Barca apimentada
Beto Dias e amigos desfrutam das ondas de Salinas Cruz, no México
Há algum tempo, eu e alguns amigos pensávamos em ir ao México, mais precisamente na região de Salinas Cruz, descoberta há alguns anos pelos surfistas, mas que ainda não foi invadido pelo crowd.
Clique aqui para ver as fotos
Encontramos uma boa oferta de passagens aéreas e partimos no mês de setembro. Meu parceiro de longa data Márcio Okumura de Santos e ex-top brasileiro nos anos 90, Henrique Dantas, premiado cineasta baiano, autor do documentário sobre os Novos Baianos e estreando em sua primeira surf trip internacional, o Ferrugem, longboarder de Santos e o Lau, de Salvador.
Chegamos ao aeroporto de Huatulco e fomos recebidos pelo Jesus Camacho, um dos donos do surf camp em Salinas Cruz. Um cara gente boa, que nos impressionou com sua semelhança com Takito Adachi, que passou a ser seu apelido oficial.
As previsões de swell eram as melhores, porém, dois dias antes da viagem tudo começou a mudar. Muita chuva e vento forte. Chegamos bem no começo da chuva e do swell, pois já tinha quinze dias de flat.
Incrível como a costa de Salinas Cruz é tão recortada, nunca vi um lugar com tantas pontas diferentes. Alucinante!
Os dois primeiros dias foram os maiores dias do swell, porém com muita chuva, o que dificultou o registro. Apenas o pico de Punta Conejo ficou bom, pois o vento estava maral nos outros picos. Nos outros dias, o tempo e o vento melhoraram e deu boas ondas em vários picos diferentes.
Após quatro dias de surf, começamos a receber emails de nossos familiares perguntado se estava tudo bem, pois tinha saído no noticiário que o México estava no caminho de um furacão chamado Manuel. Nem sabíamos de nada, o furacão estava 400 km ao norte de Salinas, em Acapulco. Tivemos problemas na volta, pois nosso voo interno atrasou devido ao mal tempo e nos fez perder a conexão pro Brasil. Dormimos uma noite na Cidade do Mexico e deu tudo certo ao final.
O destaque da trip para variar foi o japa Márcio Okumura, que pulava das pedras nos lugares mais sinistros e pegava tubos insanos tirando fino das rochas. Até o dono do surf camp disse que nunca viu um maluco que nem ele, com tanta habilidade nos picos de Salinas, sem nunca ter ido lá antes.