Playground sem localismo

Surfista de Cristo Marco Pellegrino incentiva preservação do litoral


Temos assistido perplexos à destruição do nosso planeta. Enquanto um grupo de pessoas se sacrifica em prol desta causa, outros não dão a mínima atenção.

Há alguns dias, fui surpreendido por um e-mail que continha algumas fotos do fundo do mar, na Barra. Uma matéria muito bem escrita pelo nosso amigo e amante da natureza, Bernardo Mussi.

Enquanto as ruas estavam repletas de foliões, o mar pedia socorro com tanto lixo. Fiquei muito feliz por sua iniciativa em dispor-se a limpar aquela sujeirada, e triste por constatar esta cruel realidade.

Um dos maiores problemas enfrentados pelos surfistas que gostam de surfar em praias diferentes é o localismo, pessoas que devido à sua história no local, se consideram os “proprietários” daquele lugar, mas será que não seria melhor canalizar tanta energia em prol do cuidado do lugar onde surfa, conscientizando os frequentadores sobre a importância de manter a praia limpa, os limites dos comerciantes, etc?

Como resolver este problema? Será que dá para resolver? Acredito que sim! Se deixo de acreditar, então o fim estará próximo, pois creio que toda ação que começa no indivíduo chega de forma mais produtiva no coletivo.

Temos à nossa disposição um playground maravilhoso, ondas em todo o nosso litoral, no qual podemos usufruir quando quisermos ou pudermos, mas até quando? Lembro de quando comecei a surfar na Pituba, há aproximadamente 20 anos. Eu não sabia o que era surfar em outras praias, pois era suprido todo dia por boas ondas, além de ter como referência Fabio Resende, Guiga Mattos, Mauricio Abubakir, entre outros.

Que tempo bom! Será que nossos filhos terão experiências parecidas com estas? Vamos cuidar do nosso playground, a natureza agradece. Deus nos presenteou com esta maravilha chamada mar, portanto, temos o privilégio de surfar, nadar, pescar, enfim, usufruir.

A bíblia diz que quando Deus criou o céu e o mar Ele viu que era bom. Gn 1.10 Chamou Deus ao elemento seco terra, e ao ajuntamento das águas [mar]es. E viu Deus que isso era bom.

Qual o conceito de bom para nós? Será que é somente boas ondas com uma linda formação ou podemos contemplar um lindo dia com ondas não tão atraentes assim?

Que Deus nos dê a capacidade de ver que tudo o que Ele criou é bom e que sejamos colaboradores nesta difícil missão de manter tudo “bom”.

Um forte abraço.

Marco Pellegrino

Missão Surfistas de Cristo


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