Bino avança

Bino Lopes avança em sua estreia na etapa do QS 10000 em Sunset Beach


Bino Lopes avança em sua estreia em Sunset. Foto: WSL


Depois de dois parado para a realização do Jaws Challenge WSL Big Wave Tour também na ilha de Oahu, a Vans World Cup retornou na quarta-feira, reabrindo a batalha final do WSL Qualifying Series 2018 no Havaí. Na segunda fase disputada em boas ondas de 6-8 pés em Sunset Beach, entraram alguns concorrentes pelas últimas vagas na lista dos dez que se classificam para a elite dos top-34 da World Surf League. Entre eles, seis brasileiros, com Alejo Muniz, Miguel Pupo e Bino Lopes seguindo na briga, mas para Mateus Herdy, Alex Ribeiro e Thiago Camarão, o sonho do CT em 2019 acabou na estreia deles no QS 10000 de Sunset Beach.

Onze brasileiros competiram na quarta-feira e sete passaram para disputar classificação para as oitavas de final, contra os cabeças de chave da terceira fase, com o peruano Alonso Correa completando a participação sul-americana ganhando sua bateria. Além de Alejo, Pupo e Bino, Lucas Silveira conseguiu a primeira vitória brasileira, Caio Ibelli fez uma das melhores ondas do dia, Jeronimo Vargas passou em segundo com Miguel, como Weslley Dantas na bateria que Mateus Herdy perdeu a chance de entrar no CT esse ano, mas é muito jovem ainda e está só iniciando a carreira no Circuito Mundial.

O catarinense de 17 anos apenas, surpreendeu na etapa que abriu a Tríplice Coroa Havaiana em Haleiwa Beach. O vice-campeonato no Hawaiian Pro o levou para a 12.a posição no ranking, fechando a lista dos dez indicados para a elite. Porém, quando a Vans World Cup começou, o sobrinho do ex-top do CT por muitos anos, Guilherme Herdy, perdeu a vaga para o paulista Jessé Mendes, um dos cabeças de chave da terceira fase com 1.000 pontos garantidos no ranking, o dobro dos 500 de quem entra na segunda como ele.

Mateus começou o dia em 14.o no ranking, ultrapassado também pelo americano Patrick Gudauskas pelos mesmos números do Jessé. Precisava passar baterias para poder recuperar a vaga e estava se classificando com Weslley Dantas, até o francês Maxime Huscenot pegar uma onda da série e fazer um tubaço que arrancou nota 9,0 dos juízes. Era a penúltima bateria do dia e já não tinham tantas ondas boas, mas essa apareceu para ele vencer por apenas 11,63 pontos- . Weslley ficou em segundo com 10,67 e Mateus eliminado com 10,40, junto com o australiano Jackson Baker.

O catarinense agora parte do Havaí para a Ilha Taiwan, onde na semana que vem vai tentar o título mundial Pro Junior da World Surf League, junto com a equipe sul-americana da WSL South America, os também brasileiros Samuel Pupo e Eduardo Motta, os peruanos Johnny Guerrero, Raul Dañino e Sol Aguirre no time feminino com a argentina Catalina Mercere. No Havaí, a batalha pelas vagas que ainda estão em jogo para o CT 2019, prossegue quase bateria a bateria em Sunset Beach.

CONFIRMADOS - Quatro já são dos brasileiros Deivid Silva e Peterson Crisanto, do havaiano Seth Moniz e do australiano Ryan Callinan. Entre os seis que chegaram em Sunset precisando confirmar suas classificações, os dois mais ameaçados já perderam na quarta-feira. Os outros só estreiam na terceira fase. O francês Jorgann Couzinet, penúltimo no G-10, caiu na primeira bateria do dia. O antepenúltimo saiu na sétima, o australiano Ethan Ewing, no confronto vencido pelo peruano Alonso Correa.

Os dois só estão acima no ranking do paulista Jessé Mendes, que ainda vai estrear em Sunset Beach e está fechando a lista com 13.250 pontos. Jorgann Couzinet ficou com 13.660 e Ethan Ewing com 14.030. Estas são as marcas a serem batidas para entrar no G-10. Entre os surfistas que estão até o trigésimo lugar no ranking, mais próximos deste grupo, treze competiram na quarta-feira e apenas seis passaram para a rodada dos cabeças de chave.

ÚLTIMA CHANCE – A pressão era grande a cada bateria, pelo resultado na última chance de entrar na elite dos melhores surfistas do mundo e por decidir toda uma temporada em um mar difícil, com séries pesadas de 6-8 pés e poucas ondas boas para dividir para quatro surfistas. Entre os treze, seis eram do Brasil e só metade se classificou, Alejo Muniz em 15.o no ranking que está indicando até o 12.o, Miguel Pupo em 19.o e Bino Lopes em 26.o.

No total foi assim também, com apenas seis seguindo na luta pelo G-10, os três brasileiros e os australianos Soli Bailey em 16.o no ranking, Jack Freestone em 22.o e Reef Heazlewood em 23.o. Dos sete que saíram da briga na quarta-feira, os brasileiros Mateus Herdy, que estava em 12.o lugar no QS e já tinha caído para 14.o, Alex Ribeiro que era o 29.o e Thiago Camarão o 31.o, barrado na bateria com participação tripla do Brasil, pelo também paulista Miguel Pupo que segue na briga e o big-rider Jeronimo Vargas.

Assim como Jeronimo, o também carioca Lucas Silveira, que conquistou a primeira vitória brasileira na quarta-feira, ainda tem chance de vaga no CT, porém só se vencer a Vans World Cup. O peruano Alonso Correa também precisa chegar na final e ficar entre os três primeiros colocados para ultrapassar os 13.660 pontos do francês Jorgann Couzinet, que já foi eliminado e é um dos últimos do G-10.

