Jojó brilha na Prainha
Jojó de Olivença vence Grand Master e fica com o vice na Master
Por: Redação SurfBahia
O histórico Rhyno Foam Brazilian Master ? ISA Trial 2008 ? terminou neste domingo, com disputas emocionantes e de alto nível técnico nas ondas da Prainha, Rio de Janeiro.
Durante três dias, alguns dos nomes que fizeram a história do surfe nacional brigaram pelas oito vagas na equipe brasileira que disputará o 2008 ISA World Masters Surfing Championship, mundial da categoria que será promovido em Punta Rocas, Peru, de 29 de março a 6 de abril.
Quem mais brilhou no domingo foi o baiano Jojó de Olivença, bicampeão brasileiro (88 e 92). Com 40 anos, Jojó disputou duas categorias: Master (de 35 a 40) e Grand Master (de 40 a 45). Com atuações espetaculares, o baiano venceu as duas semifinais que participou e ficou com o título na Grand Master.
Na final da Master, porém, o baiano teve de se contentar com o segundo lugar, pois o paulista Ricardo Toledo, outro bicampeão brasileiro (91 e 95) foi o campeão. Até o mar ajudou. O dia, que tinha começado com ondas de cerca de meio metro e formação irregular, terminou com ótimas condições nas finais, principalmente na Master e Grand Master.
A vitória de Ricardinho foi emocionante. O paulista ficou na liderança da bateria durante os 23 primeiros minutos (tinha 30), quando o baiano virou e deixou o campeão precisando de uma nota 6,80 para voltar à ponta. A dois minutos do fim, Ricardinho conseguiu uma onda 6,85 e venceu por 15,05 a 15 pontos.
O também paulista Jair de Oliveira terminou em terceiro, com o carioca Fernando Graça em quarto. Apesar do terceiro lugar, Jairzinho tinha bons motivos para sorrir. Como Jojó se classificou tanto na Master quanto na Grand Master e disputará o Mundial apenas na categoria acima de 40 anos, ele abriu mais uma vaga na de 35 a 40 anos.
?Foi uma explosão de alegria quando ouvi sinal de término da bateria. Cheguei a chorar ainda na água. Sabia que a bateria seria muito dura e que a minha onda poderia me dar a vitória. Porém, tinha consciência que a nota também poderia não ser suficiente. Competições como essas fortalecem nossa categoria. Não se pode deixar esquecidos os ícones do esporte, os responsáveis pelo surfe ter chegado aonde chegou hoje em dia?, disse Ricardinho, que está com 39 anos.
Na Grand Master, Jojó terá a companhia do carioca Pedro Muller, campeão brasileiro em 89, que também mostrou muito talento nos três dias de disputa e ficou com o vice-campeonato na categoria. Na bateria final, o também carioca Renato Cavallero, que subiu ao pódio com a camisa do Botafogo, terminou em terceiro, com o catarinense Carlos Kxot em quarto.
?Foi um título muito importante para a minha carreira, nesta minha nova categoria. O evento agrega bons valores à sociedade, o lado família também, além de reunir nomes que ajudaram a escrever a história do surfe no Brasil. Pelo jeito acho que ele vai se repetir no ano que vem?, disse Jojó.
Na Grand Kahuna, apenas uma vaga na equipe brasileira estava em jogo e ela ficou com Massimo Panajotti, que na final deixou Ronaldo Moreno em segundo, Ricardo Bocão em terceiro e Daniel Friedmann em quarto.
Panajotti costumava a competir na mesma época de Bocão e Friedmann, mas acabou direcionando sua vida para outro caminho. Porém, continua surfando pelo menos três a quatro vezes por semana, e sempre na Prainha. Mostrou que o surfe não ficou no passado e levou o título numa disputa muito equilibrada com Moreno, irmão do piloto Roberto Pupo Moreno. Os dois terminaram empatados com 9,7, mas Panajotti levou vantagem por ter uma melhor onda no seu somatório.
?Eu costumava a dar trabalho na época para eles, mas segui outro caminho e hoje estou muito feliz por essa vitória. É como falaram, continuo incomodando?, brincou Panajotti.
Já Bocão e Friedmann, apesar de ainda meio contrariados por não terem vencido - afinal, a competição continua no sangue deles - fizeram questão de mostrar toda a alegria de ter participado de um evento tão marcante como o Rhyno Foam Brazilian Master: .
?Foi sensacional, demais. Foi uma experiência que deve se repetir. Acredito que, depois do sucesso que foi este evento, que numa próxima edição alguns atletas importantes que não participaram ficarão motivados para disputar?, disse Friedmann.
?O campeonato foi excelente. As semifinais e finais da master e grand master foram de altíssimo nível. O que esses caras surfaram aqui na Prainha impressionou. Acho que a semente foi plantada para que outros eventos neste formato, com estas categorias, sejam realizados. E o fato de estarem em jogo as vagas para o Mundial agregaram muito valor ao campeonato. E tenho de confessar que há muito tempo não ficava tão chateado por perder numa bateria. Estava louco para ir ao Peru?, disse Bocão.
