Viva Zapata

Tom Almeida descreve todos os passos para uma trip perfeita ao México


Se os revolucionários mexicanos Zapata e Pancho Vila, que lutaram contra os americanos na revolução, chegassem a Puerto Escondido hoje, tomariam um susto. Veriam gringos por toda parte! Só que esses não estão atrás do metal dourado, mas em busca de outro tesouro, as ondas majestosas e tubulares do México.
 
Localizada no estado de Oaxaca e banhada pelo pacifico, Puerto Escondido é hoje uma cidade miscigenada, devendo muito da sua miscigenação ao surf.

Há mais de um século, Puerto não passava de uma pequena vila de pescadores, que mais tarde conheceria um porto de exportação de café. Tudo começou para Puerto depois da construção da rodovia Federal 200, que chegou rasgando a mata, ligando as cidades de Pochutla, Rio Grande, Acapulco e finalmente Puerto Escondido, começando aí a ávida busca dos surfistas americanos por ondas - eles antes só iam até a ponta da Barra Califórnia, e nunca a esse lado do ?oeste selvagem? da costa mexicana.

Depois da descoberta de Zicatela, um beach break que se assemelha muito a Pipeline pela formação e força da onda, Puerto começou a desenvolver sua cultura de surf city. Muitos californianos que gostam de ondas grandes se estabeleceram por lá, fincando raízes e criando famílias num cruzamento racial entre gringos e mexicanos, formando uma população atípica no México.
 
Puerto é uma mistura de estilo rústico com ares de Babel, tamanha a diversidade de línguas que se ouve ao caminhar na rua. Surfistas vindo de todo porto procuram pelas ondas de Puerto. Esqueça a camisa e até a sandália se quiser, fique à vontade, o povo é hospitaleiro e o lugar habituado ao estilo beira-mar. O clima é quente e ameno, o que faz a "cerveza" ficar mais saborosa ainda.
 
Depois do surf, uma "Corona" gelada com limão e sal é lei. O local é tão espirituoso que em poucos dias você já se sente em casa. Se você não domina o espanhol ou o inglês, não se preocupe, o portunhol é bem aceito e as gírias e palavrões brasileiros já viraram "jerga" mexicana (gíria), fazendo parte das gozações dos mexicanos. Cada vinda a Puerto proporciona novas descobertas, o local se renova e se recria a cada instante. Desacelere e curta sua estadia "en México".

A Estrela "Playa Zicatela" - Sem sombras de dúvida, Zicatela é a estrela. A olho desarmado, o seu brilho é aparente e definido pela magnitude de suas ondas. Sem querer querendo você pode estar em Pipeline, na mesma intensidade e força, só que sem o crowd e o custo caríssimo do Hawaii.

Assim como na prima-irmã Pipe, uma vaca pode custar caro e interromper a sua trip, enquanto uma onda abrindo, dropada no lugar certo, pode ser o sonho realizado de um bom tubo. Zicatela é uma praia extensa, com uma bancada rasa de areia. Um oceano profundo que encontra uma plataforma continental muito pequena, a combinação perfeita que faz as ondas entrarem com uma potência incrível, um dos beach breaks mais "heavies" (pesados) do mundo. Até nos dias menores a força da onda se faz presente e pranchas quebradas por lá é algo bastante comum.

Dessa vez eu soube, através de Angel Salinas - figurassa local que surfa as ondas grandes de longboard e com as máscaras dos heróis mexicanos de "lucha libre" (veja nas fotos) e dono da mais tradicional surf shop de Puerto, a Central Surf - que Zicatela foi rankeada entre as dez melhores ondas do mundo, figurando entre as famosas Sunset Beach, Superbanks, Padang, Tavarua, Jeffrey's Bay, Mentawaii, Pipeline, Waimea e Teahupoo.
 
