Fuga de verão
Leandro Mendes descreve trip inusitada na companhia de amigos para o Peru
Por: Leandro Mendes
Como acontece em todos os verões na Bahia, aqueles que pretendem pegar boas ondas nessa época, têm que viajar.
O plano para esta temporada era a paradisíaca ilha de Fernando de Noronha (PE). Já estava com quase tudo organizado quando recebi um convite de Rony Cabral, velho parceiro e irmão das trips, para o Peru.
Junto com Rony, estavam indo na barca mais dois amigos meus, Tassinho e Danilo. A previsão era para passar quase um mês e eles me falaram que tinham ido na temporada 2008 nessa mesma época e surfado altas ondas. Depois desse relato, não restou outra alternativa ao não ser se juntar à galera e partir rumo às pistas peruanas.
Como eles já tinham se programado, os três partiram na frente no dia 6 de março. Eu me agilizei rapidamente e uns três dias depois embarquei rumo ao encontro da galera.
Para começar a rotina, tomei logo o prejuízo das taxas de pranchas cobradas pela TAM. Chegando em Guarulhos (SP), tomei o velho "chá" de espera do voo para Lima, capital do Peru. Chegando no país vizinho não tem mais erro, é só alegria e muito surf no pé!
Essa é grande vantagem do Peru, em menos de 24 horas você sai do meio metro de verão da Bahia para 2 metros de pura perfeição em inúmeros picos do país. É o melhor custo / benefício para os brasileiros, muita opção de onda e tudo relativamente barato.
Para se ter uma noção do que estou falando, a nossa hospedagem ficou por apenas US$ 17 com as três refeições (café, almoço e jantar), e o melhor de tudo, 10 minutos a pé de uma direita aluciante, La Isla, situada em Punta Hermosa, Sul do país.
O local Julio foi o nosso anfitrião, um cara tranquilo que viu no surf um mercado de trabalho que não conhecia. Depois de enxergar essa oportunidade, mudou-se para Punta Hermosa com sua família e hoje faz de sua casa um Surf Camp de uma simplicidade que não dar vontade de sair de lá.
A galera já tinha ficado por lá ano passado e quando cheguei já estava tudo organizado. Sem dúvidas, a surpresa maior foi chegar a Julio e encontrar duas figuras de Salvador que acabaram fechando a barca, o shaper Eduardo Radar e o free surfer "fominha" Jeffer Slater, o famoso Jefinho.
Vale um parêntese desse cidadão que parecia estar surfando em casa, pois o cara entrava no mar de bermuda e lycra e conseguia surfar o dia todo, deixando de lado a água fria.
Quem também estava lá registrando tudo foi o fotógrafo e ótimo surfista ilheense Arthur Maroto. Há quase um mês em Punta Hermosa, Maroto já estava local. A galera fez uma pressão e o segurou com seu equipamento por mais uma semana para registrar a barca da moçada. Quando Arthur entrava na água, dava para perceber por que já estava há um mês no pico.
Ele foi para o Peru com o experiente Gabriel Macedo e Misael Tavares, mas ambos já tinham voltado para o Brasil. Macedo conhece tudo por lá, inclusive foi ele quem deu o canal do Surf Camp de Julio. Foi uma pena não ter encontrado com eles, sem dúvidas iriam somar muito para a barca.
Esta foi uma trip tranquila e sem roubadas (normal em viagens de surf), ficou fácil de surfar. Nos 15 dias que fiquei em Hermosa, surfei altas ondas todos os dias em vários picos diferentes. Um destaque para Punta Rocas, que realmente é uma onda especial e merecia um confere todos os dias.
A primeira vez que fui ao Peru em 2003 com o mesmo Rony, fomos direto para o Norte e a trip foi praticamente lá, no final ficamos em Hermosa por quatro dias, mas não pegamos nenhum swell, o que foi até tranquilo porque tínhamos surfado altas ondas no Norte e já estávamos sem pranchas e sem braços.
Bem diferente dos meus últimos dias deste ano, que tinham altas ondas, em função desse swell, a barca se estendeu para Pacasmayo, Norte do país, e eu acabei ficando em Hemosa porque tinha que voltar para casa.
Na minha despedida, surfei a direita de La Isla com 8 pés clássicos na companhia do maluco local Hara, que simplesmente despencava lá de trás com seu stand-up, mostrando total sintonia com o pico.
Agora é se organizar para o ano que vem ir de novo, quem sabe com mais tempo. De sete anos pra cá, senti que o país deu uma grande evoluída e está muito mais agradável. O surf é com certeza o melhor de lá, mas o país assim como o nosso, está em desenvolvimento e tem muito a crescer.
Gostaria de agradecer a todos os envolvidos nessa barca alucinante como a Faculdade de Tecnolgia e Ciências (FTC), Trip Surf Soul, Dusurf Acessórios, ao Hennek pelos foguetes, Alfaro Surf Camp, aos fotógrafos Arthur Maroto e Pepe Romo e aos brothers da barca, Rony Cabral (Dente de pau), Danilo (Bico de bule), Radar (Sagaz), Jeffer Slater (Ceará), Tasso Castro ( Dusurf) e ao Hara, big rider local sinistro, gente boa demais que abraçou todos da trip.
