Kitewave x Surf
Alexandre Piza escreve sobre a disputa de espaço entre surfistas e kitesurfistas
Por: Alexandre Piza
Sabia que cedo ou tarde uma discussão envolvendo os praticantes desses dois esportes tomaria conta do outside, dos fóruns e das rodinhas de conversa em geral.
Para começar, é importante dizer que aqui ninguém quer fomentar a briga e a selvageria, pelo contrário, sabemos que existem muitos praticantes das duas modalidades que se alternam entre o surf e o kite surf.
Só que o kite é relativamente novo em nossas praias, somente nos últimos 3 anos é que percebemos que o número de praticantes tem aumentado todo final de semana. Salvador tem muito vento e marolas propícias para o kite.
Praticamente em todo final de tarde tem vento forte e condições ideais para velejar, até melhores condições do que para pegar onda de prancha ou bodyboard.
Só que a grande questão é: muitos surfistas já estão ficando incomodados com as atitudes dos kitesurfistas e o risco de acidentes tem aumentado em virtude da imprudência dos pilotos inexperientes e mal orientados.
A forma com que os kitesurfistas tem pilotado seu equipamento é que está causando grande desconforto entre o pessoal que fica sentado no outside esperando a onda para surfar. Os praticantes de kite rasgam o mar em altíssima velocidade e passando muito perto dos surfistas, atrapalhando a remada e até disputando algumas ondas, o que causa essa polêmica geral.
O fato é que muitos kitesurfistas insistem em escolher lugares onde o surf é tradicional e o crowd está pouco amistoso com isso. Lugares como Aleluia, Stella e Jaguaribe têm recebido cada vez mais pipas enlouquecidas e aprendizes trapalhões velozes, tumultuando a harmonia no local e, é claro, aumentando o risco de acidentes sérios.
A pergunta é: com uma orla tão grande e com ventos tão propícios, qual o motivo de escolherem exatamente como raia o pico onde a galera está surfando? É muito comum, por exemplo, o crowd de surfistas concentrado no pico do Padang em Stella e ninguém no resto da praia e adivinhem exatamente onde as pipas são armadas? Isso mesmo, bem onde a galera está surfando.
Não se trata de localismo ou de discriminação entre os esportes, pelo contrário, como dissemos no começo do texto, muitas pessoas praticam os dois esportes e todos devem ter o seu espaço. Então, é só uma questão simples de bom senso e de preservação da integridade física de ambos. Tudo o que não queremos aqui é noticiar um acidente grave ou uma briga.
Sabemos que o maior contingente de kamikazes são os aprendizes, mas notamos também que, junto aos aprendizes, sempre há um professor orientando os primeiros passos de seus pupilos. E isso nos leva a crer que essa falta de respeito tem surgido de cima para baixo, ou seja, quem deveria dar exemplo não tem feito corretamente o seu papel.
O recado é claro: tem lugar para todos, só o bom senso já basta.
Peace out guys!
Para começar, é importante dizer que aqui ninguém quer fomentar a briga e a selvageria, pelo contrário, sabemos que existem muitos praticantes das duas modalidades que se alternam entre o surf e o kite surf.
Só que o kite é relativamente novo em nossas praias, somente nos últimos 3 anos é que percebemos que o número de praticantes tem aumentado todo final de semana. Salvador tem muito vento e marolas propícias para o kite.
Praticamente em todo final de tarde tem vento forte e condições ideais para velejar, até melhores condições do que para pegar onda de prancha ou bodyboard.
Só que a grande questão é: muitos surfistas já estão ficando incomodados com as atitudes dos kitesurfistas e o risco de acidentes tem aumentado em virtude da imprudência dos pilotos inexperientes e mal orientados.
A forma com que os kitesurfistas tem pilotado seu equipamento é que está causando grande desconforto entre o pessoal que fica sentado no outside esperando a onda para surfar. Os praticantes de kite rasgam o mar em altíssima velocidade e passando muito perto dos surfistas, atrapalhando a remada e até disputando algumas ondas, o que causa essa polêmica geral.
O fato é que muitos kitesurfistas insistem em escolher lugares onde o surf é tradicional e o crowd está pouco amistoso com isso. Lugares como Aleluia, Stella e Jaguaribe têm recebido cada vez mais pipas enlouquecidas e aprendizes trapalhões velozes, tumultuando a harmonia no local e, é claro, aumentando o risco de acidentes sérios.
A pergunta é: com uma orla tão grande e com ventos tão propícios, qual o motivo de escolherem exatamente como raia o pico onde a galera está surfando? É muito comum, por exemplo, o crowd de surfistas concentrado no pico do Padang em Stella e ninguém no resto da praia e adivinhem exatamente onde as pipas são armadas? Isso mesmo, bem onde a galera está surfando.
Não se trata de localismo ou de discriminação entre os esportes, pelo contrário, como dissemos no começo do texto, muitas pessoas praticam os dois esportes e todos devem ter o seu espaço. Então, é só uma questão simples de bom senso e de preservação da integridade física de ambos. Tudo o que não queremos aqui é noticiar um acidente grave ou uma briga.
Sabemos que o maior contingente de kamikazes são os aprendizes, mas notamos também que, junto aos aprendizes, sempre há um professor orientando os primeiros passos de seus pupilos. E isso nos leva a crer que essa falta de respeito tem surgido de cima para baixo, ou seja, quem deveria dar exemplo não tem feito corretamente o seu papel.
O recado é claro: tem lugar para todos, só o bom senso já basta.
Peace out guys!
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