Surfista polido
Fabrício Fernandes homenageia Bruno Pitanga, talentoso surfista baiano
Por: Fabrício Fernandes
Conheci Bruno Pitanga há mais ou menos 20 anos, quando eu começava a surfar.
Clique aqui para ver vídeo de Bruno Pitanga produzido em 2007
Ia ao Sesc e mal conseguia ficar de pé na prancha, enquanto Bruno já se destacava no meio do crowd. Era amigo de um amigo meu e sempre nos encontrávamos no mar.
Ele não era um cara como os outros. Tinha um surf progressivo e de manobras fortes. O que me chamava atenção era a linha que ele fazia na onda.
Até hoje vejo muita gente preocupado em fazer manobras com a linha quebrada, deixando o surf feio, sem cavada e com manobras curtas. Bruno não cometia esse erro. Já no final dos anos 80, tinha um base lip muito bom e um surf redondo.
Sempre comportado na água, Pitanga nunca foi de falar muito ou de dar volta nos outros. Mostrava mesmo quem era surfando forte.
Para as pessoas que estão acostumadas a ouvir histórias de grandes fenômenos como Gouveia e Slater, falar da vida de Bruno poderia até não parecer tão atrativo, mas conversando com ele percebi que isso não era verdade.
Bruno Pitanga começou a competir ainda garoto e na Bahia conquistou alguns títulos significativos de campeão amador, universitário, da Liga Baiana e vice da categoria Profissional.
Mas, como ele mesmo disse, campeonatos nunca foram seu forte e quem já o assistiu surfando sabe que no free surf ele consegue se soltar muito mais.
Percebendo a grande dificuldade de crescer com surf em um mercado limitado como o da Bahia, Bruno resolveu buscar novos horizontes indo morar em Florianópolis, evoluindo seu surf em picos como Mole, Campeche e a famosa Joaquina. De lá foi para o Peru para surfar La Isla, Señoritas e Pico Alto.
Foi também para o Chile, onde surfou as geladas e pesadas ondas de El Gringo. Ainda em busca de novos desafios, Pitanga partiu para Portugal e teve experiências com culturas diferentes e surfando diversos picos da Europa como Figueira da Foz, Ericera, Mundaka e Hossegor.
Hoje, formado em Educação Física e pós-graduado em Cardiologia do Exercício e com mais de 27 anos de surf, Bruno investe na sua carreira profissional ao lado do ex-campeão mundial WQS Armando Daltro, no Centro de Treinamento em Surf (CTS) onde ministra aulas de condicionamento, surf, stand-up paddle e kite surf, sua nova paixão e que ele tem investido muito.
Talvez Bruno Pitanga não tenha chegado a ser famoso no Brasil, mas sempre que compete no surf é um cara muito respeitado e já surfou em picos que a maioria de nós só conhece através de revistas.
Se tivesse que definir esse cara, diria que é alguém sério, batalhador, amigo e que curte muito a vida.
Clique aqui para ver vídeo de Bruno Pitanga produzido em 2007
Ia ao Sesc e mal conseguia ficar de pé na prancha, enquanto Bruno já se destacava no meio do crowd. Era amigo de um amigo meu e sempre nos encontrávamos no mar.
Ele não era um cara como os outros. Tinha um surf progressivo e de manobras fortes. O que me chamava atenção era a linha que ele fazia na onda.
Até hoje vejo muita gente preocupado em fazer manobras com a linha quebrada, deixando o surf feio, sem cavada e com manobras curtas. Bruno não cometia esse erro. Já no final dos anos 80, tinha um base lip muito bom e um surf redondo.
Sempre comportado na água, Pitanga nunca foi de falar muito ou de dar volta nos outros. Mostrava mesmo quem era surfando forte.
Para as pessoas que estão acostumadas a ouvir histórias de grandes fenômenos como Gouveia e Slater, falar da vida de Bruno poderia até não parecer tão atrativo, mas conversando com ele percebi que isso não era verdade.
Bruno Pitanga começou a competir ainda garoto e na Bahia conquistou alguns títulos significativos de campeão amador, universitário, da Liga Baiana e vice da categoria Profissional.
Mas, como ele mesmo disse, campeonatos nunca foram seu forte e quem já o assistiu surfando sabe que no free surf ele consegue se soltar muito mais.
Percebendo a grande dificuldade de crescer com surf em um mercado limitado como o da Bahia, Bruno resolveu buscar novos horizontes indo morar em Florianópolis, evoluindo seu surf em picos como Mole, Campeche e a famosa Joaquina. De lá foi para o Peru para surfar La Isla, Señoritas e Pico Alto.
Foi também para o Chile, onde surfou as geladas e pesadas ondas de El Gringo. Ainda em busca de novos desafios, Pitanga partiu para Portugal e teve experiências com culturas diferentes e surfando diversos picos da Europa como Figueira da Foz, Ericera, Mundaka e Hossegor.
Hoje, formado em Educação Física e pós-graduado em Cardiologia do Exercício e com mais de 27 anos de surf, Bruno investe na sua carreira profissional ao lado do ex-campeão mundial WQS Armando Daltro, no Centro de Treinamento em Surf (CTS) onde ministra aulas de condicionamento, surf, stand-up paddle e kite surf, sua nova paixão e que ele tem investido muito.
Talvez Bruno Pitanga não tenha chegado a ser famoso no Brasil, mas sempre que compete no surf é um cara muito respeitado e já surfou em picos que a maioria de nós só conhece através de revistas.
Se tivesse que definir esse cara, diria que é alguém sério, batalhador, amigo e que curte muito a vida.
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