Todas as colores de Chile
Por: Tom Almeida
Para um baiano, acostumado com o calor tropical o sul do pacífico é bem gelado, mas isso não impede a busca por uma onda diferente e fascinante. Talvez por isso Pichilemu seja considerada a capital do surf Chileno.
A 8 km da pequena cidade, fica Punta de Lobos, considerada uma das melhores ondas do Chile e entre ?una de las mejores olas del mundo?, segundo a revista Olas Latino-américa e o wikisurf.
Punta Lobos é um visual estarrecedor, ou como diria um ?bom nordestino?, é de ?esbugalhar os olhos?. Numa baía cercada por penhascos, com dois montes rochosos na ex-tremidade e ondas que chegam lá de longe do outside e vêem golpeando a enseada até a ponta de areia do outro lado direito. Uma onda larga, extensa e que proporciona muitas e variadas manobras, entre elas uma sessão de tubo bem espaçoso.
Nos dias bons, a onda corre mais de 1000 metros. Só esquerdas, um verdadeiro paraíso para os goofers, mas uma delícia para afiar o backside também, (se você for regular como eu!). Um lugar que deve ser conhecido e constar no roteiro de itinerário dos surfistas viajantes.
Principalmente dos Brazucas pela proximidade do local (5 horas de Sampa até Santiago e 3 horas de carro até Pichilemu, ou seja, da para sair no vôo da TAM da madruga e dar uma caída no mesmo dia).
Segundo Carlos Marcelo, cumpadre que conheci na trip, surfista local e dono de uma das raras surf shops, a ?Puerta de Sol? (leve todo seu equipamento, pois as vezes você só vai encontrar acessórios e produtos de surf em Santiago, Pichilemu é carente nesse aspecto), a água desse lado do pacifico é sempre gelada, não importa se é verão ou inverno.
A entrada principal no pico é feita por entre os dois morros (chamado de Las Tetas) de rocha e fica bastante difícil nos dias grandes. Você tem que descer o morro, cair na água entre um canal onde as ondas entram, escalar a pedra e dar a volta pelo lado direito do morro, esperar a calmaria e entrar por um caminho de pedra escorregadio. Se no processo vier uma onda grande, você estará entre o fogo e a frigideira parceiro.
Tem outra entrada também pela lateral mais abaixo, você tem de remar horizontalmente passando pela zona de impacto, só que quando a correnteza está forte (e ela quase sempre está) e se você pegar a série enquanto estiver entrando, a onda vai te arrastar até a beira e haja braço para voltar ao outside.
Nesse caso, às vezes é melhor pegar uma onda e sair, subir o morro e entrar novamente, pois a remada de volta ao pico é punk! Ou seja, as ondas em Punta Lobos são paredes perfeitas e valem à pena todo sacrifício, mas saiba que o surf é malhação constante por aqui.
Carlos Marcelo me contou que Punta de Lobos recebeu esse nome porque antes (hoje isso reduziu devido aos surfistas estarem por lá, mas ainda acontece esporadicamente) os leões marinhos (aqui conhecidos como lobos) ficavam tomando sol nas duas pedras grandes do pico. Agora eles passam por fora em direção ao sul, mas alguns entram na baía para brincar (eles surfam também) nas ondas. Então não se assuste se a cabeça de um grande lobo marinho subir ao seu lado, eles não atacam.
Punta Lobos quebra às vezes muito grande e foi nessa praia que o chileno Diego Medina ganhou o prêmio Billabong XXL da maior onda na remada.
As outras ondas da região
Embora seja predominante as esquerdas, existe um pico onde você pode surfar direitas. Pancora é uma onda sem crowd (direita e esquerda também), com uma praia de areias negras. Situada do lado esquerdo de Punta Lobos há 10 minutos caminhando por entre uma paisagem desértica com apenas algumas casas. Uma onda boa e forte, tubular e com uma correnteza possante também.
Segundo os locais, quando Punta Lobos está pequeno ou tem muito vento norte, esse é o pico para dar uma caída. Bom local para fazer umas fotos de cima do morro, que fica bem em frente ao pico.
O outro pico é Infiernillo, uma esquerda potente, contudo não deixe que o nome te engane, não tem nada quente por aqui, é na verdade bem frio, senti a água até mais gelada que Punta Lobos. Segundo Miguel Dufey, morador de frente do pico e local assíduo dessa onda, Infiernillo seria a esquerda mais oca ao sul do Chile. Ele disse que nos dias grandes é comum ver pranchas partidas ou rolando como uma bola nas rochas e para sair do mar é um inferno (daí vem o nome). Mas quando as condições estão boas, essa onda é top class.
