Raglan para maiores

Fábio Tihara presencia swell clássico no point break de Raglan, Nova Zelândia


Seguindo as previsões da internet onde informava que um grande swell iria entrar para terça-feira (dia 1 de abril aqui na Nova Zelândia), eu e meu parceiro de viagem Augusto Carvalho nos preparamos para surfar Raglan.

Logo de manhã cedo, acessamos as câmeras (são sete câmeras apontadas para o point de Raglan) do site de surf local e logo vimos as linhas entrando perfeitas.

Essas câmeras são uma excelente ferramenta para o surf porque é possível acessar as imagens em tempo real, 24 horas por dia. Com isso economizamos tempo, dinheiro e sabemos com precisão qual o melhor pico para surfar.

Na chegada ao cliff, avistamos as séries entrando nervosas e um crowd intenso em todos as seções de Raglan. Ainda não tinha visto, nem surfado Indicators que é a seção mais tubular do pico.
 
No estacionamento já sentimos a vibe do local, nessa hora discrição é o mais importante, por isso evitamos ao máximo de se comunicar em português.

Uma caminhada com cerca de 20 minutos pelas pedras leva ao point de High Indicators. Durante a caminhada é possível observar diversas placas em homenagem aos surfistas que morreram surfando no pico.

Fiquei impressionado, pois nunca tinha visto nada parecido. High Indicators é um pico muito perigoso, pois as ondas quebram em frente as pedras (quando digo em frente são cerca de 15 a 20 metros) e não permite erros. Muitos surfavam de capacete e alguns locais kamikazes se jogavam nas maiores e botavam para dentro de frente para as pedras, mostrando muita atitude e disposição.

Quando a onda encaixa na bancada de Indicators ela dobra, abre uma parede na sua frente que parece que vai fechar, mas o segredo é acelerar sempre para poder passar a seção. Algumas rodavam fazendo a festa da galera.

Foi um dia lindo com sol, boas ondas surfadas e mais um aprendizado sobre as ondas e o mar.
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