As semifinais da categoria master refletem bem o que Bocão comentou. A primeira semifinal reuniu Jojó, Ricardinho e ainda Teco Padaratz. O catarinense não se encontrou numa hora de poucas e teve de se contentar com o quinto lugar na competição. Na outra disputa, Fernando Graça e Jair de Oliveira também mostraram surfe de alto nível para superar o carioca Evaristo Ferreira.
No Feminino, que teve apenas duas competidoras, Brigitte Mayer, campeão brasileira de 1998, levou a melhor sobre Roberta Milazzo e garantiu sua terceira participação em mundiais. Brigitte já representou o Brasil nos mundiais de 1988, em Porto Rico, e 1990, no Japão.
?É uma alegria e um prazer, depois de tantos anos, ter chance de integrar uma seleção brasileira e defender as cores do Brasil lá fora?, disse Brigitte, integrante da elite do surfe nacional. .
Na Kahuna, o local da prainha Newton Carlos surpreendeu ao vencer a categoria e vai ao Peru com a companhia de Renato Phebo, que antes mesmo da dupla dinâmica Teco e Fabio Gouveia correrem o Circuito Mundial, foi o primeiro brasileiro a disputar várias etapas da competição, em 1988. ?Ganhar aqui, na Prainha, perto dos meus amigos, é ainda mais especial?, disse Newton Carlos.
Resultados
Master (35 a 40)
1 Ricardo Toledo (SP) - 15,05 pontos
2 Jojó de Olivença (BA) ? 15,00
3 Jair de Oliveira (SP) - 13,55
4 Fernando Graça (RJ) - 9,55
Grand Master (40 a 45)
1 Jojó de Olivença (BA) ? 17,00 pontos
2 Pedro Muller (RJ) - 14,05
3 Roberto Cavallero (RJ) ? 11,00
4 Carlos Kxot (SC) - 9,6
Kahuna
1 Newton Miranda (RJ) - 14,25 pontos
2 Renato Phebo (RJ) ? 11,00
3 Walter Paes (RJ) - 9,65
4 Zé Alla (RJ) - 9,40
Grand Kahuna
1 Massimo Panajotti (RJ) - 9,70 pontos
2 Ronaldo Moreno (RJ) - 9,70
3 Ricardo Bocão (RJ) - 9,15
4 Daniel Friedmann (RJ) - 6,45
Feminino
1 Brigitte Mayer (RJ) ? 12,00 pontos
2 Roberta Milazzo (RJ) - 8,20
Equipe brasileira
Master: Ricardo Toledo e Jair de Oliveira
Grand Master: Jojó de Olivença e Pedro Muller
Kahuna: Newton Carlos e Renato Phebo
Grang Kahuna: Massimo Panajotti
Feminino: Brigitte Mayer
Durante três dias, alguns dos nomes que fizeram a história do surfe nacional brigaram pelas oito vagas na equipe brasileira que disputará o 2008 ISA World Masters Surfing Championship, mundial da categoria que será promovido em Punta Rocas, Peru, de 29 de março a 6 de abril.
Quem mais brilhou no domingo foi o baiano Jojó de Olivença, bicampeão brasileiro (88 e 92). Com 40 anos, Jojó disputou duas categorias: Master (de 35 a 40) e Grand Master (de 40 a 45). Com atuações espetaculares, o baiano venceu as duas semifinais que participou e ficou com o título na Grand Master.
Na final da Master, porém, o baiano teve de se contentar com o segundo lugar, pois o paulista Ricardo Toledo, outro bicampeão brasileiro (91 e 95) foi o campeão. Até o mar ajudou. O dia, que tinha começado com ondas de cerca de meio metro e formação irregular, terminou com ótimas condições nas finais, principalmente na Master e Grand Master.
A vitória de Ricardinho foi emocionante. O paulista ficou na liderança da bateria durante os 23 primeiros minutos (tinha 30), quando o baiano virou e deixou o campeão precisando de uma nota 6,80 para voltar à ponta. A dois minutos do fim, Ricardinho conseguiu uma onda 6,85 e venceu por 15,05 a 15 pontos.
O também paulista Jair de Oliveira terminou em terceiro, com o carioca Fernando Graça em quarto. Apesar do terceiro lugar, Jairzinho tinha bons motivos para sorrir. Como Jojó se classificou tanto na Master quanto na Grand Master e disputará o Mundial apenas na categoria acima de 40 anos, ele abriu mais uma vaga na de 35 a 40 anos.
?Foi uma explosão de alegria quando ouvi sinal de término da bateria. Cheguei a chorar ainda na água. Sabia que a bateria seria muito dura e que a minha onda poderia me dar a vitória. Porém, tinha consciência que a nota também poderia não ser suficiente. Competições como essas fortalecem nossa categoria. Não se pode deixar esquecidos os ícones do esporte, os responsáveis pelo surfe ter chegado aonde chegou hoje em dia?, disse Ricardinho, que está com 39 anos.
Na Grand Master, Jojó terá a companhia do carioca Pedro Muller, campeão brasileiro em 89, que também mostrou muito talento nos três dias de disputa e ficou com o vice-campeonato na categoria. Na bateria final, o também carioca Renato Cavallero, que subiu ao pódio com a camisa do Botafogo, terminou em terceiro, com o catarinense Carlos Kxot em quarto.