La Puntilla é uma esquerda que fica numa extensão de areia com uma formação rochosa bem no início do pico. Aí é onde as ondas começam e se alargam pelo banco de areia até a praia. É uma onda longa, mas eu diria de qualidade inferior a outras por ser um fundo de areia. Os locais me disseram que chega a quebrar 3 metros e de vento sul moderado seria sua melhor condição. Nesses dias épicos a onda se estende por uns 800 metros, desde as pedras até bem depois da praça em frente à praia Matanzas.
O que levar nessa trip
Não necessita nem falar que um bom wetsuit é indispensável. Aqui botinhas também são bem vindas. Como a água aqui está algo entre 13 e 18 graus, uma roupa 4-3 é o recomendado, mas se você já tem costume de surfar em águas frias, no verão 3-2 dá pro gasto (eu surfei de 3-2 e ficaria mais de 3 horas por caída não fosse o frio nas mãos ? na próxima vou levar luvas também).
Ocasionalmente Punta Lobos quebra acima de 10 pés no verão, mas a season de Big Surf é no inverno, quando as ondas podem chegar até a 30 pés (existem muitas fotos espalhadas nos restaurantes e casas da cidade com as montanhas de água dominadas pelos surfistas locais).
No verão eu diria que uma 6?10?? como maior prancha dá para encarar, as outras que levei foram 6?4?? e uma 6?6??. Esse seria um quiver bom (eu tenho 1,84 metros e peso 89 quilos) façam as dimensões apropriadas para o seu tamanho e peso. No inverno a coisa fica diferente e uma gunzeira acima de 8 pés vai ser indispensável.
Uma boa cordinha, pois se a sua quebrar a natação não vai ser nada agradável na correnteza do local.
Onde ficar, comer e por quanto
Por ser uma estância onde os chilenos de Santiago e regiões vizinhas passam as férias (para quem não sabe, Santiago não tem mar...) Pichilemu é cheia de lugares para hospedagem, embora ainda carente em muitos outros aspectos do turismo. São diversas caba-nas, hostels e até casas para alugar. A média num bom hotel, quarto duplo, fica entre 50 e 60 dólares/dia (250 mil pesos chilenos). Aqui é indispensável o aluguel de um carro, você vai gastar algo entre 40 a 50 dólares/dia por um carro econômico. A gasolina é bem mais barata que o Brasil.
Eu diria que o ponto fraco da trip é o rango (a comida em Pichilemu é muito ruim, e mesmo nos restaurantes não gostei muito do cardápio - também no norte do Chile eu já tinha registrado a fraca culinária, que só vinga em Santiago com muitos bons restaurantes). A comida típica deles é a empanada (um tipo de pastel com uma massa diferente) e por todo lado há pollo assado (frango).
Os mariscos são fracos (para nós baianos acostumados a uma boa moqueca) e os pratos mirrados. Muita fritura e comida condimentada. O bom mesmo é comprar o rango no mercado e arrumar uma cozinha, principalmente para o café da manhã, pois a cidade só começa a funcionar depois das 10 da manhã.
Dicas
Diferente do Brasil que você deve dormir com um olho aberto, no Chile você pode confiar nas pessoas, que são muito honestas (o país com menor índice de violência e corrupção latino-americano é o Chile), então não fique desconfiado se vierem lhe oferecer um carro para alugar no aeroporto (têm uns caras que só fazem isso). Essas pessoas são idôneas e alugam carros mais barato que as locadoras grandes (são locadoras locais pequenas).
Pode alugar sem medo, vai dá para economizar 10 a 15 dólares dia. Uma boa pedida para quem tá com a grana contada. Em Pichilemu fiquei amigo de Carlos Menezes e sua família. Fizemos até uma parillada (churrasco) com sua família. Excelente pessoa, honestíssimo e nos ajudou muito no reconhecimento da região. Esse é o cara que você deve ligar que certamente pode te arrumar uma casa pelo melhor preço.
Ele me arrumou uma casa que dava até para 6 pessoas (3 quartos) por 35 dólares (dividido por 6 fica uma baba). Seu amigo, um coreano é dono de algumas pousadas, então você vai estar bem na fita. Chegando lá o cel dele é 6847-8310, ele autorizou a minha divulgação, pode dizer que foi dica do SurfBahia e você pode falar portunhol que ele entende.
