Anjos do mar
Fabrício Fernandes faz bela homenagem aos salva-vidas
Por: Fabrício Fernandes
Uma senhora grita em prantos que a sua filha havia sumido. Quando ela menos espera, avista a pequena criança saindo do mar nos braços de um homem de sunga azul e camisa amarela.
Esse mesmo homem, percebendo que a criança estava sem respirar por ter engolido muita água, começa a fazer massagem cardíaca e respiração boca a boca enquanto uma multidão tensa assiste a tudo.
Segundos depois, a criança tosse e cospe toda a água para fora, voltando a viver. A multidão aplaude e a mãe com olhar marejado agradece sem conseguir esboçar uma única palavra. Era mais um dia de trabalho do salva–vidas cumprindo ao pé da letra sua função.
Há algum tempo já alimentava a ideia de escrever algo sobre os salva–vidas, mas depois de ler o excelente texto de Jorge Cerqueira sobre os surfistas, me senti na obrigação de fazê-lo.
Não conheço Jorge, mas pelo que pude ver nos comentários, deve ser uma excelente pessoa porque todos gostam dele.
Tenho quatro grandes amigos que são salva–vidas. Deraldo e Boy em Lauro de Freitas e João Franciscano e Bombeiro Max em Salvador. Todos excelentes pessoas, surfistas e que levam muito a sério a sua profissão.
Um dia, conversando com Deraldo ao sair do mar, brinquei com ele que deveria ser chato ficar o dia todo sentado sem fazer muita coisa. Ele me respondeu que as pessoas realmente pensam isso, mas que riscos de afogamento acontecem muito mais do que imaginamos.
Ele me contou também da tensão e emoção que foi o seu primeiro salvamento, disse que é uma enorme satisfação ajudar, orientar e muitas vezes dar de presente a alguém a chance de continuar vivendo!
Boy também citou que a equipe de Lauro de Freitas conseguiu zerar a quantidade de afogamentos na região. Lembro, nos anos 90, de alguns casos muito tristes como dos treze portugueses que morreram vitimas de afogamento na praia de Ipitanga. E hoje, graças a eles, os salva-vidas, isso não ocorre mais!
Continuava Boy dizendo que a equipe de Lauro tem excelentes nadadores e que alguns deles já participaram de competições fora do estado e muitas vezes voltando com títulos de campeões.
Em outros países como Estados Unidos, bombeiros e salva–vidas são considerados heróis nacionais e são muito bem remunerados (quanto vale o salvamento de um ente querido?).
Aqui, muitas vezes eles são esquecidos e têm muito pouco apoio. Mas, mesmo assim, continuam salvando vidas!
Jorge, não é você quem tem de homenagear a nós, surfistas, e sim todos nós, cidadãos, surfistas ou não, que devemos considerar pessoas como você, Boy, João, Deraldo e Max verdadeiros heróis.
Anjos do asfalto, para-médicos, bombeiros, escoteiros, salva-vidas, não importa o nome, mas é muito bom saber que vocês existem!
Esse mesmo homem, percebendo que a criança estava sem respirar por ter engolido muita água, começa a fazer massagem cardíaca e respiração boca a boca enquanto uma multidão tensa assiste a tudo.
Segundos depois, a criança tosse e cospe toda a água para fora, voltando a viver. A multidão aplaude e a mãe com olhar marejado agradece sem conseguir esboçar uma única palavra. Era mais um dia de trabalho do salva–vidas cumprindo ao pé da letra sua função.
Há algum tempo já alimentava a ideia de escrever algo sobre os salva–vidas, mas depois de ler o excelente texto de Jorge Cerqueira sobre os surfistas, me senti na obrigação de fazê-lo.
Não conheço Jorge, mas pelo que pude ver nos comentários, deve ser uma excelente pessoa porque todos gostam dele.
Tenho quatro grandes amigos que são salva–vidas. Deraldo e Boy em Lauro de Freitas e João Franciscano e Bombeiro Max em Salvador. Todos excelentes pessoas, surfistas e que levam muito a sério a sua profissão.
Um dia, conversando com Deraldo ao sair do mar, brinquei com ele que deveria ser chato ficar o dia todo sentado sem fazer muita coisa. Ele me respondeu que as pessoas realmente pensam isso, mas que riscos de afogamento acontecem muito mais do que imaginamos.
Ele me contou também da tensão e emoção que foi o seu primeiro salvamento, disse que é uma enorme satisfação ajudar, orientar e muitas vezes dar de presente a alguém a chance de continuar vivendo!
Boy também citou que a equipe de Lauro de Freitas conseguiu zerar a quantidade de afogamentos na região. Lembro, nos anos 90, de alguns casos muito tristes como dos treze portugueses que morreram vitimas de afogamento na praia de Ipitanga. E hoje, graças a eles, os salva-vidas, isso não ocorre mais!
Continuava Boy dizendo que a equipe de Lauro tem excelentes nadadores e que alguns deles já participaram de competições fora do estado e muitas vezes voltando com títulos de campeões.
Em outros países como Estados Unidos, bombeiros e salva–vidas são considerados heróis nacionais e são muito bem remunerados (quanto vale o salvamento de um ente querido?).
Aqui, muitas vezes eles são esquecidos e têm muito pouco apoio. Mas, mesmo assim, continuam salvando vidas!
Jorge, não é você quem tem de homenagear a nós, surfistas, e sim todos nós, cidadãos, surfistas ou não, que devemos considerar pessoas como você, Boy, João, Deraldo e Max verdadeiros heróis.
Anjos do asfalto, para-médicos, bombeiros, escoteiros, salva-vidas, não importa o nome, mas é muito bom saber que vocês existem!
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