Atitude é pra quem tem
Flávio Galini comenta belas performances em sua primeira temporada no Hawaii
Minha primeira trip ao arquipélago havaiano foi a melhor viagem da minha vida.
Cheguei a Maui e tive todo o suporte de Yuri Soledade, que me pegou no aeroporto e me acolheu em sua casa por alguns dias, assim como Marcio Freire, bastante atencioso comigo.
Depois fui a Oahu, onde Danilo (Couto) me pegou no aeroporto e me apresentou todos os picos do North Shore, me auxiliando com os equipamentos e algumas dicas que foram bem importantes durante a temporada.
Ele me deixou hospedado na casa de um outro brasileiro, Jorge Vicente, em frente a Rocky Point. Assim, podia surfar todos os picos do North Shore a qualquer hora. Ainda tinha facilidade pra surfar com as pranchas do tamanho certo e sempre conferindo as condições do mar.
Assim que cheguei ao North Shore, a bancada estava com um pouco de areia e Pipeline ainda não estava funcionando. Fui me adaptando às ondas, surfando com os melhores do mundo, pois nesse periodo estava acontecendo a Triple Crown, que foram duas etapas do World Star Series e uma do World Tour.
Assistir e surfar com essas pessoas é uma experiencia muito boa. Surfei com muitos brasileiros, principalmente com meu conterrâneo Marco Fernandez, que passou um mês na Ilha.
Assim que Lapinho Coutinho chegou, começamos a pegar onda quase todos os dias juntos. Era a maior vibe porque um incentivava o outro a descer as maiores ondas e fazer os melhores tubos. Era comum escutar "o tubo da vida" ou "a maior onda da vida", pois estávamos surfando as melhores ondas do mundo e queriamos sempre superar nossos limites.
Tomei vários caldos sinistros e o Lapinho sempre comentava a mesma coisa. Depois de ter passado tanto perrengue nas vacas, você vai ganhando mais confiança. Surfei todas as vezes em que PIpeline quebrou durante minha temporada no Hawaii.
Uma onda que achei bastante divertida foi Waimea Bay. Era uma emoção diferente descer aquelas ondas e sempre com algumas pessoas na mesma onda.
Minha temporada foi muito boa. No final de 2 meses e meio, já estava bem familiarizado com as ondas e chegaram mais dois conterrâneos - Franklin Serpa e Dennis Tihara.
Surfamos uns dois dias em Pipeline juntos. Foi bastante legal surfar ondas daquele calibre com amigos da sua cidade em meio a um crowd intenso. Bruno (Galini) chegou um dia depois de eu deixar a ilha, pois ele estava em uma competição na China.
Não foi possível surfar junto com ele, pois tinha de estar no Brasil no dia 13 para aulas de pós-graduação nos dias 14 e 15.
Enfim, a trip foi excelente e tomei um gosto por ondas grandes. Tive como inspiração Danilo Couto, Yuri Soledade, Marcio Freire e meu parceiro Lapinho Coutinho, todos na mesma pilha de pegar as ondas.
É isso! Aloha e em breve volto ao Hawaii ou a outro lugar pra pegar ondas grandes na remada.