Quanto ao frio da água, eu fiz o seguinte, minha primeira caída era com a minha roupa, na segunda (com a roupa molhada não dá para encarar a 2ª) eu alugava (sai 3 dólares, barato) uma na ?escuela de surf? no alto do morro e caia aquecido. Aqui deixo uma boa dica, se você sente muito frio nas mãos (meu caso), compre uma luva (guante) em Santiago antes de partir para Pichilemu (sai por 20 dólares, vá na Surfers Paradise surf shop, qualquer táxi sabe onde fica). Eu não fiz isso e me arrependi, pois não consegui nenhuma para alugar em Pichilemu.
Outra dica boa é, quando fizer seu quiver de pranchas para levar, faça 1/8 de polegada ou mais espesso do que você usa. Como a água é mais densa (devido a falta de salinidade que há no atlântico) você bóia menos e adicionado a isso tem a roupa de borracha. Além do mais, nesse tipo de onda, uma melhor remada nunca faz mal!
A outra dica que eu daria é o trajeto. Existem muitas maneiras de chegar a Pichilemu. Por Navidad, pela rota 78. Por Santiago pela rota 5 sul. Por Matanzas, pela rota de Bucalemu, enfim, existem diversos caminhos e o pessoal que vai te alugar o carro vai ser muito prestativo para lhe mostrar e desenhar a rota no mapa. A rota 78 é a mais bonita pois passa pelos vinhedos e sítios turísticos, mas leva quase 4 horas.
Na volta o Carlos me deu um canal, um corte de caminho que nos levou 2:20 horas. Show! Peça para lhe ensinarem o caminho pela autovia 5, pegando Melipila e depois rota 66 até Pichilemu. Esse é o caminho mais curto (não tem nada para ver, apenas arei-a, mas a pista é boa, dá de dez nas do Brasil).
Todas as praias próximas de Pichilemu, Navidad, Paredones, Bucalemu beach, Puertecillo beach, Infiernillo beach, La Boca beach, Matanzas beach, Punta de Lobos beach, The Salt Journey, San Andrés Route, Salinas de Cahuil.
Boas ondas...Até a próxima trip!!
A 8 km da pequena cidade, fica Punta de Lobos, considerada uma das melhores ondas do Chile e entre ?una de las mejores olas del mundo?, segundo a revista Olas Latino-américa e o wikisurf.
Punta Lobos é um visual estarrecedor, ou como diria um ?bom nordestino?, é de ?esbugalhar os olhos?. Numa baía cercada por penhascos, com dois montes rochosos na ex-tremidade e ondas que chegam lá de longe do outside e vêem golpeando a enseada até a ponta de areia do outro lado direito. Uma onda larga, extensa e que proporciona muitas e variadas manobras, entre elas uma sessão de tubo bem espaçoso.
Nos dias bons, a onda corre mais de 1000 metros. Só esquerdas, um verdadeiro paraíso para os goofers, mas uma delícia para afiar o backside também, (se você for regular como eu!). Um lugar que deve ser conhecido e constar no roteiro de itinerário dos surfistas viajantes.
Principalmente dos Brazucas pela proximidade do local (5 horas de Sampa até Santiago e 3 horas de carro até Pichilemu, ou seja, da para sair no vôo da TAM da madruga e dar uma caída no mesmo dia).
Segundo Carlos Marcelo, cumpadre que conheci na trip, surfista local e dono de uma das raras surf shops, a ?Puerta de Sol? (leve todo seu equipamento, pois as vezes você só vai encontrar acessórios e produtos de surf em Santiago, Pichilemu é carente nesse aspecto), a água desse lado do pacifico é sempre gelada, não importa se é verão ou inverno.
A entrada principal no pico é feita por entre os dois morros (chamado de Las Tetas) de rocha e fica bastante difícil nos dias grandes. Você tem que descer o morro, cair na água entre um canal onde as ondas entram, escalar a pedra e dar a volta pelo lado direito do morro, esperar a calmaria e entrar por um caminho de pedra escorregadio. Se no processo vier uma onda grande, você estará entre o fogo e a frigideira parceiro.
