Carnaval chileno

Atletas do Centro de Terapia em Surf relaxam nas esquerdas de Pichilemu, sul do Chile


Carnaval de 2008. Mais cedo este ano, mas como sempre, todas as atenções voltadas para Salvador, a cidade com ?o melhor Carnaval do mundo?. Ruas cheias de gente de todo canto do mundo, muita música, ou melhor, nem tantas, mas tocadas repetidamente... e poucas ondas pra animar quem preferiu pegar uma praia.

Com a bênção de Iemanjá, o Centro de Terapia em Surf escolheu outro destino; preparou-se para sua primeira surf trip internacional e fez a festa em pleno Chile! Há algum tempo, alunos já no nível de aperfeiçoamento vinham querendo desbravar novos picos e surfar outras ondas com a garantia de uma boa orientação, pra evitar as famosas roubadas. Algumas reuniões, pesquisas e telefonemas depois, estava definido o destino: Pichilemu, sul do Chile. Verão bem mais ameno que o nosso, água gelada, point breaks e previsão de boas ondas.
 
A ansiedade era grande para todos. Dez horas de viagem, belas paisagens andinas pelo caminho e valeu toda a expectativa: o pico não decepcionou! Ainda dia, apesar do horário de chegada, 19 horas, e a primeira caída logo mostrou o potencial das ondas. La Puntilla é o pico da praia principal, Playa Hermosa. Longas esquerdas lisas e perfeitas quebrando ali, logo em frente a hospedaria. A onda tem três seções, que nos dias com mais de 1 metro já emendam e te levam quase até a praia. A remada pra voltar ao pico é um treino de resistência física.

Já no segundo dia, fomos conhecer Punta Lobos, pico mais famoso da região, onde, nos dias grandes, a onda quebra desde Las Tetas (grandes pedras que ficam quase por trás do morro e fazem parte do cartão postal do lugar) até a baía, uns 700 metros mais à frente. Tivemos a oportunidade de registrar isso numa segunda visita ao pico. Uma seção de tubo já beirando as rochas faz a cabeça dos mais atirados. Muito surf de alta qualidade. Numa outra visita ao pico, o mar bombou de 8 a 10 pés, deixando os despreparados sem prancha para encarar um drop pesado. Show de surf.

Outro pico, que fica entre os dois já mencionados, é Infiernillo. Pense no que te espera... Mais um point break de lindas esquerdas, mas para chegar até elas, muita pedras, água gelada e correnteza. Nos dias em que estivemos lá, foi o pico mais castigado pelo vento.

Pankara foi uma surpresa. A única direita surfada na trip. Onda forte e tubular. O pico é um beach break lindo, na área da reserva de Punta Lobos. Somente lá é proibido catar o cochayoyo, algas gigantes muito consumidas no costume local são vendidas aos montes por todo lugar.

Pichilemu vai ficar na memória não só por ser o primeiro destino internacional de uma surf trip do CTS, mas também pela constância, que fez a alegria de todos. A hospitalidade dos chilenos merece menção, bem como a beleza natural, os deliciosos frutos do mar e vinhos de primeira. Pra quem curte temperaturas mais brandas, vale colocar o destino no roteiro das surf trips, mas fica avisado: não é uma trip para iniciantes, então pegue sua prancha, passe a parafina e ?keep surfing?!

Para o próximo ano, o Centro de Terapia em Surf já planeja em uma nova trip, desta vez pensando em proporcionar também aos alunos iniciantes a oportunidade de experimentar o feeling de surfar uma onda totalmente nova.

Aguardem!
Aloha!

Para obter informações, visite o site Ctssurf ou entre em contato pelo telefone (0xx71) 3367-0187.

Dicas importantes:

MOEDA LOCAL: pesos (pp)
CONVERSÃO: $ 470 pp = US$ 1 = R$1,88.
COMO CHEGAR: a TAM e a VARIG operam o trecho São Paulo-Santiago. Chegando lá, vá de táxi até o Terminal Alameda (cerca de $ 11.000pp) e pegue um bus Nilahue até  o centro de Pichilemu (mais $ 5.000pp). Procure o COPEC ou a Municipalidad para se informar sobre hospedagem, o que fazer, mapas...
ONDE FICAR: Se estiver em grupo, vale alugar uma cabaña, a diária varia entre US$ 50 a US$ 100 pra 4 a 8  pessoas.
O QUE COMER: Pichilemu além do surf é uma área de grande atividade pesqueira. Não vacile, peixe fresco, bom e barato É a melhor pedida. Da pra comer salmão todo dia! Não deixe de experimentar empanadas napolitanas na praia de Punta Lobos.
CONDUÇÃO: a cidade é pequena, mas se preferir pode locar um carro por cerca de US$ 60 dois dias (promoção terceiro dia incluso). Pra Lobos, dá pra ir de táxi coletivo por 600 pesos cada trecho. Pra pedalar, a bike fica $1.000 pp a hora ou $5.000 o  dia.
CLIMA: friozinho, mesmo no verão. Pra enfrentar a água gelada, long john e botinhas. Mas o sol queima forte, não esqueça o protetor!

Link para previsão das ondas: Windguru

*Agradecimentos especiais a Movitec Brasil.
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