Sombra e água fresca

Campeão baiano em 2017 e revelado em Ipitanga, Elson Vieira, o Sombra, fala sobre os principais momentos em sua carreira


Elson Vieira é um dos talentos revelados na praia de Ipitanga. Foto: Adailton Rocha.


Revelado nas ondas de Ipitanga, Elson Vieira é figura constante nas competições de surf no litoral baiano.

Carinhosamente conhecido como "Sombra", Elson não costuma aliviar nas baterias e sempre dá muito trabalho aos adversários, chegando a diversos pódios no Estado em sua carreira.

Em 2017, o atleta terminou o baiano como campeão estadual da categoria Open. Em entrevista ao SurfBahia, Elson Vieira fala sobre este e outros momentos marcantes em sua carreira.

Onde você começou a surfar e qual o pico em que costuma treinar atualmente?

Comecei em Ipitanga, no pico batizado de Beach Fish, que hoje chamam de Antena, onde treino até hoje .

Como surgiu e quem lançou o apelido de Sombra?


Uma vez, estávamos vindo do mar eu e os surfistas mais antigos de Ipitanga como Tico, CC, Dairon, Barata e outros que não me lembro agora, e aí os caras conversando e eu atrás calado, até Tico olhar e falar: "E você aí, rapaz, que não fala nada, parece uma sombra (risos)?! Respondi que estava só ouvindo mesmo, e aí não pararam mais de me chamar de Sombra, até hoje.

Em 2017, Sombra conquistou o título baiano da categoria Open. Foto: Adailton Rocha.


Qual o seu tipo de onda preferida?

Cresci surfando em Ipitanga, onde temos vários tipos de onda e alguns corais, então temos o Pico 18, que é uma onda sempre em pé. Aprendi a gostar de onda forte e cavada, não descartando as marolas. Quem não gosta? (risos).

Quais os principais momentos em sua carreira até hoje?


Em 2017, o ano em que conquistei o título baiano, foi o melhor, e pude também competir em uma etapa do Mundial e em vários eventos importantes.

Você já conquistou o título baiano amador. Em que isso te beneficiou?

Pessoalmente foi a realização de um sonho, mas, fora isso, não vi diferença em mais nada, a não ser o reconhecimento de meus apoiadores na época e dos amigos. Por outro lado, foi uma frustração porque eu, na época da minha categoria de base, eu sempre via no fim de ano a importância de ser campeão estadual. Imaginava que seria igual quando chegasse a minha vez, mas não foi. Mas é isso... O importante é que o meu título ninguém tira (risos).

O atleta está sem apoiadores no momento. Foto: Adailton Rocha.


Como você avalia o atual momento do surf na Bahia? O que gostaria que melhorasse?

O surf na Bahia há muito tempo está precário. Muitos empresários e gestores olhando apenas pra eles mesmos e sem beneficiar os atletas, que são a atração principal, mas um dia isso muda. A melhora seria olharem para nós, atletas, e nos respeitassem.

Dos atletas da nova geração baiana que estão surgindo, em quem você aposta suas fichas?

Rapaz, é complicado porque nós temos a base mais fraca de todos os tempos, mas temos Taiwan Chan, Kayki Araújo e Davi Mendes.

Quem são seus apoiadores no momento?

Terminei o ano sem apoio algum, e continuo assim.

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