Expectativa em Snapper

Com mudança no formato das etapas, disputa pelo título mundial começa neste fim de semana


John John Florence defende o bicampeonato mundial. Foto arquivo: WSL / Ed Sloane


Começa neste fim de semana o prazo das etapas que vão abrir a disputa pelos títulos mundiais no World Surf League Championship Tour 2018 na Austrália. O Quiksilver Pro e o Roxy Pro Gold Coast tem até o dia 22 para definir os primeiros campeões da temporada e a batalha já pode ser iniciada no domingo, dependendo das condições do mar em Snapper Rocks. Os melhores surfistas do mundo já estão na Gold Coast e a grande novidade do ano é a maioria brasileira entre os top-34 do CT. É a primeira vez que a quantidade de australianos é superada desde 1992, quando foi criada uma divisão de elite para disputar o título mundial.

A nova “seleção brasileira” terá onze surfistas, curiosamente, o mesmo número de jogadores de um time de futebol em ano de Copa de Mundo. Seis deles já estavam no CT em 2017, os campeões mundiais Gabriel Medina e Adriano de Souza, os também paulistas Filipe Toledo e Caio Ibelli, o potiguar Italo Ferreira e o pernambucano Ian Gouveia. Os outros cinco conquistaram metade das vagas do QS no ano passado, o paulista Jessé Mendes, os catarinenses Tomas Hermes, Yago Dora e Willian Cardoso e o cearense Michael Rodrigues.

A Austrália tinha doze integrantes na elite em 2017, mas cinco perderam suas vagas e só um se classificou pelo QS, ficando oito para esse ano. No entanto, o tricampeão mundial Mick Fanning anunciou que só vai competir nas duas primeiras etapas na Austrália, o Quiksilver Pro Gold Coast e o Rip Curl Pro Bells Beach. Depois, ele encerra sua carreira no Circuito Mundial e o time australiano ficará reduzido a sete surfistas. Com isso, a África do Sul passa a ter dois, pois Michael February ocupará o lugar de Fanning no restante da temporada.

O único sul-africano era Jordy Smith e mais cinco países estarão representados na disputa pelo título de campeão do World Surf League Championship Tour esse ano. Os Estados Unidos reforçaram sua equipe de quatro para seis atletas, o Havaí dobrou de dois para quatro o seu número de surfistas, enquanto a França manteve os dois que competiram no ano passado, assim como Portugal e Taiti que continuam com o mesmo surfista de 2017.

Os onze titulares da nova “seleção brasileira” já estão escalados para estrear na temporada 2018. São tantos que será comum eles se encontrarem em baterias durante o ano. Na rodada inicial do Quiksilver Pro Gold Coast, isso vai acontecer três vezes, com dois brasileiros disputando a vitória que vale classificação direta para a terceira fase com um surfista de outro país. Essa fase não é eliminatória e os perdedores têm outra chance na repescagem.

A primeira participação dupla será na quinta bateria, encabeçada pelo vice-campeão mundial do ano passado, Gabriel Medina. O potiguar Italo Ferreira foi escalado junto com ele e o terceiro componente será um dos dois convidados (wildcards) do evento. O outro campeão mundial do Brasil, Adriano de Souza, está na sétima bateria com um dos estreantes na elite deste ano, Willian Cardoso, além do igualmente experiente australiano, Adrian Buchan.

ESTREANTES DO ANO - Outro catarinense que vai disputar o CT pela primeira vez, Tomas Hermes, está na décima, encabeçada por Filipe Toledo e pelo português Frederico Morais. Os outros novatos também já conhecem seus dois adversários e certamente estão ansiosos para vestir a lycra do Quiksilver Pro Gold Coast para competir em Snapper Rocks.

O cearense Michael Rodrigues foi o último brasileiro a ser confirmado no CT 2018 e será o primeiro deles a competir, na segunda bateria com o australiano Matt Wilkinson e o taitiano Michel Bourez. Ele compete logo depois do paulista Caio Ibelli abrir o campeonato com o defensor do título desta etapa, Owen Wright, da Austrália, e o havaiano Ezekiel Lau.

O jovem catarinense Yago Dora estreia na nona bateria, com os experientes Joel Parkinson e Jeremy Flores. E o paulista Jessé Mendes já vai encarar dois grandes ídolos da sua geração de uma vez só, os campeões mundiais Kelly Slater e Mick Fanning. Quem também compete sozinho com dois surfistas de outros países é o pernambucano Ian Gouveia, na quarta bateria com o australiano Julian Wilson e o francês Joan Duru.

CT FEMININO – Na categoria feminina, a cearense Silvana Lima é a única representante do Brasil e da América do Sul na elite das top-17 que vai disputar o título mundial no World Surf League Championship Tour. A baixinha foi escalada para estrear na quinta bateria do Roxy Pro Gold Coast, contra a australiana Sally Fitzgibbons e a neozelandesa Paige Hareb. Assim como no masculino, as vencedoras das baterias avançam direto para a terceira fase e as perdedoras têm outra chance na repescagem para seguir na briga do primeiro título da temporada 2018.

MUDANÇAS NO FORMATO (Por Redação SurfBahia) - A World Surf League anunciou a eliminação de uma fase nas etapas do Tour.

O round 5 masculino e o round 4 feminino não serão mais disputados.

A partir de agora, tanto no masculino, como no feminino, os dois primeiros colocados avançam para as quartas de final, com o eliminado terminando em nono lugar.

Outra novidade foi que o formato "dual heat", baterias simultâneas, poderá ser utilizado na Gold Coast e na França. Antes, o formato era permitido apenas em Bells Beach, Jeffreys Bay e Pipeline.

Além disso, a WSL comfirmou a inclusão da transmissão ao vivo em espanhol.

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