Morro do Surf
Bruno Pitanga se diverte nas valinhas do Morro de São Paulo na companhia dos locais
Por: Bruno Pitanga
Não é de agora que sempre que um swell de leste ou sudeste chega a Salvador com uma intensidade boa e muito vento, as condições para o surf na cidade ficam meio prejudicadas.
Infelizmente, nossa cidade fica posicionada de cara para o vento, que nesta época sopra praticamente todos os dias, atrapalhando e muito a formação das ondas.
Embora quando o vento baixe, muitos picos ficam irados. Porém, graças ao nosso bom Deus, nosso litoral é repleto de lugares que, além de terem altas bancadas de recife de coral, também estão bem posicionadas com relação ao famigerado vento leste.
Esse é o caso da Ilha de Tinharé, mais conhecida como Morro de São Paulo. Por muitas vezes, escutava os mais antigos surfistas baianos falarem dessa ilha maravilhosa, com várias praias lindas e de águas calmas.
Puro engano, pois em determinada época do ano o mar de fora da ilha fica revolto, às vezes até tenebroso! Lógico que para os banhistas, pois, para nós, seres agraciados com o talento de deslizar nas ondas, é tudo o que mais aguardamos durante todo o ano: ondas grandes e perfeitas deslizando alinhadas pelas bancadas de coral, e isso o morro tem de sobra.
Em uma segunda-feira de muita chuva e mar storm, saímos do porto de Salvador, eu e o fotógrafo da nova geração Felipe Blanco, no catamarã Farol do Morro, rumo à ilha!
Muito balanço na travessia, que dura em média 2 horas e meia, era certeza de boas ondas e muitas chamadas por ?Raul? por parte dos marinheiros de primeira viagem. A chegada ao morro é sempre uma sensação ímpar, quem está acostumado a fazer surftrips de barco imagina do que estou falando.
Primeira visão do Pé de Moleque e do forte, as melhores ondas da ilha down the line na bancada é de tirar o fôlego e a vontade de pular na água ali mesmo é imensa!
Pós-desembarque e pagamento da taxa de permanência na ilha (muito válido desde que se invista toda essa a verba arrecadada para a melhoria da infra-estrutura da comunidade), fomos recepcionados pelos hot locais Dinho e Joe, nativos e xerifes do pico e daí direto para a primeira sessão nas direitas do moleque.
Altas ondas logo de cara, com pouco crowd, por causa da maré vazia. Vale ressaltar aqui o fato de na ilha existirem muitos surfistas e nem por isso acontecer nenhum tipo de atrito ou discussão na água, isso tudo se deve ao comportamento dos locais mais antigos que em nenhum momento ensinam o mau localismo ou nenhum tipo de atitude agressiva para os mais jovens, que apesar de serem muitos, sabem surfar em point breaks e esperar a sua hora de arrepiar.
Essa atitude dos mais novos tem também encontrado na filosofia de ensino da Morro Surf School, do nosso brou Yuri, a maneira carinhosa e educada de tratar todos os visitantes da ilha, independente de serem surfistas ou não. Assim, todo mundo sai ganhando, pois quem é local não deixa de ser local jamais e os ?haoles? sabem respeitar esses locais que os tratam bem e com educação.
Depois de 4 dias de muito surf e good vibes retornamos à babilônia de Salvador para adiantar a correria do dia-a-dia de cabeça feita.
Fica aqui os sinceros agradecimentos a toda comunidade surfística do Morro, aos locais: Sandro Poeira, Dinho, Joilson, Jilsinho, Odiney, Joe, Juliano, Yuri, Adriano Cambuti, Purora, Demi Brasil, Nêgo, Xerife, Silas, Lipera, Leo e a todos que com muito respeito sempre que estamos por lá nos recebem como se fôssemos locais.
Aloha Morro, vamos vasculhar todas essas ilhas por ai em breve!!!
Agradecimentos especiais: Catamarã e Pousada Farol do Morro, Pousada do Joe, Morro surf School, Vento Leste Boat Trips.
Infelizmente, nossa cidade fica posicionada de cara para o vento, que nesta época sopra praticamente todos os dias, atrapalhando e muito a formação das ondas.
Embora quando o vento baixe, muitos picos ficam irados. Porém, graças ao nosso bom Deus, nosso litoral é repleto de lugares que, além de terem altas bancadas de recife de coral, também estão bem posicionadas com relação ao famigerado vento leste.
Esse é o caso da Ilha de Tinharé, mais conhecida como Morro de São Paulo. Por muitas vezes, escutava os mais antigos surfistas baianos falarem dessa ilha maravilhosa, com várias praias lindas e de águas calmas.
Puro engano, pois em determinada época do ano o mar de fora da ilha fica revolto, às vezes até tenebroso! Lógico que para os banhistas, pois, para nós, seres agraciados com o talento de deslizar nas ondas, é tudo o que mais aguardamos durante todo o ano: ondas grandes e perfeitas deslizando alinhadas pelas bancadas de coral, e isso o morro tem de sobra.
Em uma segunda-feira de muita chuva e mar storm, saímos do porto de Salvador, eu e o fotógrafo da nova geração Felipe Blanco, no catamarã Farol do Morro, rumo à ilha!
Muito balanço na travessia, que dura em média 2 horas e meia, era certeza de boas ondas e muitas chamadas por ?Raul? por parte dos marinheiros de primeira viagem. A chegada ao morro é sempre uma sensação ímpar, quem está acostumado a fazer surftrips de barco imagina do que estou falando.
Primeira visão do Pé de Moleque e do forte, as melhores ondas da ilha down the line na bancada é de tirar o fôlego e a vontade de pular na água ali mesmo é imensa!
Pós-desembarque e pagamento da taxa de permanência na ilha (muito válido desde que se invista toda essa a verba arrecadada para a melhoria da infra-estrutura da comunidade), fomos recepcionados pelos hot locais Dinho e Joe, nativos e xerifes do pico e daí direto para a primeira sessão nas direitas do moleque.
Altas ondas logo de cara, com pouco crowd, por causa da maré vazia. Vale ressaltar aqui o fato de na ilha existirem muitos surfistas e nem por isso acontecer nenhum tipo de atrito ou discussão na água, isso tudo se deve ao comportamento dos locais mais antigos que em nenhum momento ensinam o mau localismo ou nenhum tipo de atitude agressiva para os mais jovens, que apesar de serem muitos, sabem surfar em point breaks e esperar a sua hora de arrepiar.
Essa atitude dos mais novos tem também encontrado na filosofia de ensino da Morro Surf School, do nosso brou Yuri, a maneira carinhosa e educada de tratar todos os visitantes da ilha, independente de serem surfistas ou não. Assim, todo mundo sai ganhando, pois quem é local não deixa de ser local jamais e os ?haoles? sabem respeitar esses locais que os tratam bem e com educação.
Depois de 4 dias de muito surf e good vibes retornamos à babilônia de Salvador para adiantar a correria do dia-a-dia de cabeça feita.
Fica aqui os sinceros agradecimentos a toda comunidade surfística do Morro, aos locais: Sandro Poeira, Dinho, Joilson, Jilsinho, Odiney, Joe, Juliano, Yuri, Adriano Cambuti, Purora, Demi Brasil, Nêgo, Xerife, Silas, Lipera, Leo e a todos que com muito respeito sempre que estamos por lá nos recebem como se fôssemos locais.
Aloha Morro, vamos vasculhar todas essas ilhas por ai em breve!!!
Agradecimentos especiais: Catamarã e Pousada Farol do Morro, Pousada do Joe, Morro surf School, Vento Leste Boat Trips.
PUBLICIDADE