A batalha vai ficar mais intensa ainda na terceira fase, quando entram os cabeças de chave do QS 10000 de Sunset Beach, os tops do CT como os brasileiros Filipe Toledo, Italo Ferreira, Willian Cardoso, Yago Dora, Tomas Hermes, Jessé Mendes e Ian Gouveia, entre outros. Além deles, as novidades já confirmadas para a elite de 2019, Deivid Silva, Peterson Crisanto, Seth Moniz e Ryan Callinan. E quatro que vão começar a defender suas vagas no G-10, os brasileiros Jadson André e Jessé Mendes, o neozelandês Ricardo Christie e o italiano Leonardo Fioravanti.

MELHORES DO DIA – Entre os 32 cabeças de chave, dez são do Brasil e mais sete se classificaram para a terceira fase na quarta-feira. Os melhores foram os paulistas Miguel Pupo e Caio Ibelli, outro top do CT que está participando da Vans World Cup, mas entrou na segunda fase. Os dois surfaram no critério excelente do julgamento, ganhando notas acima de 8 em suas melhores ondas. Miguel mandou uma série de quatro manobras de backside muito fortes para receber 8,43, que garantiu a vitória sobre Jeronimo Vargas e Thiago Camarão.

Caio entrou na bateria seguinte e tirou 8,40 numa onda iniciada com um arco muito longo, antes de entrar num tubo e sair para fazer outra manobra de finalização. Depois de ficar quase toda a temporada se recuperando de uma contusão, só voltando agora na Tríplice Coroa Havaiana, Caio Ibelli vai reencontrar Italo Ferreira numa competição. Os dois vão enfrentar o campeão do Big Wave Tour de Jaws na terça-feira, o havaiano Billy Kemper, além do australiano Kyuss King, numa das poucas baterias sem alguém buscando vaga no CT.

ÚLTIMAS VAGAS – Essa briga começa logo na primeira da terceira fase, com o potiguar Jadson André tentando subir da ameaçada nona posição no ranking. Na segunda, entram dois fortes concorrentes, o americano Patrick Gudauskas que está na porta de entrada do G-10 em 13.o lugar e o australiano Soli Bailey em 16.o. Na quarta bateria, o italiano Leonardo Fioravanti em oitavo no QS, tem um confronto direto com o 26.o, o australiano Reef Heazlewood.

Isso volta a acontecer com dois brasileiros na 14.a bateria, o paulista Jessé Mendes defendendo a última vaga no G-10 e o baiano Bino Lopes tentando entrar na lista, contra o havaiano Ezekiel Lau do CT e o americano Ian Crane com remota chance. Bino está em 25.o no ranking e despachou o 26.o, o australiano Dion Atkinson, na bateria que o havaiano Joshua Moniz fez os recordes do dia, nota 9,83 num tubaço incrível e 16,16 pontos.

DUPLA BRASILEIRA – Mais cinco baterias da terceira fase valendo classificação para as oitavas de final, terão participação dupla do Brasil. A primeira é a sexta, com o catarinense Willian Cardoso e o carioca Lucas Silveira enfrentando o novo top do CT, Ryan Callinan, da Austrália, e o costa-ricense Carlos Muñoz.

Depois, vem três seguidas, a nona com o potiguar Italo Ferreira e o paulista Caio Ibelli, a décima com os catarinenses Yago Dora e Tomas Hermes, e a 11.a com o paranaense Peterson Crisanto e o carioca Jeronimo Vargas. A outra é a 16.a, com o catarinense Alejo Muniz e o paulista Weslley Dantas disputando as duas últimas vagas para as oitavas de final com uma das estrelas do CT, o sul-africano Jordy Smith, e o havaiano Tanner Hendrickson, que está em 21.o no ranking e na briga direta pelo G-10 também.

TERCEIRA FASE – entrada dos 32 principais cabeças de chave – 1.o e 2.o=Oitavas de Final:

---------3.o=33.o lugar (US$ 1.600 e 1.100 pts) e 4.o=49.o luar (US$ 1.250 e 1.000 pts)

1.a: Wade Carmichael (AUS), Jadson André (BRA), Charles Martin (FRA), Gatien Delahaye (FRA)

5.a: Owen Wright (AUS), Deivid Silva (BRA), Jack Freestone (AUS), Michael February (AFR)

6.a: Willian Cardoso (BRA), Ryan Callinan (AUS), Lucas Silveira (BRA), Carlos Munoz (CRI)

7.a: Joan Duru (FRA), Matt Wilkinson (AUS), Alonso Correa (PER), Ramzi Boukhiam (MAR)

8.a: Filipe Toledo (BRA), Nathan Florence (HAV), Matthew McGillivray (AFR), Aritz Aranburu (ESP)

9.a: Italo Ferreira (BRA), Kyuss King (AUS), Billy Kemper (HAV), Caio Ibelli (BRA)

10: Yago Dora (BRA), Tomas Hermes (BRA), Tanner Gudauskas (EUA), Vasco Ribeiro (PRT)

11: Conner Coffin (EUA), Peterson Crisanto (BRA), Beyrick De Vries (AFR), Jeronimo Vargas (BRA)

12: Adrian Buchan (AUS), Seth Moniz (HAV), Miguel Pupo (BRA), Matt Banting (AUS)

14: Ezekiel Lau (HAV), Jessé Mendes (BRA), Ian Crane (EUA), Bino Lopes (BRA)

15: Ian Gouveia (BRA), Connor O´Leary (AUS), Maxime Huscenot (FRA), Stu Kennedy (AUS)

16: Jordy Smith (AFR), Tanner Hendrickson (HAV), Alejo Muniz (BRA), Weslley Dantas (BRA)

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