A prancha mágica
Ibsen Mariano, o Bocão, incentiva uso de diferentes modelos de prancha
Este texto demorou um pouco para ser escrito, mas, na verdade, por ainda estar no começo da minha carreira de jornalista, ainda tenho muitas ideias que não consigo traduzir para o papel.
Esse teve a colaboração do meu amigo e surfista profissional André Teixeira, que corre o mundo em busca dos pontos do World Star Series.
Antes de viajar para a Europa, André fez inúmeras pranchas com medidas variadas, mas viajei no design de um dos foguetes.
Era uma pig 5`8, 19 de meio e, se não me engano 2 3/16 de borda. Era bem menor que as outras, pois era para marolas, mas tinha um volume e borda para sustentação.
Stuart, shaper local da Gold Coast, é o responsável pelas vendas das pranchas Xanadu aqui na Austrália.
A prancha estava solta. Vi no free surf antes de viajar e ele estava ágil como poucos, soltando a rabeta com muito estilo. Logo percebi que poderia chegar a um resultado muito bom com aquela pranchinha.
Em sua volta gloriosa, conversei com ele sobre os eventos e a trip. Descobri que tinha vendido algumas, trocado outras e que tava com outro quiver, fato normal para esses atletas que se desfazem do equipamento com facilidade, pensando já na nova "tabla" que vai encomendar!
Olha, por ironia do destino, vi a prancha de novo, nas primeiras páginas do site da ASP, numa semifinal do Mundial em Ubatuba, só que já na mão de Halley Batista.
Moral da história: não deixe de experimentar, não deixe de testar ou surfar com equipamentos variados. A prancha mágica pode ser aquela que seu amigo não goste ou que você ainda não abriu sua cabeça pra testar, preso em modelos convencionais...