190 milhões em ação
Em clima de futebol, Fábio Tihara cobra foco da população nas eleições
Por: Fabio Tihara
Estamos a poucos dias do inicio da Copa do Mundo. Na última semana, o Brasil parou para acompanhar a convocação da nossa seleção que vai disputar o mundial na África. Como toda lista, gerou controvérsias e alimentou os bate-papos nas ruas, e na mídia em geral não se comenta outra coisa.
Eu não escapo de discussões e também tenho minhas broncas e cobranças. Sou brasileiro e evidentemente vou torcer pela minha nação mesmo não concordando com alguns jogadores dessa lista.
Mas o que realmente me deixa preocupado não é se Dunga levou ou não uns tais “meninos da Vila”. Tanta euforia me faz pensar se alguém consegue lembrar que vamos eleger nossos futuros governantes em outubro.
Não quero ser um estraga prazeres, mas a realidade me cobra isso. Infelizmente o assunto política ainda é encarado como uma coisa careta. Além disso, permeia sobre a mente da maioria aquele velho sentimento de impotência e inércia para com o poder público.
Quantas vezes ouvimos “político é tudo igual”? Ficou estabelecido que política é para a pseudo elite social e intelectual, o “povão” que se contente com o Rebolation. Cultura e educação caminham entre uma linha tênue. Um exemplo dessa máxima você pode observar andando na rua. Experimente perguntar para o jovem cabeludo com seu fone de ouvido no máximo e vestindo aquela camiseta com a foto de Che Guevara se ele sabe quem foi de verdade Che Guevara.
“Estamos quase sempre otimistas, tudo vai dar quase certo, pois o ano está quase acabando, depois temos quase certeza, que dentre em breve teremos um quase alegre carnaval”, cantou Fred 04 na música intitulada “Por Pouco” e ilustra o sentimento arcaico do Brasil, a eterna promessa.
Enquanto pensarmos no “quase” estaremos sempre reclamando. É preciso ter a capacidade de esperançar e superar essa ideia de que alguém tem que fazer alguma coisa e não nós. Boa sorte Brasil, na Copa e na eleição.
Eu não escapo de discussões e também tenho minhas broncas e cobranças. Sou brasileiro e evidentemente vou torcer pela minha nação mesmo não concordando com alguns jogadores dessa lista.
Mas o que realmente me deixa preocupado não é se Dunga levou ou não uns tais “meninos da Vila”. Tanta euforia me faz pensar se alguém consegue lembrar que vamos eleger nossos futuros governantes em outubro.
Não quero ser um estraga prazeres, mas a realidade me cobra isso. Infelizmente o assunto política ainda é encarado como uma coisa careta. Além disso, permeia sobre a mente da maioria aquele velho sentimento de impotência e inércia para com o poder público.
Quantas vezes ouvimos “político é tudo igual”? Ficou estabelecido que política é para a pseudo elite social e intelectual, o “povão” que se contente com o Rebolation. Cultura e educação caminham entre uma linha tênue. Um exemplo dessa máxima você pode observar andando na rua. Experimente perguntar para o jovem cabeludo com seu fone de ouvido no máximo e vestindo aquela camiseta com a foto de Che Guevara se ele sabe quem foi de verdade Che Guevara.
“Estamos quase sempre otimistas, tudo vai dar quase certo, pois o ano está quase acabando, depois temos quase certeza, que dentre em breve teremos um quase alegre carnaval”, cantou Fred 04 na música intitulada “Por Pouco” e ilustra o sentimento arcaico do Brasil, a eterna promessa.
Enquanto pensarmos no “quase” estaremos sempre reclamando. É preciso ter a capacidade de esperançar e superar essa ideia de que alguém tem que fazer alguma coisa e não nós. Boa sorte Brasil, na Copa e na eleição.
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