Os mexicanos são orgulhosos deste troféu e têm profundo respeito pelo seu Pipeline mexicano. É necessário, segundo eles, "cojones" (culhões) para encarar os dias grandes. A praia é ampla com uma faixa de areia que se estende por 1 quilometro e meio, toda ela surfável na sua extensão. A correnteza é forte e certos dias até bastante perigosa pelo repuxo que causa, por isso vários turistas se afogam ao tentar dar um mergulhinho na beira, mas a galera do salva-guarda está sempre a postos em Zicatela, tendo em José Ramirez e sua equipe os anjos da guarda, que também já socorreram vários surfistas ao longo dos anos.

É só sair da praia de Zicatela e atravessar a rua que você encontra os bares, restaurantes e hotéis de Puerto. No final do lado norte da praia ficam as pedras que separam Zicatela da Playa Marinero, uma baía onde ficam os barcos dos pescadores e de onde se vê o melhor pôr-do-sol de Puerto. É encostado nessas pedras o melhor local para entrar quando Zicatela fica acima de 15 pés. Detalhe, não tem canal em Zicatela e tomar uma bomba na cabeça entrando é habitual. Reze para não acontecer com você. Indo até o final da Playa Marinero e subindo a encosta você vai dar na rua Perez Gasga (tive o cuidado de anotar dessa vez), mas a galera local a chama de Adoquín, é aí que ficam as lojinhas e o centro de compras de Puerto.

Todo tipo de onda...
 
Mas o mainland México não se faz só de ondas grandes como Zicatela. Na região, existe diversos picos, com diferentes bancadas e todo tipo de onda. Em Puerto Escondido e nos arredores você vai encontrar uma infinidade de praias, todas caracterizadas por uma beleza quase irreal.

Algumas na desembocadura de rios, outras numa enseada com rochas de granito e uma beleza exuberante. Uma particularidade também explicada por Angel: na costa do Pacífico as praias correm ao Norte e ao Sul; em Puerto elas ficam a Oeste e Leste devido a sua localização recortada. A Oeste, vários picos bons se apresentam, como Chacahua, que fica a 2 horas de Puerto, onde você necessita tomar um barco e passar por dentro de um mangue para chegar, e vou mencionar aqui Roca Blanca, uma faixa de praia que parece o Caribe, a 40 minutos de Puerto, com água turquesa e ondas cavadas que quebram em frente a uma parede de pedras (veja as fotos).

Andando para o Leste, ou a 10 minutos de táxi, está La Punta. Uma esquerda fenomenal, perfeita e com um canal largo, você entra sem tomar nenhuma na cabeça. Ela fica numa quina, encostada num paredão de pedras, num visual cinematográfico, com um farol acima do morro para guiar os navegantes à noite. Antes desabitado, agora o morro em frente à praia está cheio de casas de gringos, maravilhosas, com uma vista privilegiada. A gente fica dentro dágua só sonhando em ser o proprietário de uma delas, acordar, pegar a prancha e dar uma caída em frente de casa.

Nos dias grandes, como a gente teve a sorte de pegar nesse swell, a onda vem lá de trás da última ponta de pedra, mais ou menos uns 800 metros, e vai abrindo até a areia perto da torre do salva-vidas. A onda é clássica e longa. Mais ao leste tem Boca Blanca e Barra, bem na saída do rio Colotepec, mas não deu para irmos, pois as ondas não paravam de bombar em Zica e La Punta e ficamos por lá mesmo. Indo ainda mais para o Leste, passando a cidade de Huatulco, a aproximadamente 3 horas de Puerto, fica Barra de La Cruz, ou La Jolla, como ficou conhecida depois do evento The Search da Rip Curl.

Passando Barra ainda existem vários picos, os locais me disseram que tem mais de 40 baías que se parecem com Barra e juraram que Barra não é a melhor onda da região (será vero?). Têm ainda Salinas Cruz e La Bamba, duas direitas de sonho também.

Barra de La Cruz, a jóia...
 
