Evolução nordestina
Fabrício Fernandes comenta show de atletas nordestinos em Stella Maris
Por: Fabrício Fernandes
A cada dia que passa me assusto com a evolução do esporte. Lembro quando era um adolescente nos anos 80 e achava que o surf muito provavelmente não teria mais como crescer em relação a performance.
Ao término do Smolder Pro, pelo circuito nordestino percebo que a cada dia as mudanças são mais constantes. O surf se torna mais progressivo, mais radical, mais veloz e inovador. Cada bateria é uma surpresa, um espetáculo!
Enquanto escrevia essas linhas me toquei que estava falando de um campeonato “apenas” regional e algumas baterias não deixavam nada a desejar ao World Qualifying Series. Mesmo porque a competição estava cheia de ex-tops mundiais.
A lista era grande: Spirro, Mandinho, Marcelo Nunes e Danilo Costa, todos com passagem pelo WCT, contando com o bicampeão mundial pro junior Pablo Paulino, o sempre consistente e ex-atleta do WQS Dunga Neto, somados a uma nova geração com fome de vitórias como o campeão da etapa Bernardo Lopes, Michel Roque, o showman dos aéreos Alan Jones, que realmente impressionou em alguns momentos como na sua bateria das oitavas-de-final, quando desceu uma direita e de frontside mandou um aéreo 360 muito alto, veloz, e com apenas uma manobra garantiu 7,67.
Outros nomes a serem citados são o cearense Itim Silva, muito rápido e solto, o trio de Ilhéus Franklin, Bruno e Rudá, que realmente vem amadurecendo de forma bem veloz, com um surf bonito, redondo e base lip perfeito.
Marcelo Nunes e Danilo Costa mandavam aéreos em qualquer coisa que subia no outside, e Dunga Neto, sempre com a sua fórmula vencedora nas direitas, cavava forte e mandava sua patada de backside sempre impressionante.
Quem chegou cedo à praia pôde ver porque Christiano Spirro, apesar de não estar de forma integral nas competições, chegou a top do WCT. Em uma direita ele aplicou três fortes rasgadas, jogando muita água, finalizando com um reentry e conseguindo a maior nota do campeonato até então, 8.83.
Mas, duas horas depois, o Dadá Figueiredo do século 21, Halley Batista, iria protagonizar o momento mais irado de todo o campeonato. Com apenas dez segundos de bateria ele achou um tubaço de frontside, em um mar horrível, andou por dentro uns três segundos e saiu seco com a baforada! Incrível!
Naquele mar, um show desses, a nota 9,17 foi muito pouco! Em outras ondas ele passava por cima na velocidade do cometa que deu origem ao seu nome e realmente dava show! Na mesma bateria, o ex-campeão mundial WQS Armando Daltro foi desclassificado, mas quase protagonizou uma virada espetacular ao colocar para dentro de grab no finalzinho e por muito pouco não sair.
É muito bonito ver que, apesar de afastado das competições, Mandinho ainda surfa bem leve, com estilo bonito e uma linha impecável.
Só gostaria de ter visto esse campeonato com um mar bem maior, e aí com certeza nomes como Heloy Júnior não perderiam tão precocemente. Mas tudo bem, o título ficou em casa.
Próxima parada: Batuba, Olivença!
Ao término do Smolder Pro, pelo circuito nordestino percebo que a cada dia as mudanças são mais constantes. O surf se torna mais progressivo, mais radical, mais veloz e inovador. Cada bateria é uma surpresa, um espetáculo!
Enquanto escrevia essas linhas me toquei que estava falando de um campeonato “apenas” regional e algumas baterias não deixavam nada a desejar ao World Qualifying Series. Mesmo porque a competição estava cheia de ex-tops mundiais.
A lista era grande: Spirro, Mandinho, Marcelo Nunes e Danilo Costa, todos com passagem pelo WCT, contando com o bicampeão mundial pro junior Pablo Paulino, o sempre consistente e ex-atleta do WQS Dunga Neto, somados a uma nova geração com fome de vitórias como o campeão da etapa Bernardo Lopes, Michel Roque, o showman dos aéreos Alan Jones, que realmente impressionou em alguns momentos como na sua bateria das oitavas-de-final, quando desceu uma direita e de frontside mandou um aéreo 360 muito alto, veloz, e com apenas uma manobra garantiu 7,67.
Outros nomes a serem citados são o cearense Itim Silva, muito rápido e solto, o trio de Ilhéus Franklin, Bruno e Rudá, que realmente vem amadurecendo de forma bem veloz, com um surf bonito, redondo e base lip perfeito.
Marcelo Nunes e Danilo Costa mandavam aéreos em qualquer coisa que subia no outside, e Dunga Neto, sempre com a sua fórmula vencedora nas direitas, cavava forte e mandava sua patada de backside sempre impressionante.
Quem chegou cedo à praia pôde ver porque Christiano Spirro, apesar de não estar de forma integral nas competições, chegou a top do WCT. Em uma direita ele aplicou três fortes rasgadas, jogando muita água, finalizando com um reentry e conseguindo a maior nota do campeonato até então, 8.83.
Mas, duas horas depois, o Dadá Figueiredo do século 21, Halley Batista, iria protagonizar o momento mais irado de todo o campeonato. Com apenas dez segundos de bateria ele achou um tubaço de frontside, em um mar horrível, andou por dentro uns três segundos e saiu seco com a baforada! Incrível!
Naquele mar, um show desses, a nota 9,17 foi muito pouco! Em outras ondas ele passava por cima na velocidade do cometa que deu origem ao seu nome e realmente dava show! Na mesma bateria, o ex-campeão mundial WQS Armando Daltro foi desclassificado, mas quase protagonizou uma virada espetacular ao colocar para dentro de grab no finalzinho e por muito pouco não sair.
É muito bonito ver que, apesar de afastado das competições, Mandinho ainda surfa bem leve, com estilo bonito e uma linha impecável.
Só gostaria de ter visto esse campeonato com um mar bem maior, e aí com certeza nomes como Heloy Júnior não perderiam tão precocemente. Mas tudo bem, o título ficou em casa.
Próxima parada: Batuba, Olivença!
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