Paraíso na América
André Silva conta em detalhes uma de suas trips para a Califórnia
Terra de gente famosa e bonita, grandes festas, bandas de sucesso, do consumismo e de dezenas de outras coisas que você possa estar procurando.
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A Califórnia tem praticamente tudo que um ser humano precisa. No meu caso, vim atras das ondas. É claro que isso também tem em abundância por lá. Melhor ainda se você surfa com o pé esquerdo na frente (regular).
São centenas de point breaks com direitas perfeitas, longas, tubulares, gordas, rápidas ou lentas. Saindo de Los Angeles, você pode seguir tanto para o norte como para o sul, que encontrará boas ondas por toda costa.
Segui minha trip, que já havia passado por Marrocos e França e ancorei minhas quilhas na cidade de Santa Barbara. A água é fria, é verdade. Até tive que usar as botinhas de borracha para proteger os pés, mas depois de alguns dias você acaba se acostumando, mesmo porque é praticamente impossível ver todas aquelas ondas e ficar na praia só olhando.
Ficamos na casa do Tom Curren, como vocês puderam ver no último video e isso significa surfar todos os dias e acabar conhecendo dezenas de ondas bem conhecidas e outras pouco visitadas. Tom é uma cara misterioso como todo mundo sabe, mas passando esses dias em sua casa, pude entender que ele é realmente apaixonado pelo o que faz. Seja surf, música ou cuidando dos filhos, ele faz isso com paixão e dedicação. Sempre muito concentrado e gastando tempo naquilo que esteja fazendo.
Como já havia citado no começo do texto, a Califórnia tem de tudo um pouco e como nem só de ondas vive o homem, tiramos um dia para visitar algumas fazendas de vinho. Calma, verdade que eu entendo de vinho, como entendo como funciona a bolsa de valores, mas depois de algumas tentativas, já até consigo senti bem a diferença de alguns deles.
Esse dia foi muito divertido, experimentamos algumas garrafas, fizemos um passeio muito maneiro pelas montanhas no caminho até as fazendas e pudemos ver um pouco o outro lado da vida local. Tudo corria bem até sermos parados pela police patrol. Na verdade, já estávamos parados quando a Lee-Ann teve que fazer um pipi de emergência e a policia nos viu parados na freeway.
Foram 45 minutos de muita conversa e testes para saber o quanto eu realmente havia consumido de álcool naquele dia. Duas coisas que você nunca deve fazer na presença de um oficial na América: mentir por algum motivo ou ficar nervoso quando ele te pergunta alguma coisa. No final tudo terminou bem, com ele me informando que naquele dia eu não iria para a prisão, pois estava no limite permitido pela lei americana.
Passando esse sufoco, seguimos para Los Angeles para surfar uma onda diferente, ver uma exposição de arte e assistir ao concerto de uns amigos. Aproveitamos para usar os instrumentos e ver como se saíamos como banda. Melhor pular essa parte e nos concentramos no surf.