Até a próxima e buenas olas, chicos!
O plano para esta temporada era a paradisíaca ilha de Fernando de Noronha (PE). Já estava com quase tudo organizado quando recebi um convite de Rony Cabral, velho parceiro e irmão das trips, para o Peru.
Junto com Rony, estavam indo na barca mais dois amigos meus, Tassinho e Danilo. A previsão era para passar quase um mês e eles me falaram que tinham ido na temporada 2008 nessa mesma época e surfado altas ondas. Depois desse relato, não restou outra alternativa ao não ser se juntar à galera e partir rumo às pistas peruanas.
Como eles já tinham se programado, os três partiram na frente no dia 6 de março. Eu me agilizei rapidamente e uns três dias depois embarquei rumo ao encontro da galera.
Para começar a rotina, tomei logo o prejuízo das taxas de pranchas cobradas pela TAM. Chegando em Guarulhos (SP), tomei o velho "chá" de espera do voo para Lima, capital do Peru. Chegando no país vizinho não tem mais erro, é só alegria e muito surf no pé!
Essa é grande vantagem do Peru, em menos de 24 horas você sai do meio metro de verão da Bahia para 2 metros de pura perfeição em inúmeros picos do país. É o melhor custo / benefício para os brasileiros, muita opção de onda e tudo relativamente barato.
Para se ter uma noção do que estou falando, a nossa hospedagem ficou por apenas US$ 17 com as três refeições (café, almoço e jantar), e o melhor de tudo, 10 minutos a pé de uma direita aluciante, La Isla, situada em Punta Hermosa, Sul do país.
O local Julio foi o nosso anfitrião, um cara tranquilo que viu no surf um mercado de trabalho que não conhecia. Depois de enxergar essa oportunidade, mudou-se para Punta Hermosa com sua família e hoje faz de sua casa um Surf Camp de uma simplicidade que não dar vontade de sair de lá.
A galera já tinha ficado por lá ano passado e quando cheguei já estava tudo organizado. Sem dúvidas, a surpresa maior foi chegar a Julio e encontrar duas figuras de Salvador que acabaram fechando a barca, o shaper Eduardo Radar e o free surfer "fominha" Jeffer Slater, o famoso Jefinho.
Vale um parêntese desse cidadão que parecia estar surfando em casa, pois o cara entrava no mar de bermuda e lycra e conseguia surfar o dia todo, deixando de lado a água fria.
Quem também estava lá registrando tudo foi o fotógrafo e ótimo surfista ilheense Arthur Maroto. Há quase um mês em Punta Hermosa, Maroto já estava local. A galera fez uma pressão e o segurou com seu equipamento por mais uma semana para registrar a barca da moçada. Quando Arthur entrava na água, dava para perceber por que já estava há um mês no pico.
Ele foi para o Peru com o experiente Gabriel Macedo e Misael Tavares, mas ambos já tinham voltado para o Brasil. Macedo conhece tudo por lá, inclusive foi ele quem deu o canal do Surf Camp de Julio. Foi uma pena não ter encontrado com eles, sem dúvidas iriam somar muito para a barca.
Esta foi uma trip tranquila e sem roubadas (normal em viagens de surf), ficou fácil de surfar. Nos 15 dias que fiquei em Hermosa, surfei altas ondas todos os dias em vários picos diferentes. Um destaque para Punta Rocas, que realmente é uma onda especial e merecia um confere todos os dias.
A primeira vez que fui ao Peru em 2003 com o mesmo Rony, fomos direto para o Norte e a trip foi praticamente lá, no final ficamos em Hermosa por quatro dias, mas não pegamos nenhum swell, o que foi até tranquilo porque tínhamos surfado altas ondas no Norte e já estávamos sem pranchas e sem braços.
Bem diferente dos meus últimos dias deste ano, que tinham altas ondas, em função desse swell, a barca se estendeu para Pacasmayo, Norte do país, e eu acabei ficando em Hemosa porque tinha que voltar para casa.
Na minha despedida, surfei a direita de La Isla com 8 pés clássicos na companhia do maluco local Hara, que simplesmente despencava lá de trás com seu stand-up, mostrando total sintonia com o pico.
Agora é se organizar para o ano que vem ir de novo, quem sabe com mais tempo. De sete anos pra cá, senti que o país deu uma grande evoluída e está muito mais agradável. O surf é com certeza o melhor de lá, mas o país assim como o nosso, está em desenvolvimento e tem muito a crescer.
Gostaria de agradecer a todos os envolvidos nessa barca alucinante como a Faculdade de Tecnolgia e Ciências (FTC), Trip Surf Soul, Dusurf Acessórios, ao Hennek pelos foguetes, Alfaro Surf Camp, aos fotógrafos Arthur Maroto e Pepe Romo e aos brothers da barca, Rony Cabral (Dente de pau), Danilo (Bico de bule), Radar (Sagaz), Jeffer Slater (Ceará), Tasso Castro ( Dusurf) e ao Hara, big rider local sinistro, gente boa demais que abraçou todos da trip.
Até a próxima e buenas olas, chicos!
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