Intimidade mexicana
Free surfer Acácio Neto fala sobre a terceira temporada nos canudos do México
O free surfer baiano Acácio Neto curtiu sua terceira temporada nos canudos mexicanos.
Nascido em Coaraci, crescido em Ilhéus e radicado no Rio, Acácio partiu no fim de abril e passou 30 dias no paraíso.
Puerto Escondido não negou fogo e bombou ondas acima de 1 metro durante toda a trip. Nos primeiros 10 dias, as ondas variaram entre 2,5 e 5 metros.
Poucos se arriscaram no maior dia do swell. Segundo Acácio, apenas ele, Pedro Manga e um free surfer marroquino tiveram a ousadia de entrar no mar. "Não estava bom. Praticamente todas fechavam. Fiquei uma hora no mar, dropei uma de 3 metros e saí fora com os olhos arregalados", conta Acácio.
No dia seguinte, o baiano voltou ao mar com o velho amigo Patrick "Cão Maltês", mas os destinos foram Salinas e Barra de la Cruz. "Surfamos em cinco picos diferentes em dois dias de surf, todos clássicos. Eram sessões de sonho mesmo, daquelas que vemos em filmes de surf", comenta.
As ondas eram longas e bastante manobráveis, oferecendo alguns tubos. Em um desses picos, os locais tentaram cobrar uma taxa para que eles surfassem. "Falei que era de Coaraci e que não iria pagar taxa alguma, pois a constituição da república mexicana me facultava estar ali exercendo meus direitos de surfista consciente", brinca Acácio.
Eles surfaram por uma hora e meia sem pagar nada. Em La Punta, pico situado a apenas 15 minutos do centro de Puerto, pegaram muitos tubos e ondas quilométricas rodando em várias seções. "Os locais falaram que não ficava tão especial assim havia anos. Foi uma das melhores condições em point breaks de esquerdas que já peguei", diz Acácio.
O baiano promete voltar ao México pela quarta vez em setembro. "Estarei lá de novo e a minha prancha australiana 7'8 já está me esperando. Será uma época nova, mas pelo que ouvi falar, muito boa ou até melhor", finaliza.