Postinho quadrado

Clube de Pegar Onda exibe segundo vídeo da etapa brasileira do World Tour no Postinho (RJ)


Segunda-feira de chuva e mar desafiador, com ondas de 4 a 6 pés e forte correnteza no Postinho da Barra da Tijuca, para a volta da categoria masculina no Billabong Rio Pro.

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Condições difíceis para os surfistas que não conseguiram estrear com vitórias na quarta-feira da semana passada, quando começou o prazo da etapa brasileira do WCT no Rio de Janeiro.

Os tubos arrancaram as maiores notas do dia e os melhores foram surfados pelo australiano Adam Melling, o taitiano Michel Bourez e o havaiano John John Florence.

"Está complicado e muito difícil de competir", disse Adam Melling, que recebeu a maior nota - 9,67 - do Billabong Rio Pro e quase bateu o recorde de pontos - 17,14 - do primeiro dia na vitória por 17,00 a 14,26 na bateria que fechou a repescagem. "Nos primeiros 10 minutos fiquei praticamente só remando na correnteza e sem surfar nada. Eu tive que ter muita paciência porque só no final da bateria as ondas começaram a aparecer".

Ele também falou sobre a nota 9,67 do tubão que surfou nas direitas do Postinho para ganhar o confronto australiano com Matt Wilkinson. "Foi uma onda animal. Eu estava voltando paro outside quando vi entrando e levantando perfeita na bancada. Antes de dropar, eu já sabia que a onda ia ser boa, perfeita, aí foi só ter calma pra surfar ela e aproveitar o tubo".

BRASILEIROS - Já entre os brasileiros, os únicos que se classificaram para a terceira fase no verdadeiro desafio da segunda-feira foram o cearense Heitor Alves e o paranaense Peterson Crisanto. O atleta da Billabong, que participa desta etapa como convidado, surfou o primeiro tubo do campeonato. A nota 7,83 recebida por Peterson Crisanto sacramentou a vitória sobre a sensação do surfe mundial, Gabriel Medina, no primeiro duelo da segunda-feira na capital carioca.

O paulista chegou a perder sua prancha durante a bateria e acabou resgatado pelo jetski, o que não é permitido pelas regras da competição. Com isso, teve que ser trazido de volta para a areia e foi justamente neste imprevisto que Peterson Crisanto pegou o tubo que definiu o resultado. Medina era uma das esperanças de título do Brasil no Billabong Rio Pro, mas terminou em 25.o lugar com a premiação mínima de 8.000 dólares e apenas 500 pontos.

"Estou amarradão em ter avançado", vibrou Peterson Crisanto. "As condições do mar estão bem difíceis, correnteza muito forte, o mar puxando bastante lá fora, mas pelo menos temos ondas. O Gabriel (Medina) é um excelente surfista em qualquer tipo de condição e eu sabia que pra vencer teria que surfar muito. Fiquei esperando um tempão uma onda boa e dei sorte de achar aquele tubo abrindo que foi decisivo. Agora é me preparar para o próximo rounde".

Depois da bateria verde-amarela, os catarinenses Tomas Hermes e Willian Cardoso foram barrados, respectivamente, pelo taitiano Michel Bourez e o havaiano John John Florence, que também se destacaram com belos tubos. Ainda aconteceram as duas primeiras baterias da terceira fase e no último duelo do dia Bourez eliminou o norte-americano Brett Simpson por um baixo placar de 8,70 x 8,63 pontos.

"Estou muito contente porque finalmente temos boas ondas lá fora e é essa condição de mar que eu gosto de competir", falou John John Florence, que vai enfrentar o paulista Miguel Pupo na terceira fase. "Deu para variar bastante as manobras, tinha tubos e a onda te oferece boas oportunidades, então foi tudo ótimo. Eu não surfei bem lá no Arpoador no primeiro dia, mas aqui as coisas funcionaram pra mim. Eu tive que remar bastante, estou bem cansado, mas valeu a pena. Peguei boas ondas e estou feliz por ter avançado".

Ele teve sorte em ter competido nas primeiras baterias do dia, pois depois o mar foi ficando cada vez mais difícil, muitas pranchas sendo quebradas com a força do lip das ondas que fechavam rapidamente na maioria. Os baixos placares comprovaram a dificuldade enfrentada pelos atletas, que precisaram de muito preparo físico para encarar as séries pesadas de 2 metros de altura, além da forte correnteza no Postinho da Barra da Tijuca.

Na segunda e última vitória brasileira do dia, Heitor Alves despachou o veterano Taylor Knox por apenas 6,00 a 5,47 pontos, mas o que importava era a classificação para a terceira fase. "Foi uma bateria muito apertada e infelizmente de notas baixas, mas foi o que a condição do mar ofereceu", falou Heitor Alves. "Está muito difícil de escolher as ondas, a correnteza não está fácil, toda hora ela fica te tirando do pico, mas, graças a Deus, mesmo com notas baixas consegui passar a bateria e vamos com tudo pro próximo rounde".

A programação era realizar até o sexto confronto da terceira fase na segunda-feira. No entanto, como o mar piorou e a maioria das ondas fechava rapidamente, a comissão técnica decidiu interromper a competição após a segunda bateria. Na primeira, o português Tiago Pires derrotou o australiano Owen Wright. E na última do dia, Michel Bourez eliminou o californiano Brett Simpson.

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