CTS no Peru
Bruno Pitanga descreve trip peruana com ex-alunos do Centro de Terapia em Surf (CTS)
Todo surfista sonha em desbravar novas ondas, conhecer novos picos, de preferência ao lado de amigos, e é por isso que as surf trips fazem parte do calendário anual da maioria deles.
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Quando se pode ir a um destino surf, acompanhado de seu professor, que já conhece o pico e pode dar as melhores dicas de ambientação, swell e posicionamento, melhor ainda! A trip rende muito mais! Claro que a disposição e preparo são indispensáveis para um melhor aproveitamento, então não dispense os treinos, mesmo em condições adversas.
No último mês de junho, o coordenador do Centro de Terapia em Surf (CTS), Bruno Pitanga, acompanhou mais um grupo nessa aventura. O destino escolhido foi o litoral peruano, que sempre faz a alegria dos surfistas brasileiros, por ser perto e apresentar uma boa constância de ondas. Confira o relato.
"Essa surf trip para o Peru foi realmente uma grata surpresa e se tornou bastante divertida, com antigos alunos do CTS que no momento estão fazendo coisas diferentes da vida.
Celo Amberguer, o mais calmo da turma, menino que vi crescer desde os 11 pra 13 anos e agora com quase 20, fazendo faculdade e com intercâmbio marcado pro ano que vem pra Austrália pelo programa Ciência sem Fronteiras, do Governo Federal. Aprendeu seus primeiros carvings com a gente lá na praia, e nessa trip mostrou muita atidude e uma vontade enorme de aprender a cultura local, o jeito correto de surfar as longas ondas do peru e a ter muita paciência com o “Síndrome” (capítulo especial para “ele”).
Marcelo Ribeiro (Tchelow), o “ Wheyboy”, também aluno antigo do CTS, deu uma parada no surf por conta dos estudos e intercâmbios, mas mostrou atitude nos últimos dias da trip, quando as ondas cresceram. Na trip, era o cara mais preocupado com alimentação. Sempre tava faltando uma proteína, por isso o apelido. Aonde ia tava, sempre com sua porção prontinha pra jogar na água e beber. E o Síndrome, esse cara é um capítulo à parte na trip, o mais pilhado de todos, toda hora queria ir pra água treinar. Não tinha tempo ruim, era acordar e ligar o carregador no 220 e só parava lá pras 22 horas, quando precisava carregar de novo. No mar, mostrou que o único goofy da trip tava fazendo jus às esquerdas quilométricas do norte peruano. Ficou à vontade no pico de El Faro quando alugamos um bote taxi pra fazer o resgate ao final das ondas. Imagina não ter que remar uns 300 metros contra a correnteza. Como essa criança chegava ao outside?!
A trip foi show: altas ondas, tempo maravilhoso com o pôr-do-sol de cinema de Pacasmayo, esquerdas e direitas, água bem quentinha para os padrões do inverno peruano, três jogos do Brasil assistidos com a comunidade peruana dando sorte, revendo velhos amigos e fazendo novos, comida boa, poucas roubadas, e o melhor de tudo, a vibe insuperável de uma trip com os alunos que iniciei no esporte e agora estão levando o surf como estilo de vida.
Próximo ano, Costa Rica! Vão se programando porque vamos pegar altas ondas, com água quente e pura vida, ticos. Pedimos que os viajantes dessem um breve depoimento pra nossa matéria.
Luca Alfonsi, 14 anos: “Poxa, na minha opinião, deixe-me ver... Sem palavras, perfeito!!!”
Celo Amberger, 19 anos: “Acho que a viagem em sua essência define o surf: estar com seus amigos no mar, conhecer novas ondas, novas pessoas e novas culturas nos fez crescer muito! Adorei e quero voltar logo!"
Tchelow Ribeiro, 18 anos: “Acho que se você procurar pelo conceito da palavra aventura no dicionário da vida, com certeza a definição encontrada vai ser surf trip, e nem vou listar os sinônimos senão perco meu dia inteiro! haha! Não é a primeira vez que esse mesmo grupo vai junto em uma viagem à procura das ondas perfeitas e certamente está de longe de ser a última! Nao há nada como subir numa van com seus brothers, com um som irado e as pranchas amarradas para encontrar o que mais nos deixa feliz! Mal posso esperar para a próxima!! Aloha".