Estrangeiros em peso

Patrick Gudauskas e outros estrangeiros se destacam no primeiro dia do Mahalo Surf Eco Festival


O segundo confronto do Mahalo Surf Eco Festival 2015 foi internacional, com quatro surfistas de outros países brigando por mais duas vagas para a rodada de estreia dos cabeças de chave, com as principais estrelas do QS 6000 na praia da Tiririca, em Itacaré (BA).

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O japonês Hiroto Arai foi mais feliz na escolha das ondas e não desperdiçou as chances que teve para estrear com vitória por 12,57 pontos. O havaiano Kiron Jabour passou em segundo com 10,50, despachando o norte-americano Taylor Clark e o chileno Manuel Selman.

"Foi muito divertida a bateria, tem vários picos quebrando e todos puderam surfar", disse o japonês Hiroto Arai, que já competiu em Itacaré no ano passado. "Eu consegui pegar boas ondas para tirar boas notas e estou muito feliz por ter começado o evento com vitória. As condições estavam boas para fazer várias manobras e os aéreos também, então até arrisquei alguns para buscar a classificação, que era o mais importante para mim".

MELHORES DO DIA - As baterias continuaram rolando com os estrangeiros em maioria no início do dia. Na terceira, o único brasileiro, Lucas Chianca, terminou em último na disputa que classificou o português Nic Von Rupp em primeiro e o francês Paul Cesar Distinguin ganhou a briga pela segunda vaga do norte-americano Nic Hdez. No confronto seguinte, o norte-americano Patrick Gudauskas deu o primeiro show nas ondas da Tiririca. Ele vem embalado de um terceiro lugar na etapa encerrada domingo em Florianópolis (SC), onde só perdeu nas semifinais.

Patrick fez parte do WCT por muitos anos e está na busca para retornar ao grupo de elite da World Surf League. Ele não conhecia Itacaré e achou boas ondas para somar duas notas 7,83 no maior placar do dia, 15,66 pontos. Mas, a maior nota foi a 8,67 recebida pelo catarinense Yuri Gonçalves logo em sua primeira onda, que acabou lhe garantindo a classificação em segundo lugar. Eles tiraram dois havaianos numa tacada só, Seth Moniz e Keoni Yan.

"É a minha primeira vez em Itacaré e fiquei surpreso porque é tudo muito bonito aqui. Quando acordamos de manhã, vindo para cá, me senti como se estivesse indo fazer um freesurf", disse Patrick Gudauskas. "Este é um evento importante para mim, pois tive um início de ano difícil, mas estou feliz por estar surfando bem agora. Eu fui até as semifinais no evento da semana passada (em Florianópolis-SC) e espero conseguir outro bom resultado aqui. Mas, procuro me concentrar em competir bem bateria por bateria, me divertir, sem pensar muito em ranking".

A nota 8,67 de Yan Gonçalves foi batida pelo 8,73 que o também catarinense Matheus Navarro conseguiu para ganhar o quinto confronto do dia com o segundo maior placar da edição 2015 do Mahalo Surf Eco Festival, 15,56 pontos. O francês Andy Criere passou em segundo, assim como os seus compatriotas Diego Mignot e Tristan Guilbaud nas baterias seguintes, vencidas pelo sul-africano Michael February e o argentino Leandro Usuna, respectivamente.

ÚLTIMA DO DIA - Quando a sexta bateria começou, a maré já estava bem cheia e com grandes intervalos entre as séries. Logo foi anunciado que seria a última da terça-feira e a sétima ficou para abrir a quarta-feira, com a primeira chamada marcada para as 8h00 horas na Praia da Tiririca, 9h00 nos estados com horário de verão. O Mahalo Surf Eco Festival pode ser acompanhado ao vivo na internet pelo www.worldsurfleague.com

O venezuelano Francisco Bellorin liderava a disputa pelas últimas vagas do dia até o minuto final, quando entrou uma série de ondas com mais parede para as manobras e tudo mudou. O pernambucano Ian Gouveia arrancou nota 7,33 dos juízes e pulou do terceiro para o primeiro lugar. E o taitiano Mihimana Braye ganhou 6,30 para também superar Bellorin e se manter em segundo, com o catarinense Cainã Barletta sendo eliminado junto com o único representante da Venezuela no Mahalo Surf Eco Festival.

"Poxa, eu sempre dou esse azar de competir bem na hora que é anunciado que o campeonato vai parar na próxima bateria porque o mar está ruim", disse Ian Gouveia. "Ainda bem que eu tive sorte de entrar uma onda boa ali no final pra mim que acabou garantindo minha classificação em primeiro lugar. Mas, o mar está bem difícil, lá dentro não dá pra saber qual onda vai ser boa, mas tive aquela sorte ali no finalzinho da bateria e estou bem contente por ter passado para a próxima fase".

O taitiano Mihimana Braye também vibrou com a classificação: "Itacaré é um lugar lindo primeiramente, é parecido com o Taiti, o povo é muito receptivo, os dias ensolarados e me sinto em casa aqui. Eu vim aqui no ano passado pela primeira vez e consegui um bom resultado, fui até as quartas de final. Hoje (terça-feira) tem umas ondas divertidas, mas agora com a maré cheia ficou bem difícil você achar duas ondas boas, então você tem que ser bem seletivo. Estou feliz por ter passado para a próxima fase, pois preciso de pontos para melhorar o meu ranking".

24 PAÍSES EM ITACARÉ - A quantidade de 24 países sendo representados em Itacaré é recorde na história do Mahalo Surf Eco Festival. Os estrangeiros são maioria com 100 inscritos, contra 44 brasileiros. Fora o Brasil, os maiores pelotões são da Austrália com vinte surfistas e dos Estados Unidos com dezoito. A França e o Havaí têm oito participantes cada, depois vem Portugal com cinco, África do Sul e Japão com cinco, Argentina e Costa Rica com quatro, Espanha e Guadalupe com três, com dois a Nova Zelândia, Taiti, Ilha Reunião, Chile e Peru e com um a Itália, Indonésia, Marrocos, São Bartolomeu, Porto Rico, Venezuela e Uruguai.

Veja a previsão das ondas em Itacaré


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