Trip dos sonhos
Lucas Correia e Lara Pereira experimentam as perfeitas esquerdas da Indonésia
O casal baiano Lucas Correia e Lara Pereira embarcou em sua primeira trip internacional e encontrou esquerdas de sonho na Indonésia.
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Durante os mais de vinte dias de trip, a dupla percorreu as esquerdas de Uluwatu e Desert Point.
Além de surfar umas das esquerdas mais famosas do mundo, o casal baiano explorou um pouco da cultura local. Confira abaixo o relato da barca feito pelo free surfer Lucas Correia.
Começamos a viagem e não sabíamos ainda o que estava por vir, os termômetros de São Paulo marcando 8º graus e mais de 30 horas de voo até o paraíso.
Tudo isso era superado pela vontade de pegar as melhores ondas do mundo. Enfim, chegamos à noite em Bali e fomos recepcionados no aeroporto com a notícia de um swell de 6 pés de onda.
Estávamos muito ansiosos para ver o mar, mas a única coisa que conseguíamos era ouvir o som das ondas, afinal ainda era noite, não conseguimos nem dormir, juntou o fuso horário e a vontade de ver o dia amanhecer para poder surfar.
Ficamos hospedados em um hotel em Uluwatu de onde víamos o pico, quando amanheceu o dia, fomos conferir ainda lá do morro o tamaho do mar e o que víamos eram perfeitas e fáceis esquerdas.
Assim, caimos no mar, e logo percebemos que estávamos enganados, o mar não era fácil, e nesse dia fomos recepcionados com ondas de até 2,5 metros perfeitas, pesadas e correndo sob uma bancada de corais rasos e afiados.
Nas primeiras ondas, tomamos algumas na cabeça até conseguir nos adaptar, só quando já estávamos no outside vimos que as ondas não eram tão fáceis como pareciam nos filmes de surf.
No decorrer dos dias o mar foi baixando, mas não ficou flat. Passamos 20 dias surfando ondas de 1 metro até vir o próximo swell, onde seguimos para a ilha de Lombok, na famosa e perigosa bancada de Desert point.
Alugamos uma van e seguimos para ilha. Lá fomos recepcionados por alguns indonesianos que falavam um pouco do português. Os famosos"papagaios" repetiam tudo que a gente falava, ficamos meio impressionados com o lugar, pois era um verdadeiro deserto.
Passamos alguns dias de índio, casinhas de madeira com banheiros a céu aberto e uns poços para tomar banho, roots total, mas enfim estavamos ali para pegar o swell de 8 pés que estava por vir.
Exatamente no dia esperado ondas de 3 metros perfeitas percorriam a extensa bancada de coral raso e muito afiado. Foram dois dias de ondas sem parar, o crowd era de aproximadamente 60 pessoas concentradas no mesmo pico, mas não era impossível de surfar pelo menos uma onda da série.
A questão era chegar com calma e esperar que dava para pegar a melhor. Passado o swell voltamos para Bali, onde ainda continuava bombando ondas de até 2 metros.
Cansados de surfar, saímos e fomos as compras nos outlets, lojas de surf, conhecemos um pequeno interior chamado Ubud, onde vendiam artesanatos perfeitos trabalhados a mão, um infinito de objetos de enfeites.
Conhecemos também os famosos arrozais onde foi feito o filme Comer, Rezar e Amar. Respondendo a algumas pessoas que se enganam com a Indonésia, o lugar também é cultura e não só surf.