Visita ilustre
Antes de vencer o Maresia Brasileiro em Stella Maris, Filipe Toledo fez bonito no Bahia Surf Camp
Por: Beto Dias
Antes de vencer o Maresia Brasileiro de Surf em Stella Maris, o paulista Filipe Toledo foi recepcionado por Beto Dias no Bahiasurfcamp, situado em Busca Vida.
O garoto deixou os hospedes gringos de cabelo em pé com seu surf veloz e repleto de manobras ultramodernas.
Aos 12 anos, Toledo viajou sozinho de Ubatuba (SP), de ônibus, à meia-noite do dia 21/2, para São José dos Campos. Pegou um vôo às 4 horas para o Rio e, depois de uma espera de três horas, outro vôo para Salvador.
Chegou ao aeroporto com duas mochilas, uma capa com quatro pranchas e mais uma garota da companhia aérea que o acompanhava.
Depois de mais de 15 anos sem ver o seu pai, Ricardinho Toledo, que conheci em 1991, quando a Fluir fez uma matéria na Bahia, vi na cara do moleque a figura do pai, só que em miniatura.
Fiquei assombrado ao saber que seu primeiro filho, Matheus (que carreguei no colo) já tem 17 anos e foi campeão profissional de Ubatuba em 2007, e esse, de apenas 12, estava vindo pra Bahia sozinho pra competir. Como as coisas evoluem!
Com uma tranqüilidade incrível, Filipe destruiu as ondas durante o campeonato da Rip Curl. Antes de ganhar o Brasileiro, quando o mar estava quase flat, fomos direto para a saída do Rio Jacuipe.
Encontramos uma vala de meio metro na qual o moleque saia voando de tudo que era lado. Na beira da praia, juntou uma galera local que nunca tinha visto manobras como aquelas. Os comentários eram os mais engraçados: ?o moleque broca, veio?, ?o que é isso???, ?ele não cai?!!?, ?veio de onde esse menino??.
Na quarta-feira, o mar começou a subir e a vala de frente ao pico de Busca Vida começou a funcionar. Não diferente, o moleque aquecia seus foguetes 5?3 e 5?5 executando um repertorio extenso de manobras sempre fluidas, com um surf de gente grande.
Em sua rotina, Filipe dormia às 7 da noite e acordava às 6 para dar sua primeira caída. Quando voltava pra tomar o café da manha, as três suíças e dois espanhóis que estavam hospedados no surfcamp ficavam orgulhosos em tirar fotos com o moleque e afirmavam que ele seria muito famoso no futuro e que as fotos valeriam muito dinheiro. Comentários desse tipo já fazem parte da rotina do menino.
Na sua partida de volta pra casa, levou o caneco do Brasileiro e mais uma prancha espremida em sua capa. Com a simplicidade de sempre, falou ?valeu a força, Beto, até mais!?. Virou e foi embarcar no vôo como um adulto qualquer.
Parabéns, Ricardinho e Mari, o moleque está dando exemplo.
O garoto deixou os hospedes gringos de cabelo em pé com seu surf veloz e repleto de manobras ultramodernas.
Aos 12 anos, Toledo viajou sozinho de Ubatuba (SP), de ônibus, à meia-noite do dia 21/2, para São José dos Campos. Pegou um vôo às 4 horas para o Rio e, depois de uma espera de três horas, outro vôo para Salvador.
Chegou ao aeroporto com duas mochilas, uma capa com quatro pranchas e mais uma garota da companhia aérea que o acompanhava.
Depois de mais de 15 anos sem ver o seu pai, Ricardinho Toledo, que conheci em 1991, quando a Fluir fez uma matéria na Bahia, vi na cara do moleque a figura do pai, só que em miniatura.
Fiquei assombrado ao saber que seu primeiro filho, Matheus (que carreguei no colo) já tem 17 anos e foi campeão profissional de Ubatuba em 2007, e esse, de apenas 12, estava vindo pra Bahia sozinho pra competir. Como as coisas evoluem!
Com uma tranqüilidade incrível, Filipe destruiu as ondas durante o campeonato da Rip Curl. Antes de ganhar o Brasileiro, quando o mar estava quase flat, fomos direto para a saída do Rio Jacuipe.
Encontramos uma vala de meio metro na qual o moleque saia voando de tudo que era lado. Na beira da praia, juntou uma galera local que nunca tinha visto manobras como aquelas. Os comentários eram os mais engraçados: ?o moleque broca, veio?, ?o que é isso???, ?ele não cai?!!?, ?veio de onde esse menino??.
Na quarta-feira, o mar começou a subir e a vala de frente ao pico de Busca Vida começou a funcionar. Não diferente, o moleque aquecia seus foguetes 5?3 e 5?5 executando um repertorio extenso de manobras sempre fluidas, com um surf de gente grande.
Em sua rotina, Filipe dormia às 7 da noite e acordava às 6 para dar sua primeira caída. Quando voltava pra tomar o café da manha, as três suíças e dois espanhóis que estavam hospedados no surfcamp ficavam orgulhosos em tirar fotos com o moleque e afirmavam que ele seria muito famoso no futuro e que as fotos valeriam muito dinheiro. Comentários desse tipo já fazem parte da rotina do menino.
Na sua partida de volta pra casa, levou o caneco do Brasileiro e mais uma prancha espremida em sua capa. Com a simplicidade de sempre, falou ?valeu a força, Beto, até mais!?. Virou e foi embarcar no vôo como um adulto qualquer.
Parabéns, Ricardinho e Mari, o moleque está dando exemplo.
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