Fau 4.0
Colunista Fabrício Fernandes comemora 40 anos nesta quarta-feira
Por: Alexandre Piza
Nesta quarta-feira (8/6), o colunista Fabricio Fernandes, o "Fau", comemora 40 anos de vida, 25 deles apaixonados pelo surf.
Conheci Fabricio meio que por acaso, no outside de Aleluia, onde ele bate ponto sempre que o swell dá as caras.
Como escrevemos sobre surf, muitas vezes sobre o mesmo assunto, não pude deixar de notar que suas conversas com os amigos eram sobre seus os temas de seus textos, então fui até ele e me apresentei.
Desde então, o line-up de Stella e Aleluia tornaram-se uma espécie de sala de estar quando nos encontramos e discutimos entre os campeonatos e os rumos que o surf vem tomando ao longo dos tempos.
Mas, hoje o tema não é esse, mas sim evidenciar que, fazer 40 anos com disposição de moleque em cima de uma prancha, não é para qualquer um.
Se você acompanha nomes como Slater, Knox, Dorian, Curren, Occy, Daltro, Gouveia, Spirro, Jojó e muitos outros, pode achar fácil se manter no rip.
Pode parecer fácil pra esses caras que viveram integralmente para o surf, pois o surf é a profissão deles, então estão sempre treinando o físico, o psicológico e também a parte nutricional.
Nós, meros “mortais”, temos que correr atrás do ganha-pão dia após dia e pode crer que são poucos os que realmente conseguem ter essa disposição e essa vibe que Fabricio mantém acesa, mesmo agora virando a casa dos “enta”.
Acho que todos que conhecem “Fau” (seu carinhoso apelido) o definem realmente como um apaixonado pelo que faz, sempre intenso, buscando fazer tudo no limite.
Adepto aos esportes, nesses 40 anos já praticou corrida, natação, ciclismo, mergulho, paraquedismo, entre tantos outros.
Acostumado a perguntar, trocamos de lado e separamos umas perguntinhas para o “jovem” responder. Vamos lá!
Como foi seu início no surf?
Ainda lembro da primeira vez que remei em uma prancha. Era uma triquilha verde, do meu amigo Amilcar. O ano era 1986 e a praia era o Sesc. O contato com o oceano, a sensação de liberdade foram amor à primeira vista.
O que o surf significa para você?
Nunca encontrei nada que me completasse tanto quanto o surf. Estar no oceano é mágico, é meu encontro com Deus, é onde preencho o vazio da minha alma, onde me sinto realmente feliz.
Como sua paixão pelo surf te ajudou ao longo da vida?
Venci o álcool, as drogas, a obesidade e me dediquei à paixão pela educação, poesia e aos meus polêmicos e surreais textos de surf.
Seus textos têm fama de polêmicos. O que você acha disso?
(Risos). O objetivo é trazer o debate, fazer as pessoas refletirem e, acima de tudo, se unirem em prol do crescimento não só do esporte, mas do sentimento de cidadania. Tantas crianças podem ser tiradas da marginalidade e das drogas se nos unirmos em um objetivo comum.
O que mais te atrai no surf?
Ondas grandes. O frio na barriga, a adrenalina, a velocidade, a sensação de vencer desafios são indescritíveis... Não sou big rider. Nunca dropei nada maior que 12 pés havaianos, nem nunca surfei ondas do calibre da esquerda do Farol de Itapuã. O máximo que peguei foi Itaúna, em Saquarema, muito grande, se não me engano no inverno de 92. Quero muito estender meus limites, surfar ondas maiores, mas respeito muito a natureza e sei que preciso me preparar muito para esse objetivo, mesmo porque, quando a natureza quer, ela sempre sai vitoriosa. Portanto, acho que humildade deve ser a palavra-chave.
Quem são teus ídolos no surf?
O trio baiano que mora no Hawaii - Marcio, Yuri e Danilo -, além do amigo Armando Daltro, um exemplo como atleta e pessoa. Também admiro Heloy Júnior, Rodrigo Menezes, Cacau, Jairo e Maurício Abubakir. Todos esses são surfistas excepcionais e que buscam os seus limites em condições que muitos nem chegam perto.
Deixe uma mensagem pra galera que acompanha seus textos e para seus amigos ao longo dessa estrada de 40 anos.
Só tenho a agradecer o surf por tudo que tem me dado. Tantos amigos em tantos lugares do país, as amizades do Corrente, de Ipitanga, do Surf Club; as oportunidades de viajar para lugares paradisíacos, mesmo perto de casa, e simplesmente pegar onda, de viver uma vida saudável, e a experiência mais maravilhosa de todas: com 40 anos, ainda ser um garoto e poder dividir as ondas com a pessoa que mais amo no mundo - meu filho, que com 14 anos, começa a fazer seus primeiros drops.
Você tem algum sonho?
