Começo apagado
Fabrício Fernandes comenta fracasso baiano no Billabong Brasileiro
Por: Fabrício Fernandes
Há algum tempo venho esperando um campeonato desse nível para analisar os resultados da equipe (?) baiana.
Sinceramente, sem tentar tapar o sol com a peneira, aconteceu o que exatamente previa. Não que eu torcesse contra, isso é óbvio que nunca faria, mas a falta de apoio, estrutura e consciência em relação ao esporte, não só no surf, mas em geral, é algo absurdo no nosso estado.
O surf brasileiro está para o mundo assim como a Bahia está para o resto do país. Esta assertiva de raciocínio lógico nos faz perceber o quanto estamos engatinhando em relação ao crescimento do esporte na nossa região.
Não temos patrocinadores bancando atletas e campeonatos, falta um mínimo de estrutura e apoio por parte dos órgãos competentes.
Também fica óbvio que não dá para julgar a nova diretoria da Federação Baiana de Surf, que só assume a entidade a partir do dia 1 de junho, mas se já seria este evento um trabalho preliminar, a presença do técnico e dos dirigentes não só no evento, mas em treinamentos constantes, seria algo imprescindível.
Quando analisamos os fatos, muitas desculpas vêm à tona, como a falta de ondas boas e o preconceito contra o Nordeste. Mas, se isso fosse verdade, então o que dizer do Ceará, Rio Grande do Norte e, principalmente da Paraíba, estado esse que, fora o Mestre Gouveia, não tem nenhuma tradição, apoio ou uma condição mínima de ondas?
Falamos também muito do que as empresas, as federações e associações deixam de fazer para o crescimento do esporte, mas o que cada atleta está fazendo para alavancar o surf? No pleito de posse da nova diretoria da FBSurf, foi mencionado por Bruno Pitanga (diretor técnico) que nenhum atleta estava presente no momento.
O que cada torcedor faz para contribuir com esse crescimento? Existem muitos atletas dedicados como Juninho (Osvaldo Júnior), Ian e Vinícius, entre tantos outros.
Mas, quantos não vemos desperdiçando seus talentos na “vibe” das drogas, achando que simplesmente por ter sido agraciado com um dom, ele vai ser campeão?
Vi muitos garotos promissores nos anos 80 se afundarem com esse pensamento. Se alguém quer crescer no esporte, tem que se espelhar em Mandinho (Armando Daltro).
Ter concentração, humildade, treinar todos os dias, abdicar de baladas e viver longe das drogas. Falta patrocínio, falta estrutura, campeonatos, ondas de qualidade, atletas com postura profissional.
Se for listar aqui a quantidade de problemas e questões a serem analisados, vou escrever um livro sem conseguir finalizar.
Mas, o certo é que ficar também em fóruns apenas criticando, difamando pessoas, xingando ou em muitas matérias tecer comentários que são verdadeiras abobrinhas, não ajuda em nada!
De novo, traçando um comparativo do global para o local, é perceptivo que o modelo de desunião do nosso país já vem de longas datas, e nós, baianos, parecemos continuar a alimentar isso, ao menos foi o que demonstramos neste evento.
O que foi visto foi espírito de individualismo e os egos prevalecendo acima de tudo! Depois de Mandinho, Jojó e Spirro, a Bahia não conseguiu mais nenhuma projeção mundial, ou mesmo algum título de relevância nacional.
Erramos feio no passado e continuamos errando com a nossa postura, acomodação e a falta de união. Alguém uma vez me disse que só existe uma coisa mais dolorosa que aprender com a experiência, é não aprender com a experiência!
A questão que fica é: estamos dispostos a mudar e a unir forças?
Sinceramente, sem tentar tapar o sol com a peneira, aconteceu o que exatamente previa. Não que eu torcesse contra, isso é óbvio que nunca faria, mas a falta de apoio, estrutura e consciência em relação ao esporte, não só no surf, mas em geral, é algo absurdo no nosso estado.
O surf brasileiro está para o mundo assim como a Bahia está para o resto do país. Esta assertiva de raciocínio lógico nos faz perceber o quanto estamos engatinhando em relação ao crescimento do esporte na nossa região.
Não temos patrocinadores bancando atletas e campeonatos, falta um mínimo de estrutura e apoio por parte dos órgãos competentes.
Também fica óbvio que não dá para julgar a nova diretoria da Federação Baiana de Surf, que só assume a entidade a partir do dia 1 de junho, mas se já seria este evento um trabalho preliminar, a presença do técnico e dos dirigentes não só no evento, mas em treinamentos constantes, seria algo imprescindível.
Quando analisamos os fatos, muitas desculpas vêm à tona, como a falta de ondas boas e o preconceito contra o Nordeste. Mas, se isso fosse verdade, então o que dizer do Ceará, Rio Grande do Norte e, principalmente da Paraíba, estado esse que, fora o Mestre Gouveia, não tem nenhuma tradição, apoio ou uma condição mínima de ondas?
Falamos também muito do que as empresas, as federações e associações deixam de fazer para o crescimento do esporte, mas o que cada atleta está fazendo para alavancar o surf? No pleito de posse da nova diretoria da FBSurf, foi mencionado por Bruno Pitanga (diretor técnico) que nenhum atleta estava presente no momento.
O que cada torcedor faz para contribuir com esse crescimento? Existem muitos atletas dedicados como Juninho (Osvaldo Júnior), Ian e Vinícius, entre tantos outros.
Mas, quantos não vemos desperdiçando seus talentos na “vibe” das drogas, achando que simplesmente por ter sido agraciado com um dom, ele vai ser campeão?
Vi muitos garotos promissores nos anos 80 se afundarem com esse pensamento. Se alguém quer crescer no esporte, tem que se espelhar em Mandinho (Armando Daltro).
Ter concentração, humildade, treinar todos os dias, abdicar de baladas e viver longe das drogas. Falta patrocínio, falta estrutura, campeonatos, ondas de qualidade, atletas com postura profissional.
Se for listar aqui a quantidade de problemas e questões a serem analisados, vou escrever um livro sem conseguir finalizar.
Mas, o certo é que ficar também em fóruns apenas criticando, difamando pessoas, xingando ou em muitas matérias tecer comentários que são verdadeiras abobrinhas, não ajuda em nada!
De novo, traçando um comparativo do global para o local, é perceptivo que o modelo de desunião do nosso país já vem de longas datas, e nós, baianos, parecemos continuar a alimentar isso, ao menos foi o que demonstramos neste evento.
O que foi visto foi espírito de individualismo e os egos prevalecendo acima de tudo! Depois de Mandinho, Jojó e Spirro, a Bahia não conseguiu mais nenhuma projeção mundial, ou mesmo algum título de relevância nacional.
Erramos feio no passado e continuamos errando com a nossa postura, acomodação e a falta de união. Alguém uma vez me disse que só existe uma coisa mais dolorosa que aprender com a experiência, é não aprender com a experiência!
A questão que fica é: estamos dispostos a mudar e a unir forças?
PUBLICIDADE