Prancha mágica

Ibsen Mariano, o Bocão, reflete sobre a busca pela prancha mágica


Essa reflexão sobre pranchas surgiu depois de inúmeras conversas e diálogos intermináveis com André Teixeira, Guto Boni e Tito Cézar, o "Solt", surfistas que fazem parte do time baiano aqui na cidade de Gold Coast, Austrália.

André foi ao Japão participar de uma etapa do WQS e voltou com um quiver novo shapeado por Tokuda, amigo de Takyto Adachi que faz altas pranchas manualmente, ou seja, sem a ajuda da máquina que faz o pré-corte.

Uma das pranchas, uma 5'9, ficou tão boa em seu pé que, no primeiro evento que ele disputou no Surf Club, ganhou disparado.

A vontade de acertar a prancha, junto com o amor e o maior tempo nos acabamentos, sem dúvidas faz a maior diferença na performance da prancha. Laminação e lixa também, é lógico!

Acreditem que, assim como Tokuda, existem detalhistas que fazem do seu trabalho uma arte e buscam a perfeição em milímetros ou polegadas para o sucesso.

Por sua vez, Guto comprou uma prancha Al Merrick, modelo Kelly Slater, com encaixe para quatro quilhas e produzida com a ajuda da máquina. Ele disse que a sua performance nos tubos melhorou demasiadamente.  

O mesmo aconteceu com Solt (Tito Cézar), que comprou uma Mayhem de Taj Burrow e falou que a prancha mudou o seu jeito de surfar. Evolução total! Assim como a prancha de Guto e diferente do foguete de André, ela foi feita com a ajuda da máquina.

Se Mick Fanning testa 10 pranchas e só fica com duas, é porque a performance da prancha tem visão subjetiva. Da sua parte é funcional, mas quem garante que as pranchas das quais ele não gostou, nos pés de outro surfistas não serviriam perfeitamente?!

Moral da história: não interessa muito se você encomenda ou compra uma prancha pronta. Existe sempre a possibilidade de ela ser ou não o seu foguete ideal. Uns gastando mais e outros menos, mas sempre em busca da prancha mágica!

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