com Fanning e inclusive demorou para todos se tocarem de que se tratava de um tubarão, pois o lance foi muito rápido e estranho. Na minha opinião o ocorrido serve de alerta e mostra que devemos nos preocupar mais com a segurança na água e talvez pensarmos na tecnologia como aliada para nossa segurança", avaliou Thiago.

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