Tiro certo

André Teixeira aproveita ciclone Vania e pega altas ondas na costa leste australiana


Nos últimos dias do ano de 2010 e início de 2011, a costa leste australiana vinha enfrentando inundações terríveis que trouxeram prejuízos de bilhões de dólares. 

Clique aqui para ver o vídeo

Clique aqui para ver as fotos

Algumas cidades chegaram a mais de 75% do território alagado e milhares de pessoas não só ficaram desabrigadas, como perderam todos seus bens da noite para o dia.

Entre os dias 12 e 16 de Janeiro, tivemos o primeiro ciclone da temporada, o ciclone Vania. Este trouxe o primeiro swell que fez a cabeça de muitos fissurados.

Após três dias de ondas que variavam de 3 a 6 pés um pouco prejudicadas por um leve vento maral, as previsões indicavam um pequena mudança no quadrante do vento, o que significava uma mudança do vento para terral.

Sem hesitar muito, o surfista André Teixeira e a fotógrafa e cinegrafista Ana Gatis resolveram conferir uma das mais famosas e lendárias direitas da costa leste, o parque nacional de Noosa Heads.

Noosa fica localizada a 230 quilômetros da Gold Coast e tinha que sair bem cedo de casa para chegarmos num horário que fosse suficiente para poder fazer duas caídas e ainda curtir um pouco do lugar.

Assim que chegamos, ficamos atordoados tentando achar vaga, pois o lugar estava lotado. Embora, tivesse a presença de um ciclone, a distância dele em relação à costa era suficiente para mandar as ondas boas e não trazer mais chuva.

O tempo estava perfeito com um sol escaldante, o único fator negativo era a cor da água que ficou marrom decorrente das chuvas. Logo que conseguimos estacionar, nos encontramos com Fernando Chocate, grande amigo também baiano, residente em Noosa por alguns anos e funcionário da prefeitura local de Noosa.

Como conhecedor da área, ele me apresentou a segunda onda do parque que era uma onda bem parecida com o backdoor de Olivença, mas com sessões um pouco mais buraco.

Depois de um almoço típico australiano no Surf Club de Noosa, eu e Ana voltamos ao trabalho e dessa vez resolvi surfar na última sessão da primeira bancada que finalizava a onda no beach break.

Apesar de bem menor que a primeira sessão, as ondas estavam mais rápidas e consegui surfar melhor, encontrando até dois bons tubinhos na minha última onda para finalizar o dia com chave de ouro e pegar a estrada de volta para Gold de cabeça feita.
PUBLICIDADE

Relacionadas

Gabriel Leal embarca para as ondas de sonho em Sumbawa

Angelo, Nathan e Léo Hereda em um dia de free surf nas praias do Rio de Janeiro

Gabriel Leal continua sua saga de aventura na Indonésia

Depois de um mês em Nias, Gabriel Leal parte para surf trip em Mentawaii

Gabriel Leal curte temporada nas ondas da Indonésia com a família

Fotógrafo Orlando Rodrigues registra swell com show de tubos no litoral norte

Baiano Marinho Parafina curte dias de sonho nas ondas das ilhas Maldivas

Amigos baianos curtem surf trip para as longas e perfeitas direitas de El Salvador