Estreia em Noronha
Fabio Tihara escreve suas impressões sobre o arquipélago de Fernando de Noronha (PE)
No início do mês de dezembro, fiz minha primeira viagem ao arquipélago de Fernando de Noronha.
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Optei por ir no começo da temporada para não pegar o crowd intenso dos meses de janeiro e fevereiro.
Noronha sempre foi um sonho e parecia um sonho distante pelo alto custo da trip, mas como agora temos várias opções de companhias aéreas operando no Brasil e consequentemente a concorrência entre elas, sempre rola uma promoção e algumas passagens baratas.
Infelizmente nenhum swell consistente entrou durante os sete dias que fiquei na ilha, mas rolaram alguns dias de diversão, mesmo com ondas pequenas.
O local Patrick Tamberg explicou que no começo da temporada mesmo que entre um swell bom, às vezes os tubos não aparecem porque o fundo ainda está com muita areia. É preciso uma constância de ondas para a maré jogar a areia do fundo para a praia e a bancada acertar.
Fica a lição para a próxima oportunidade e mais um motivo para voltar o mais rápido possível ao nosso Hawaii brasileiro.
Na verdade, o que mais me chamou a atenção foi a beleza do paraíso chamado Fernando de Noronha. Já viajei para muitos lugares aqui no Brasil e alguns no exterior, e digo que nunca vi um lugar como Noronha.
Quem já visitou sabe do que estou falando. São paisagens de tirar o fôlego e uma interação com a natureza impressionante.
A proximidade do ser humano com as espécies animais da ilha é algo que só vivendo para saber.
Pela falta de ondas, aproveitei para conhecer as atrações turísticas e em nenhum momento pude reclamar da viagem, pois em Noronha, mesmo sem ondas, não tem como se entediar ou se estressar.
Foi muito bom ver que o dinheiro gasto com as taxas ambientais está sendo usado para preservar e conscientizar moradores e turistas. Posso dizer que voltei orgulhoso de termos um lugar onde existem leis que funcionam e que é possível ter uma vida em equilíbrio entre ser humano e natureza, um modo sustentável de viver.
Mas mesmo com tantos bons exemplos a se seguir, presenciei alguns turistas reclamarem que não tinha um elevador panorâmico ou um teleférico para descer na praia do Sancho. O que dizer a uma pessoa dessa?
*Agradecimentos aos nativos da ilha Patrick Tamberg (que liberou algumas da série), Bruno, pela receptividade e hospitalidade, e ao fotógrafo Rildo Iaponã, pelo excelente trabalho, suporte e atenção. Graças a esses amigos, a trip foi perfeita. Obrigado a todos".