?Foi um título muito importante para a minha carreira, nesta minha nova categoria. O evento agrega bons valores à sociedade, o lado família também, além de reunir nomes que ajudaram a escrever a história do surfe no Brasil. Pelo jeito acho que ele vai se repetir no ano que vem?, disse Jojó.
Na Grand Kahuna, apenas uma vaga na equipe brasileira estava em jogo e ela ficou com Massimo Panajotti, que na final deixou Ronaldo Moreno em segundo, Ricardo Bocão em terceiro e Daniel Friedmann em quarto.
Panajotti costumava a competir na mesma época de Bocão e Friedmann, mas acabou direcionando sua vida para outro caminho. Porém, continua surfando pelo menos três a quatro vezes por semana, e sempre na Prainha. Mostrou que o surfe não ficou no passado e levou o título numa disputa muito equilibrada com Moreno, irmão do piloto Roberto Pupo Moreno. Os dois terminaram empatados com 9,7, mas Panajotti levou vantagem por ter uma melhor onda no seu somatório.
?Eu costumava a dar trabalho na época para eles, mas segui outro caminho e hoje estou muito feliz por essa vitória. É como falaram, continuo incomodando?, brincou Panajotti.
Já Bocão e Friedmann, apesar de ainda meio contrariados por não terem vencido - afinal, a competição continua no sangue deles - fizeram questão de mostrar toda a alegria de ter participado de um evento tão marcante como o Rhyno Foam Brazilian Master: .
?Foi sensacional, demais. Foi uma experiência que deve se repetir. Acredito que, depois do sucesso que foi este evento, que numa próxima edição alguns atletas importantes que não participaram ficarão motivados para disputar?, disse Friedmann.
?O campeonato foi excelente. As semifinais e finais da master e grand master foram de altíssimo nível. O que esses caras surfaram aqui na Prainha impressionou. Acho que a semente foi plantada para que outros eventos neste formato, com estas categorias, sejam realizados. E o fato de estarem em jogo as vagas para o Mundial agregaram muito valor ao campeonato. E tenho de confessar que há muito tempo não ficava tão chateado por perder numa bateria. Estava louco para ir ao Peru?, disse Bocão.
As semifinais da categoria master refletem bem o que Bocão comentou. A primeira semifinal reuniu Jojó, Ricardinho e ainda Teco Padaratz. O catarinense não se encontrou numa hora de poucas e teve de se contentar com o quinto lugar na competição. Na outra disputa, Fernando Graça e Jair de Oliveira também mostraram surfe de alto nível para superar o carioca Evaristo Ferreira.
No Feminino, que teve apenas duas competidoras, Brigitte Mayer, campeão brasileira de 1998, levou a melhor sobre Roberta Milazzo e garantiu sua terceira participação em mundiais. Brigitte já representou o Brasil nos mundiais de 1988, em Porto Rico, e 1990, no Japão.
?É uma alegria e um prazer, depois de tantos anos, ter chance de integrar uma seleção brasileira e defender as cores do Brasil lá fora?, disse Brigitte, integrante da elite do surfe nacional. .
Na Kahuna, o local da prainha Newton Carlos surpreendeu ao vencer a categoria e vai ao Peru com a companhia de Renato Phebo, que antes mesmo da dupla dinâmica Teco e Fabio Gouveia correrem o Circuito Mundial, foi o primeiro brasileiro a disputar várias etapas da competição, em 1988. ?Ganhar aqui, na Prainha, perto dos meus amigos, é ainda mais especial?, disse Newton Carlos.
Resultados
Master (35 a 40)
1 Ricardo Toledo (SP) - 15,05 pontos
2 Jojó de Olivença (BA) ? 15,00
3 Jair de Oliveira (SP) - 13,55
4 Fernando Graça (RJ) - 9,55
Grand Master (40 a 45)
1 Jojó de Olivença (BA) ? 17,00 pontos
2 Pedro Muller (RJ) - 14,05
3 Roberto Cavallero (RJ) ? 11,00
4 Carlos Kxot (SC) - 9,6
Kahuna
1 Newton Miranda (RJ) - 14,25 pontos
2 Renato Phebo (RJ) ? 11,00
3 Walter Paes (RJ) - 9,65
4 Zé Alla (RJ) - 9,40
Grand Kahuna
1 Massimo Panajotti (RJ) - 9,70 pontos
2 Ronaldo Moreno (RJ) - 9,70
3 Ricardo Bocão (RJ) - 9,15
4 Daniel Friedmann (RJ) - 6,45
Feminino
1 Brigitte Mayer (RJ) ? 12,00 pontos
2 Roberta Milazzo (RJ) - 8,20
Equipe brasileira
Master: Ricardo Toledo e Jair de Oliveira
Grand Master: Jojó de Olivença e Pedro Muller
Kahuna: Newton Carlos e Renato Phebo
Grang Kahuna: Massimo Panajotti
Feminino: Brigitte Mayer
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