O que todos dizem é que, quando Puerto estiver grande, pode ir que Barra vai estar clássica e com tamanho. Isso nem sempre é verdade, como pude constatar. Primeiro porque a posição geográfica de Barra é totalmente diferente da de Puerto, tanto que lá em Barra o sol nasce no mar e se põe na terra, já em Puerto, o sunset é no mar (alguns surfistas vão para lá e nem percebem essa diferença marcante entre as duas praias).

Barra necessita de um bom swell de Sul ou Sudeste para quebrar com tamanho, embora sempre esteja com ondas, muitas vezes pequenas e perfeitas, pois é um pico que quebra com certa constância. Já Puerto recebe a direção de Sudoeste como seu melhor swell. Então, fique atento a isso para não dar furada. Nos dias que já se aproximavam do maior swell e no dia do maior pico do swell ficamos em Puerto e partimos no dia seguinte esperando encontrar Barra igual ao campeonato da Rip Curl.

Para nossa decepção, o swell era de Sudoeste, Barra estava fun e, comparado às condições dos picos da terrinha aqui no Brasil, seria um sonho para muitos, mas nada parecido com a La Jolla do The Search, com tubos largos e longos que estávamos sonhando. Com essas condições as ondas ainda entram, mas os tubos ficam curtos e mais raros. Ano retrasado peguei um swell melhor, um Sudeste com vento Norte, com algumas séries que lembravam La Jolla.

Dessa vez fomos algumas vezes, saindo de Puerto na madrugada, mas nada que nos deixasse de queixo caído. A vila de Barra já deu uma crescida em 1 ano, a internet já está presente, alguns australianos (essa galera da Austrália corre realmente atrás das ondas, são uns nômades) já fincaram os pés por lá e estão morando na vila, o que ajudou o local a se desenvolver um pouquinho melhor (não sei se isso é bom!!). Fazendo assim, todo swell bom que entra eles estão lá para pegar, e Barra estando num dia clássico, digo sem medo de errar, é uma das melhores ondas, extensa, tubular e forte.
 
Quanto à comunidade, o "pueblo" de Barra é raizeiro, totalmente underground e livre dos modismos de Puerto. Lá você se sente num tempo distante e livre de preocupações, a não ser a dos mosquitos, que infernizam sua vida ao cair da noite. Em Barra nos encontramos com Mick Mongrel, um australiano super gente fina que roda o mundo em busca das ondas. Em 2007 fizemos uma boa amizade, eu e ele, e agora marcamos novamente a mesma temporada no México.

Mick atualmente está morando com a esposa em Costa Rica e é um soul surfer na essência. Mas, voltando às ondas e a comunidade de Barra, o visual da chegada no pico é sempre contagiante, do alto da ladeira você já avista as ondas. Agradeci a Deus a oportunidade de estar novamente nesse local tão exuberante. Certamente Barra de La Cruz é a onda! Linda, perfeita, tubular, de água quente, vem rodando em frente à pedra e quebra sempre no mesmo spot. Nos dias bons, não é surpresa se você fizer mais de um tubo na onda, a onda tem várias seções de tubo e vai rodando até o meio da baía, quando você acaba a onda, sai do mar e volta andando pela margem, olhando e gritando nas ondas dos brothers para depois, rente à pedra, espera a calmaria para entrar de novo e sair já no pico com poucas braçadas. Um sonho!

Lá só suporta ondas de até 10 pés. Segundo os locais, na verdade o tamanho que quebrou no Rip Curl The Search "Somewhere in México" foi atípico. Mas a onda lá não necessita ser grande, mesmo as menores são fortes, entram de lado na bancada rasa e rodam com uma perfeição milimétrica. La Jolla significa "A Jóia", referindo-se a uma pedra preciosa. Barra de La Cruz ou, como ficou conhecida internacionalmente, "La Jolla", recebeu esse nome por ser verdadeiramente uma preciosidade incrustada na costa mexicana.