Tem outra entrada também pela lateral mais abaixo, você tem de remar horizontalmente passando pela zona de impacto, só que quando a correnteza está forte (e ela quase sempre está) e se você pegar a série enquanto estiver entrando, a onda vai te arrastar até a beira e haja braço para voltar ao outside.
Nesse caso, às vezes é melhor pegar uma onda e sair, subir o morro e entrar novamente, pois a remada de volta ao pico é punk! Ou seja, as ondas em Punta Lobos são paredes perfeitas e valem à pena todo sacrifício, mas saiba que o surf é malhação constante por aqui.
Carlos Marcelo me contou que Punta de Lobos recebeu esse nome porque antes (hoje isso reduziu devido aos surfistas estarem por lá, mas ainda acontece esporadicamente) os leões marinhos (aqui conhecidos como lobos) ficavam tomando sol nas duas pedras grandes do pico. Agora eles passam por fora em direção ao sul, mas alguns entram na baía para brincar (eles surfam também) nas ondas. Então não se assuste se a cabeça de um grande lobo marinho subir ao seu lado, eles não atacam.
Punta Lobos quebra às vezes muito grande e foi nessa praia que o chileno Diego Medina ganhou o prêmio Billabong XXL da maior onda na remada.
As outras ondas da região
Embora seja predominante as esquerdas, existe um pico onde você pode surfar direitas. Pancora é uma onda sem crowd (direita e esquerda também), com uma praia de areias negras. Situada do lado esquerdo de Punta Lobos há 10 minutos caminhando por entre uma paisagem desértica com apenas algumas casas. Uma onda boa e forte, tubular e com uma correnteza possante também.
Segundo os locais, quando Punta Lobos está pequeno ou tem muito vento norte, esse é o pico para dar uma caída. Bom local para fazer umas fotos de cima do morro, que fica bem em frente ao pico.
O outro pico é Infiernillo, uma esquerda potente, contudo não deixe que o nome te engane, não tem nada quente por aqui, é na verdade bem frio, senti a água até mais gelada que Punta Lobos. Segundo Miguel Dufey, morador de frente do pico e local assíduo dessa onda, Infiernillo seria a esquerda mais oca ao sul do Chile. Ele disse que nos dias grandes é comum ver pranchas partidas ou rolando como uma bola nas rochas e para sair do mar é um inferno (daí vem o nome). Mas quando as condições estão boas, essa onda é top class.
La Puntilla é uma esquerda que fica numa extensão de areia com uma formação rochosa bem no início do pico. Aí é onde as ondas começam e se alargam pelo banco de areia até a praia. É uma onda longa, mas eu diria de qualidade inferior a outras por ser um fundo de areia. Os locais me disseram que chega a quebrar 3 metros e de vento sul moderado seria sua melhor condição. Nesses dias épicos a onda se estende por uns 800 metros, desde as pedras até bem depois da praça em frente à praia Matanzas.
O que levar nessa trip
Não necessita nem falar que um bom wetsuit é indispensável. Aqui botinhas também são bem vindas. Como a água aqui está algo entre 13 e 18 graus, uma roupa 4-3 é o recomendado, mas se você já tem costume de surfar em águas frias, no verão 3-2 dá pro gasto (eu surfei de 3-2 e ficaria mais de 3 horas por caída não fosse o frio nas mãos ? na próxima vou levar luvas também).
Ocasionalmente Punta Lobos quebra acima de 10 pés no verão, mas a season de Big Surf é no inverno, quando as ondas podem chegar até a 30 pés (existem muitas fotos espalhadas nos restaurantes e casas da cidade com as montanhas de água dominadas pelos surfistas locais).
No verão eu diria que uma 6?10?? como maior prancha dá para encarar, as outras que levei foram 6?4?? e uma 6?6??. Esse seria um quiver bom (eu tenho 1,84 metros e peso 89 quilos) façam as dimensões apropriadas para o seu tamanho e peso. No inverno a coisa fica diferente e uma gunzeira acima de 8 pés vai ser indispensável.
Uma boa cordinha, pois se a sua quebrar a natação não vai ser nada agradável na correnteza do local.
Onde ficar, comer e por quanto
Por ser uma estância onde os chilenos de Santiago e regiões vizinhas passam as férias (para quem não sabe, Santiago não tem mar...) Pichilemu é cheia de lugares para hospedagem, embora ainda carente em muitos outros aspectos do turismo. São diversas caba-nas, hostels e até casas para alugar. A média num bom hotel, quarto duplo, fica entre 50 e 60 dólares/dia (250 mil pesos chilenos). Aqui é indispensável o aluguel de um carro, você vai gastar algo entre 40 a 50 dólares/dia por um carro econômico. A gasolina é bem mais barata que o Brasil.
