Herói ou vilão?
Fabio Tihara comenta as recentes atitudes do deca campeão Kelly Slater
Por: Fabio Tihara
Li um texto do Túlio Brandão recentemente no site Waves que me deixou pensativo por dias.
Nele, o colunista divaga sobre a imagem de Slater segurando Axel Irons, filho do seu maior rival, Andy Irons. Na verdade, a foto era só um gancho para relatar alguns momentos e declarações infelizes por parte do decacampeão.
Não é de hoje que eu queria escrever sobre o comportamento de Slater, mas, em se tratando de uma unanimidade, é preciso muito cuidado com as palavras.
Kelly Slater é um ídolo e justamente por isso sua palavra e suas atitudes têm um peso e uma influência importante para o público e para o esporte.
Kelly sabe disso e mesmo assim ficou surfando depois de perder sua bateria no Brasil para Bobby Martinez e, como se não bastasse, ainda deu chilique com duras críticas à etapa do World Tour no Rio de Janeiro.
Ano passado ele tomou uma surra de Jadson na final e também não soube perder. Deu uma entrevista dizendo que queria ver o mesmo Jadson dar aéreos em Teahupoo.
Perder para Jadson no ano passado e ver o Mineiro vencer no Rio este ano fizeram Kelly mudar de opinião, porque até onde sei e li em suas entrevistas, o Rio e o Brasil eram lugares maravilhosos, que ele amava e que faziam parte da história dele, afinal ele foi campeão mundial aqui na terrinha.
Quem se lembra da época da rivalidade com Andy Irons, recorda dos "joguinhos psicológicos" que Kelly impunha a seu rival e que funcionavam algumas vezes. Em outras ocasiões, o tiro acabava saindo pela culatra, como no Pipe Master, e o tapinha nas costas que Slater deu em Andy, junto com uma declaração de amor no mínimo estranha para o momento. Desse episódio ficou marcado Kelly aos prantos em baixo de uma ducha fria, literalmente.
Mas o estopim e a minha indignação é quando querem fazer do Brasil e dos brasileiros os vilões da história.
Surgiu um papo de que Slater teria dito numa dessas redes sociais que os brasileiros têm o costume de "fazer a volta".
Não sei se é verdade, pois não vi tal declaração, mas a frase foi o suficiente para vários internautas darem sua opinião e em sua maioria dando razão para Slater. Assim como eu, muitos talvez nem tenham visto suposta declaração, mas abraçaram a causa do seu ídolo.
Eu mesmo já escrevi sobre a educação e o respeito no mar e já viajei para pegar ondas pelo mundo, já vi desrespeito dos brasileiros dentro da água, mas posso dizer que isso não é uma exclusividade de nosso povo.
Isso seria o mesmo que dizer que todos do Oriente Médio são terroristas, ou que todo americano é prepotente.
Com que base Kelly faz essa afirmativa? Com base nos brasileiros do Tour? Lembro de uma entrevista de Leo Neves na qual ele dizia que tinha rabeado Cory Lopez depois de ele ter rabeado Mineiro várias vezes. Eu já assisti um vídeo de Slater rabeando geral no pico, surfando com uma biquilha.
Se alguém acha que os brasileiros no Tour têm vida fácil, estão enganados. O que acontece é que os brasileiros já não são mais uma promessa, e sim uma realidade. Representam uma ameaça à supremacia americana, australiana e havaiana.
Faz-me rir Kolohe Andino diante de Medina, Pupo ou Toledo. No Hawaii, as maiores esperanças são Kiron Jabour e Ian Gentil, os dois com DNA brasileiro no sangue.
Não adianta chorar, resmungar, polemizar, incitar ou inflamar. O mundo e o próprio Slater que abram os olhos, porque o Brasil está chegando e vem atropelando todo mundo.
Nele, o colunista divaga sobre a imagem de Slater segurando Axel Irons, filho do seu maior rival, Andy Irons. Na verdade, a foto era só um gancho para relatar alguns momentos e declarações infelizes por parte do decacampeão.
Não é de hoje que eu queria escrever sobre o comportamento de Slater, mas, em se tratando de uma unanimidade, é preciso muito cuidado com as palavras.
Kelly Slater é um ídolo e justamente por isso sua palavra e suas atitudes têm um peso e uma influência importante para o público e para o esporte.
Kelly sabe disso e mesmo assim ficou surfando depois de perder sua bateria no Brasil para Bobby Martinez e, como se não bastasse, ainda deu chilique com duras críticas à etapa do World Tour no Rio de Janeiro.
Ano passado ele tomou uma surra de Jadson na final e também não soube perder. Deu uma entrevista dizendo que queria ver o mesmo Jadson dar aéreos em Teahupoo.
Perder para Jadson no ano passado e ver o Mineiro vencer no Rio este ano fizeram Kelly mudar de opinião, porque até onde sei e li em suas entrevistas, o Rio e o Brasil eram lugares maravilhosos, que ele amava e que faziam parte da história dele, afinal ele foi campeão mundial aqui na terrinha.
Quem se lembra da época da rivalidade com Andy Irons, recorda dos "joguinhos psicológicos" que Kelly impunha a seu rival e que funcionavam algumas vezes. Em outras ocasiões, o tiro acabava saindo pela culatra, como no Pipe Master, e o tapinha nas costas que Slater deu em Andy, junto com uma declaração de amor no mínimo estranha para o momento. Desse episódio ficou marcado Kelly aos prantos em baixo de uma ducha fria, literalmente.
Mas o estopim e a minha indignação é quando querem fazer do Brasil e dos brasileiros os vilões da história.
Surgiu um papo de que Slater teria dito numa dessas redes sociais que os brasileiros têm o costume de "fazer a volta".
Não sei se é verdade, pois não vi tal declaração, mas a frase foi o suficiente para vários internautas darem sua opinião e em sua maioria dando razão para Slater. Assim como eu, muitos talvez nem tenham visto suposta declaração, mas abraçaram a causa do seu ídolo.
Eu mesmo já escrevi sobre a educação e o respeito no mar e já viajei para pegar ondas pelo mundo, já vi desrespeito dos brasileiros dentro da água, mas posso dizer que isso não é uma exclusividade de nosso povo.
Isso seria o mesmo que dizer que todos do Oriente Médio são terroristas, ou que todo americano é prepotente.
Com que base Kelly faz essa afirmativa? Com base nos brasileiros do Tour? Lembro de uma entrevista de Leo Neves na qual ele dizia que tinha rabeado Cory Lopez depois de ele ter rabeado Mineiro várias vezes. Eu já assisti um vídeo de Slater rabeando geral no pico, surfando com uma biquilha.
Se alguém acha que os brasileiros no Tour têm vida fácil, estão enganados. O que acontece é que os brasileiros já não são mais uma promessa, e sim uma realidade. Representam uma ameaça à supremacia americana, australiana e havaiana.
Faz-me rir Kolohe Andino diante de Medina, Pupo ou Toledo. No Hawaii, as maiores esperanças são Kiron Jabour e Ian Gentil, os dois com DNA brasileiro no sangue.
Não adianta chorar, resmungar, polemizar, incitar ou inflamar. O mundo e o próprio Slater que abram os olhos, porque o Brasil está chegando e vem atropelando todo mundo.
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