Continuar sendo professor, escrever sobre surf, cada vez fazer mais amigos e curtir minha nova namorada, que veio como presente de aniversário antecipado, duas semanas antes.
Conheci Fabricio meio que por acaso, no outside de Aleluia, onde ele bate ponto sempre que o swell dá as caras.
Como escrevemos sobre surf, muitas vezes sobre o mesmo assunto, não pude deixar de notar que suas conversas com os amigos eram sobre seus os temas de seus textos, então fui até ele e me apresentei.
Desde então, o line-up de Stella e Aleluia tornaram-se uma espécie de sala de estar quando nos encontramos e discutimos entre os campeonatos e os rumos que o surf vem tomando ao longo dos tempos.
Mas, hoje o tema não é esse, mas sim evidenciar que, fazer 40 anos com disposição de moleque em cima de uma prancha, não é para qualquer um.
Se você acompanha nomes como Slater, Knox, Dorian, Curren, Occy, Daltro, Gouveia, Spirro, Jojó e muitos outros, pode achar fácil se manter no rip.
Pode parecer fácil pra esses caras que viveram integralmente para o surf, pois o surf é a profissão deles, então estão sempre treinando o físico, o psicológico e também a parte nutricional.
Nós, meros “mortais”, temos que correr atrás do ganha-pão dia após dia e pode crer que são poucos os que realmente conseguem ter essa disposição e essa vibe que Fabricio mantém acesa, mesmo agora virando a casa dos “enta”.
Acho que todos que conhecem “Fau” (seu carinhoso apelido) o definem realmente como um apaixonado pelo que faz, sempre intenso, buscando fazer tudo no limite.
Adepto aos esportes, nesses 40 anos já praticou corrida, natação, ciclismo, mergulho, paraquedismo, entre tantos outros.
Acostumado a perguntar, trocamos de lado e separamos umas perguntinhas para o “jovem” responder. Vamos lá!
Como foi seu início no surf?
Ainda lembro da primeira vez que remei em uma prancha. Era uma triquilha verde, do meu amigo Amilcar. O ano era 1986 e a praia era o Sesc. O contato com o oceano, a sensação de liberdade foram amor à primeira vista.
O que o surf significa para você?
Nunca encontrei nada que me completasse tanto quanto o surf. Estar no oceano é mágico, é meu encontro com Deus, é onde preencho o vazio da minha alma, onde me sinto realmente feliz.
Como sua paixão pelo surf te ajudou ao longo da vida?
Venci o álcool, as drogas, a obesidade e me dediquei à paixão pela educação, poesia e aos meus polêmicos e surreais textos de surf.
Seus textos têm fama de polêmicos. O que você acha disso?
(Risos). O objetivo é trazer o debate, fazer as pessoas refletirem e, acima de tudo, se unirem em prol do crescimento não só do esporte, mas do sentimento de cidadania. Tantas crianças podem ser tiradas da marginalidade e das drogas se nos unirmos em um objetivo comum.
O que mais te atrai no surf?
Ondas grandes. O frio na barriga, a adrenalina, a velocidade, a sensação de vencer desafios são indescritíveis... Não sou big rider. Nunca dropei nada maior que 12 pés havaianos, nem nunca surfei ondas do calibre da esquerda do Farol de Itapuã. O máximo que peguei foi Itaúna, em Saquarema, muito grande, se não me engano no inverno de 92. Quero muito estender meus limites, surfar ondas maiores, mas respeito muito a natureza e sei que preciso me preparar muito para esse objetivo, mesmo porque, quando a natureza quer, ela sempre sai vitoriosa. Portanto, acho que humildade deve ser a palavra-chave.
Quem são teus ídolos no surf?
O trio baiano que mora no Hawaii - Marcio, Yuri e Danilo -, além do amigo Armando Daltro, um exemplo como atleta e pessoa. Também admiro Heloy Júnior, Rodrigo Menezes, Cacau, Jairo e Maurício Abubakir. Todos esses são surfistas excepcionais e que buscam os seus limites em condições que muitos nem chegam perto.
Deixe uma mensagem pra galera que acompanha seus textos e para seus amigos ao longo dessa estrada de 40 anos.
Só tenho a agradecer o surf por tudo que tem me dado. Tantos amigos em tantos lugares do país, as amizades do Corrente, de Ipitanga, do Surf Club; as oportunidades de viajar para lugares paradisíacos, mesmo perto de casa, e simplesmente pegar onda, de viver uma vida saudável, e a experiência mais maravilhosa de todas: com 40 anos, ainda ser um garoto e poder dividir as ondas com a pessoa que mais amo no mundo - meu filho, que com 14 anos, começa a fazer seus primeiros drops.
Você tem algum sonho?
Continuar sendo professor, escrever sobre surf, cada vez fazer mais amigos e curtir minha nova namorada, que veio como presente de aniversário antecipado, duas semanas antes.
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