Disputar ou interagir?
Colunista Marco Pellegrino incentiva cordialidade no mar
Outro dia estava pegando onda no coral de Itacimirim, boas marolas por sinal, quando me peguei em uma reflexão que gostaria de dividir com vocês.
Itacimirim é um lugar que faz parte de minha infância, por isso qualquer surf naquele local pra mim é especial, não importando as condições.
Naquele dia, acordei às 4 horas da matina para esperar o sol sair e cair no mar. Entrei junto com ele e fiquei surfando sozinho até que alguns outros começaram a chegar.
Logo percebi que não eram surfistas de pranchinha, e sim a galera do Stand Up, e logo depois a galera do long, juntamente com alguns de pranchinha, chegou para completar o surf. Só faltou a galera do kite e do bodyboard!
Durante a session, algo me chamou atenção. Quando as séries vinham, os caras do SUP avistavam primeiro e começavam a se posicionar, ai a galera do long se posicionava nas ondas de trás e a galera da pranchinha logo depois.
De forma nenhuma creio em hierarquias no mar, acredito que o mar é para todos e acho interessante quando os "proprietários" se acham os donos do pico, como se eles tivessem a escritura das ondas.
Observei que as características de cada esporte culminaram nesta situação, pois o SUP é mais fácil de chegar na onda do que o longboard, e o long do que a pranchinha, pelo menos naquela onda onde estávamos.
Qual a lição que podemos tirar desta situação?
Somos pessoas diferentes. Não há um ser humano igual ao outro, cada um tem a sua digital. Deus, em sua infinita sabedoria, nos fez assim, então precisamos aprender a lidar com o diferente. Não é porque o outro não é como eu, que eu seja melhor ou pior do que ele, e vice-versa.
Trazendo para a nossa realidade, praticamos nosso esporte no mar, somos privilegiados por isso. Sejamos então mais cordiais e façamos do mar um lugar de alegria, confraternização e contemplação de uma das maiores obras de Deus, o criador.
Forte abraço galera e boas festas!