Disposição ilimitada
Fabrício Fernandes exalta veteranos como Occy e Abubakir
Por: Fabrício Fernandes
Outro dia um garoto me disse que o auge do corpo humano era aos 18 anos e que depois disso começamos a decair.
Cai na risada sem saber se deveria mesmo rir ou chorar de pena dele. Mas, na real, quantos pensam assim? Quantos acham que com vinte e poucos anos já são “coroas”?
Fiquei pensando nisso ao ver a reportagem de Gary Linden aos 60 anos com sua prancha de madeira dropando umas ondas acima de trinta pés, sem auxilio de jet-ski. Na unha mesmo!
E o que dizer de Occy que com 39 anos ganhou um WQS em Margaret River e no mesmo ano, no WCT de Bells, chegou à semifinal, colocando no bolso nas fases anteriores Andy Irons e Taj Burow?
E Kelly Slater, o mais velho campeão da história do surf aos 36 anos? A lista é grande: Laird Hamilton, Carlos Burle, Ricardo Bocão, Rico de Souza...
Poderia ficar escrevendo páginas e mais páginas com nome de atletas excepcionais que já passaram dos quarenta, cinqüenta e até sessenta anos!
Em outros esportes a realidade também é a mesma. Lance Armstrong, fenômeno do ciclismo aos 50 anos, chegou em terceiro lugar no tour de France. Mike Stewart é um dos melhores atletas do circuito mundial de bodyboarding aos 45 anos e o empresário Abílio Diniz, aos 73, tem 7% de gordura no corpo e ainda corre maratonas de 42 quilômetros.
Ou seja, a decadência do corpo está muito mais na cabeça, na vontade de vencer os obstáculos do tempo e se preparar para isso com boa alimentação, exercícios físicos e estar sempre de bem com a vida.
Além desta onda de Gary Linden, duas outras situações me deixaram chocado e realmente empolgado com a longevidade de atletas que não acreditam que a idade seja mais forte do que a vontade de vencer limites.
Uma foi a entrevista que li alguns anos atrás do surfista Peter Cole que, com 87 anos, disse que continuava a surfar sem cordinha e que por causa da idade não encarava mais os dias grandes, “só” até os 10 pés havaianos!
E a outra foi ao assistir o campeonato de ondas grandes no sinistro Farol de Itapuã e ver Maurício Abubakir com toda a disposição do mundo, aos 50 anos, botar para baixo em ondas cascudas de 12 pés e ao sair do mar com um sorriso na face. Ainda me convidou a fazer a travessia Mar Grande - Salvador (15 quilômetros de mar aberto) com uma prancha de remada!
Com 18 anos o corpo começa a decair? Prefiro continuar como esses caras, acreditando que a cabeça é o limite e aos 38 anos continuar surfando, correndo e nadando porque velho é mundo!
Cai na risada sem saber se deveria mesmo rir ou chorar de pena dele. Mas, na real, quantos pensam assim? Quantos acham que com vinte e poucos anos já são “coroas”?
Fiquei pensando nisso ao ver a reportagem de Gary Linden aos 60 anos com sua prancha de madeira dropando umas ondas acima de trinta pés, sem auxilio de jet-ski. Na unha mesmo!
E o que dizer de Occy que com 39 anos ganhou um WQS em Margaret River e no mesmo ano, no WCT de Bells, chegou à semifinal, colocando no bolso nas fases anteriores Andy Irons e Taj Burow?
E Kelly Slater, o mais velho campeão da história do surf aos 36 anos? A lista é grande: Laird Hamilton, Carlos Burle, Ricardo Bocão, Rico de Souza...
Poderia ficar escrevendo páginas e mais páginas com nome de atletas excepcionais que já passaram dos quarenta, cinqüenta e até sessenta anos!
Em outros esportes a realidade também é a mesma. Lance Armstrong, fenômeno do ciclismo aos 50 anos, chegou em terceiro lugar no tour de France. Mike Stewart é um dos melhores atletas do circuito mundial de bodyboarding aos 45 anos e o empresário Abílio Diniz, aos 73, tem 7% de gordura no corpo e ainda corre maratonas de 42 quilômetros.
Ou seja, a decadência do corpo está muito mais na cabeça, na vontade de vencer os obstáculos do tempo e se preparar para isso com boa alimentação, exercícios físicos e estar sempre de bem com a vida.
Além desta onda de Gary Linden, duas outras situações me deixaram chocado e realmente empolgado com a longevidade de atletas que não acreditam que a idade seja mais forte do que a vontade de vencer limites.
Uma foi a entrevista que li alguns anos atrás do surfista Peter Cole que, com 87 anos, disse que continuava a surfar sem cordinha e que por causa da idade não encarava mais os dias grandes, “só” até os 10 pés havaianos!
E a outra foi ao assistir o campeonato de ondas grandes no sinistro Farol de Itapuã e ver Maurício Abubakir com toda a disposição do mundo, aos 50 anos, botar para baixo em ondas cascudas de 12 pés e ao sair do mar com um sorriso na face. Ainda me convidou a fazer a travessia Mar Grande - Salvador (15 quilômetros de mar aberto) com uma prancha de remada!
Com 18 anos o corpo começa a decair? Prefiro continuar como esses caras, acreditando que a cabeça é o limite e aos 38 anos continuar surfando, correndo e nadando porque velho é mundo!
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