Eu diria que o ponto fraco da trip é o rango (a comida em Pichilemu é muito ruim, e mesmo nos restaurantes não gostei muito do cardápio - também no norte do Chile eu já tinha registrado a fraca culinária, que só vinga em Santiago com muitos bons restaurantes). A comida típica deles é a empanada (um tipo de pastel com uma massa diferente) e por todo lado há pollo assado (frango).
Os mariscos são fracos (para nós baianos acostumados a uma boa moqueca) e os pratos mirrados. Muita fritura e comida condimentada. O bom mesmo é comprar o rango no mercado e arrumar uma cozinha, principalmente para o café da manhã, pois a cidade só começa a funcionar depois das 10 da manhã.
Dicas
Diferente do Brasil que você deve dormir com um olho aberto, no Chile você pode confiar nas pessoas, que são muito honestas (o país com menor índice de violência e corrupção latino-americano é o Chile), então não fique desconfiado se vierem lhe oferecer um carro para alugar no aeroporto (têm uns caras que só fazem isso). Essas pessoas são idôneas e alugam carros mais barato que as locadoras grandes (são locadoras locais pequenas).
Pode alugar sem medo, vai dá para economizar 10 a 15 dólares dia. Uma boa pedida para quem tá com a grana contada. Em Pichilemu fiquei amigo de Carlos Menezes e sua família. Fizemos até uma parillada (churrasco) com sua família. Excelente pessoa, honestíssimo e nos ajudou muito no reconhecimento da região. Esse é o cara que você deve ligar que certamente pode te arrumar uma casa pelo melhor preço.
Ele me arrumou uma casa que dava até para 6 pessoas (3 quartos) por 35 dólares (dividido por 6 fica uma baba). Seu amigo, um coreano é dono de algumas pousadas, então você vai estar bem na fita. Chegando lá o cel dele é 6847-8310, ele autorizou a minha divulgação, pode dizer que foi dica do SurfBahia e você pode falar portunhol que ele entende.
Quanto ao frio da água, eu fiz o seguinte, minha primeira caída era com a minha roupa, na segunda (com a roupa molhada não dá para encarar a 2ª) eu alugava (sai 3 dólares, barato) uma na ?escuela de surf? no alto do morro e caia aquecido. Aqui deixo uma boa dica, se você sente muito frio nas mãos (meu caso), compre uma luva (guante) em Santiago antes de partir para Pichilemu (sai por 20 dólares, vá na Surfers Paradise surf shop, qualquer táxi sabe onde fica). Eu não fiz isso e me arrependi, pois não consegui nenhuma para alugar em Pichilemu.
Outra dica boa é, quando fizer seu quiver de pranchas para levar, faça 1/8 de polegada ou mais espesso do que você usa. Como a água é mais densa (devido a falta de salinidade que há no atlântico) você bóia menos e adicionado a isso tem a roupa de borracha. Além do mais, nesse tipo de onda, uma melhor remada nunca faz mal!
A outra dica que eu daria é o trajeto. Existem muitas maneiras de chegar a Pichilemu. Por Navidad, pela rota 78. Por Santiago pela rota 5 sul. Por Matanzas, pela rota de Bucalemu, enfim, existem diversos caminhos e o pessoal que vai te alugar o carro vai ser muito prestativo para lhe mostrar e desenhar a rota no mapa. A rota 78 é a mais bonita pois passa pelos vinhedos e sítios turísticos, mas leva quase 4 horas.
Na volta o Carlos me deu um canal, um corte de caminho que nos levou 2:20 horas. Show! Peça para lhe ensinarem o caminho pela autovia 5, pegando Melipila e depois rota 66 até Pichilemu. Esse é o caminho mais curto (não tem nada para ver, apenas arei-a, mas a pista é boa, dá de dez nas do Brasil).
Todas as praias próximas de Pichilemu, Navidad, Paredones, Bucalemu beach, Puertecillo beach, Infiernillo beach, La Boca beach, Matanzas beach, Punta de Lobos beach, The Salt Journey, San Andrés Route, Salinas de Cahuil.
Boas ondas...Até a próxima trip!!
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