O que levar nessa trip

Leve pranchas para dias pequenos, médios e grandes, pois quebra ondas de todos os tamanhos por lá. As guns devem ser esticadas e com volume para boa remada, nada de prancha fina, em Zicatela você necessita de prancha grande e com volume, para colocar no trilho e conseguir sair muito, mais muito lá na frente, diria que 8 pés plus é um tamanho ideal (se você deseja pegar Zica grande é isso aí para maior, é o que você vê por lá como regra).
 
O objetivo é entubar, nada mais. Mais fica uma dica do que eu não fiz, mas no próximo ano com certeza farei. As taxas das companhias aéreas estão exorbitantes, um verdadeiro assaltado "a mão desarmada", cada vez pior (alguém ou alguma entidade tem que fazer algo a respeito!). Só com o transporte das pranchas na viagem toda (e deixei duas lá no regresso) gastei US$ 420 no total. Ou seja, uma quantia razoável e que dá para comprar uma perna da passagem. Aqui vai a dica: como em Puerto se quebra muitas pranchas, ou a galera as vende quando vai embora, as surf shops locais estão cheias de pranchas, muitas gringas e com bom shape, para vender ou alugar (eu mesmo arrumei com o local Roger uma 8?4? usada para o maior dia, com a condição de pagar US$ 180 a ele caso ela quebrasse no meio, pois a 7?6? que eu tinha não dava para encarar).
 
Sei que ter a sua gun, feita por medida é especial, mas levar uma 9 pés hoje em dia não tá fácil, pior ainda com as outras pranchas também na bagagem. Nesse caso se prepare para deixar uns bons $$$ para a companhia aérea. E tem companhia cobrando até 100 dólares por prancha. Um absurdo! A Mexicana nos cobrou U$65 por prancha e abriram as nossas capas e contaram uma a uma. Uma "avaria" tremenda nos nossos bolsos. E o que é pior é que, só ela voa de México City para Puerto. Ou seja, é ela ou nada!

Então o segredo é:  leve as pranchas menores embaladas a duas, e coloquem papelão nas bordas para que pareçam uma, e no dia que ficar graaaande mesmo, alugue ou compre uma gun por lá, os preços são em conta e você fica livre das pesadas taxas aéreas. Antes de ir embora você a vende de volta fácil (gunzeira lá tem sempre comércio). Um quiver bom seria algo entre 6?0? pés até 7?2?, para os picos pequenos e Zicatela médio e alugar a gun no dia D.

Não leve muita roupa, pois você não vai usar; calça nem pensar. O clima do México parece com o da Bahia, caliente. Muito protetor solar e Hipoglos, para depois presentear os locais, eles chamam de ?zinca? e adoram. Parafina tem de sobra e barata por lá (Sticky e Sex por US$ 2). Leve cordinha para ondas até tamanho médio. Quando cresce esqueça a cordinha para big waves (ninguém usa), pois o perigo mora aí, muita gente já se machucou em Zicatela por estar usando cordinha, além disso, sua prancha fica mais propícia a partir no meio, pois fica presa ao seu pé e uma onda pode parti-la em dois fácil, fácil!

Onde ficar, comer e por quanto
 
Há muitos hotéis e pousadas em Puerto. Prefira os em frente ao pico, vai pagar um pouco a mais, mas vale a pena não ter que andar ou tomar táxi, principalmente depois de uns dias de surf, você vai estar moído, lembre-se disso. Inês, Pousada Carmen, Bungalows Zicatela, Rockaway e Acuário são os preferidos da galera.

