A polêmica do banho
Marco Monteiro comenta confusão entre surfistas gerada por uma rasgada
Por: Marco Monteiro
A Igreja Católica associou uma série de normas ao divinizo, tentando controlar os impulsos emocionais hostis das pessoas através do medo do desconhecido.
Já os homens criaram também uma série de normas ao perceberem que as pessoas não podiam conter-se simplesmente através do medo de depois da morte ir parar no inferno porque agiram mal em vida.
Isso tudo foi surgindo desde os primórdios, quando o homem ainda tentava estruturar-se socialmente através de associações, pois o ser humano é um ser sociável e não consegue viver sem pertencer a um grupo.
Bem, finalmente, as normas divinas e terrenas passaram a fazer parte do cotidiano das sociedades, uma complementando a outra.
No mar também existem normas e poucos surfistas sabem disso. E, além das regras do surfe, o surfista também tem que ficar atento às normas divina e terrena, para não ir parar no inferno nem no xilindró, como vimos no início deste artigo.
Robério (surfista à esquerda, de pé sobre a prancha) estava descendo numa onda. Um outro surfista estava passando pela arrebentação e havia um terceiro surfista, o qual só aparece a cabeça, bem mais à frente deles e um quarto surfista olhando toda a situação de pé na areia.
Se Robério não realizasse a manobra para desviar, certamente iria colidir com o primeiro surfista, logo, não houve má intenção de Robério em jogar água nele.
Aí vem a pergunta: por que o surfista se irritou com Robério, uma vez que Robério se desviou dele para salvaguardar sua integridade física? Ele deveria era sentir-se grato por não ter sido atropelado, pois o mar está cheio de aprendizes que geralmente descem reto na espuma, passando por cima de todo mundo, ou seguem na linha reta da parede da onda porque não sabem manobrar.
Outros surfistas que estavam próximo ao evento, despertaram a ira do bodyboarder, que se sentiu ridicularizado por causa do “banho” e chamou Robério para uma briga na areia da praia, local onde havia mais de dez indivíduos amigos do bodydoarder, o que o fez sentir-se poderoso.
Nós classificamos Robério uma pessoa simples, equilibrada, hábil na execução das manobras do surfe e que busca uma filosofia de vida através da prática desse esporte, que é sua vida.
Este é um assunto para ser refletido por todos. É melhor tomar um banho ou uma pranchada na cara?
Tomar um banho é perfeitamente natural e casual no mundo do surfe, da mesma forma que um jogador chuta uma bola em direção ao gol e a bola acerta um outro jogador ou juiz, e nem por isso o jogador atingido sai furioso para agredir o companheiro adversário.
Dizem que o esporte é para homem, mas a sua dinâmica filosófica apresenta outra conotação: o esporte é para pessoas civilizadas.
Já os homens criaram também uma série de normas ao perceberem que as pessoas não podiam conter-se simplesmente através do medo de depois da morte ir parar no inferno porque agiram mal em vida.
Isso tudo foi surgindo desde os primórdios, quando o homem ainda tentava estruturar-se socialmente através de associações, pois o ser humano é um ser sociável e não consegue viver sem pertencer a um grupo.
Bem, finalmente, as normas divinas e terrenas passaram a fazer parte do cotidiano das sociedades, uma complementando a outra.
No mar também existem normas e poucos surfistas sabem disso. E, além das regras do surfe, o surfista também tem que ficar atento às normas divina e terrena, para não ir parar no inferno nem no xilindró, como vimos no início deste artigo.
Robério (surfista à esquerda, de pé sobre a prancha) estava descendo numa onda. Um outro surfista estava passando pela arrebentação e havia um terceiro surfista, o qual só aparece a cabeça, bem mais à frente deles e um quarto surfista olhando toda a situação de pé na areia.
Se Robério não realizasse a manobra para desviar, certamente iria colidir com o primeiro surfista, logo, não houve má intenção de Robério em jogar água nele.
Aí vem a pergunta: por que o surfista se irritou com Robério, uma vez que Robério se desviou dele para salvaguardar sua integridade física? Ele deveria era sentir-se grato por não ter sido atropelado, pois o mar está cheio de aprendizes que geralmente descem reto na espuma, passando por cima de todo mundo, ou seguem na linha reta da parede da onda porque não sabem manobrar.
Outros surfistas que estavam próximo ao evento, despertaram a ira do bodyboarder, que se sentiu ridicularizado por causa do “banho” e chamou Robério para uma briga na areia da praia, local onde havia mais de dez indivíduos amigos do bodydoarder, o que o fez sentir-se poderoso.
Nós classificamos Robério uma pessoa simples, equilibrada, hábil na execução das manobras do surfe e que busca uma filosofia de vida através da prática desse esporte, que é sua vida.
Este é um assunto para ser refletido por todos. É melhor tomar um banho ou uma pranchada na cara?
Tomar um banho é perfeitamente natural e casual no mundo do surfe, da mesma forma que um jogador chuta uma bola em direção ao gol e a bola acerta um outro jogador ou juiz, e nem por isso o jogador atingido sai furioso para agredir o companheiro adversário.
Dizem que o esporte é para homem, mas a sua dinâmica filosófica apresenta outra conotação: o esporte é para pessoas civilizadas.
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