Os preços muito parecidos entre eles. Um quarto duplo vai sair algo entre US$ 20 e 30. Eu, entretanto, recomendo o Acuário, em frente a praia, seu Ângelo e seu filho Guilhermo são gente finíssima, é só saber conversar e eles vão fazer um precinho saudável. O quarto é espaçoso, tem tv a cabo e ar. Se quiser ficar mais tempo e num lugar mais reservado, o Angel Salinas têm uns apartamentos para alugar, vá na Central Surf e procure informações com o David ou Rene. Para comer existem vários restaurantes na rua principal, em frente à praia, uma refeição fica em torno de US$ 5 a 8, indico o Cafezito, Bungalows Zicatela (espaguetti del maré é ótimo e custa 45 pesos, uns US$ 4), tem a pizzaria e restaurante Santa fé e o restaurant Acuário, que é dos mesmos donos do hotel, 10% de desconto para quem é hospede e 25% (ótimo deal) no horário da tarde até de noitinha. Atenção com os "chiles hellenos" é a pimenta local, se você não for "cabron" evite a pimenta verde. A cozinha mexicana é boa e os pratos variados.

Dicas de Barra

Leve muita água, pois lá você vai passar o dia todo na praia, lá tem uma palapa (barraca) bem na praia, onde dá para descansar na sombra, numa rede, comer algo e recobrar as energias para mais uma sessão. Tem banheiro na parte dos fundos para tomar banho e sanitário. Ou seja, bem civilizado visto o ermo do local. Lá sai café da manhã (huevos rancheros e torta de pollo) e almoço (peixe frito, burritos, tacos ou quesadillas). Vai gastar uns US$ 5 dólares. Se esquecer a água, não tem problema, eles têm e têm também Gatorade para repor o que você vai perder remando (e haja remada quando a corrente estiver forte), custa US$ 1,50.
 
Não vá para Barra com nada em cima. Para chegar ao pico a gente passa por uma base militar, todos têm de soltar do carro e o baculejo é minucioso. Recomendo não levar nada ou terá sua trip arruinada, os milícias não brincam em serviço. Você pode ficar nas cabanas Pepe (veja nas fotos), não é nenhum luxo, mas é a que fica mais perto da praia e dá para ir andando (um bom exercício para as pernas). Custa US$ 7 com a entrada de Barra incluída (em Barra você paga US$ 2 por dia para ajudar a comunidade local a preservar a praia). Se você não quer ser comido vivo, leve um bom repelente, o melhor que encontrar. Os mosquitos de lá não brincam em serviço.

Tem gente que gosta de mordomias quando viaja. Em Barra não há isso, mas há outras coisas maiores que isso. Bem, para quem quer mordomia dá para ficar em Huatulco, cidade próxima a 35 minutos de carro, centro turístico e cheia de belezas, com bons hotéis. Mas viajar para um lugar peculiar como esse, onde as pessoas locais são tão especiais e perder a oportunidade de interagir com os locais da pequena vila é um equívoco.

As pessoas parecem vindas de um tempo passado, muito hospitaleiras e educadas. A comunidade é quem cuida da vila, não há polícia e a comunidade é quem prende se alguém sair da linha. Algumas vezes minhas coisas ficaram na areia sozinhas enquanto a gente surfava, minha máquina na mochila, lá não há ladrão, não há roubos como em Puerto pode ocorrer (não deixe nada de bobeira nas areias de Zicatela).

Barra é diferente de outras partes do México, era um local secreto. Ficou muito tempo esquecido. A forma única de dormir ali na praia pendurando numa maca (rede para os mexicanos) sob a palapa, o banho de rio, água límpida que não conhece ainda nenhuma sujeira, as conversas com os locais "em bajo de la luna mexicana", os cachorros que nos acompanhavam para a praia no caminho, com certeza essas coisas não têm preço. Um lugar maravilhoso, Barra é mágico. Espero que os que lá cheguem respeitem esse lugar especial e deixem como encontraram. Bom swell para quem se aventurar. Os melhores meses para lá são entre julho a outubro.

Good Vibes e boas ondas! Peace for all.

Agradecimentos: Makai Surf Shop; Wetworks/RM; a família Acuário na pessoa de seu Angel, os irmão Salinas e o apoio de Lalo. Hasta 2009!
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