Acostumem-se aos novos ídolos!
Alexandre Piza faz análise positiva sobre realização do SuperSurf na Bahia
Por: Alexandre Piza
O Super Surf em Stella Maris foi um grande sucesso, esse ponto é inegável! Mesmo Netuno tendo enviado uma boa ondulação e esquecido de desligar o mega-ventilador da velocidade máxima, ninguém pode reclamar que não deu onda. A real é que o mar em todos os dias do campeonato ficou com cara de etapa do Nordeste: onda e vento maral.
Vários fatores me chamaram a atenção nesse evento. Durante os 4 principais dias preferi assistir às baterias da areia, perto dos torcedores, ouvir os comentários, sentir o calor da galera e analisar do ponto de vista do público o que viria a ser esse SuperSurf.
Esse vácuo de etapas de grande porte em solo soteropolitano desencadeou um fenômeno passível de comentário: o torcedor baiano não conhece os novos ídolos, não sabe ainda que Neco, Victor Ribas, Trekinho, Grillo, Herdy, Peterson e companhia estão dando lugar aos mais novos como Rudá, Messias, Jano e muitos outros, que estão vindo com tudo tirar o trono e a fama dos mais carimbados nos circuitos nacionais e internacionais.
Nas baterias onde os nomes, muitas vezes, pesavam mais do que o nível de surf, a atenção era muito maior nas areias por parte da torcida. Normal, todos querem ver os antigos ídolos surfando. Mesmo que batidas e rasgadas estejam dando lugar aos aéreos e rabetadas.
Cansei de ver a molecada comentando “ah, não gosto do surf desse cara aí (...) ah, esse aí tem um estilo muito antigão (...)” e por aí vai. E os torcedores mais antigos, ao contrário, elogiando a linha dos mais old school.
O SuperSurf cativa também por isso, é um duelo de gerações. Muitos "aposentados" do WCT continuam a carreira no circuito nacional. Já perderam aquela gana de competir 20 etapas no ano nos 4 cantos do mundo para correr atrás de uma nova vaga pelo WQS.
Viajam com a família por território nacional e não ficam tanto tempo longe de casa, olham os filhos crescerem de perto e ainda abocanham uns belos trocados de premiação.
O fato é que o nível é altíssimo, seja pelo power dos mais antigos, seja pelos malabarismos dos mais novos. Todos bem concentrados e unidos pelo mesmo objetivo: a vitória!
Já que o assunto são as gerações, outro fator muitíssimo interessante acontece paralelamente ao evento. Na área de free surf, misturam-se aos profissionais os reles mortais. A molecadinha carente em ver de perto a quebradeira feita pelos atletas do circuito observava demais e muito atentamente.
O resultado são todos tentando puxar mais acima o limite, fazendo mais esforço para completar as manobras mais difíceis, acreditando mais naquela marola gorda que ela pode formar um bowl mais atraente no inside e assim por diante.
O nível de surf cresce e é também por esse fator que um estado produz mais talentos, afinal, espelhar-se em quem sabe fazer bem feito, é um dos melhores treinamentos para o surf.
Apesar das deficiências de nossa cidade o evento foi sim muito organizado. A imprensa marcou presença e não foi registrado nenhum grande incidente. A polícia fez uma boa segurança, o público soube se comportar não sujando a praia e não se envolvendo em tumultos.
Parabéns aos organizadores, ao veículo SurfBahia pela excelente cobertura encabeçada pelo cara que estava em todos os lugares ao mesmo tempo, João Carlos, ao fotógrafo Erick Tedy, ao videomaker Sandro Lyrio e aos atletas baianos que bateram na trave, mas representaram muito bem a garra e o talento do povo baiano do início ao fim.
Nota SurfBahia: A equipe SurfBahia agradece a colaboração dos fotógrafos Diego Freire, Léo Simões, Gabriel Macedo, Fabriciano Júnior e o repórter Fernando Iesca, do site Waves.
SuperSurf em 2010, eu quero, e você?
Vários fatores me chamaram a atenção nesse evento. Durante os 4 principais dias preferi assistir às baterias da areia, perto dos torcedores, ouvir os comentários, sentir o calor da galera e analisar do ponto de vista do público o que viria a ser esse SuperSurf.
Esse vácuo de etapas de grande porte em solo soteropolitano desencadeou um fenômeno passível de comentário: o torcedor baiano não conhece os novos ídolos, não sabe ainda que Neco, Victor Ribas, Trekinho, Grillo, Herdy, Peterson e companhia estão dando lugar aos mais novos como Rudá, Messias, Jano e muitos outros, que estão vindo com tudo tirar o trono e a fama dos mais carimbados nos circuitos nacionais e internacionais.
Nas baterias onde os nomes, muitas vezes, pesavam mais do que o nível de surf, a atenção era muito maior nas areias por parte da torcida. Normal, todos querem ver os antigos ídolos surfando. Mesmo que batidas e rasgadas estejam dando lugar aos aéreos e rabetadas.
Cansei de ver a molecada comentando “ah, não gosto do surf desse cara aí (...) ah, esse aí tem um estilo muito antigão (...)” e por aí vai. E os torcedores mais antigos, ao contrário, elogiando a linha dos mais old school.
O SuperSurf cativa também por isso, é um duelo de gerações. Muitos "aposentados" do WCT continuam a carreira no circuito nacional. Já perderam aquela gana de competir 20 etapas no ano nos 4 cantos do mundo para correr atrás de uma nova vaga pelo WQS.
Viajam com a família por território nacional e não ficam tanto tempo longe de casa, olham os filhos crescerem de perto e ainda abocanham uns belos trocados de premiação.
O fato é que o nível é altíssimo, seja pelo power dos mais antigos, seja pelos malabarismos dos mais novos. Todos bem concentrados e unidos pelo mesmo objetivo: a vitória!
Já que o assunto são as gerações, outro fator muitíssimo interessante acontece paralelamente ao evento. Na área de free surf, misturam-se aos profissionais os reles mortais. A molecadinha carente em ver de perto a quebradeira feita pelos atletas do circuito observava demais e muito atentamente.
O resultado são todos tentando puxar mais acima o limite, fazendo mais esforço para completar as manobras mais difíceis, acreditando mais naquela marola gorda que ela pode formar um bowl mais atraente no inside e assim por diante.
O nível de surf cresce e é também por esse fator que um estado produz mais talentos, afinal, espelhar-se em quem sabe fazer bem feito, é um dos melhores treinamentos para o surf.
Apesar das deficiências de nossa cidade o evento foi sim muito organizado. A imprensa marcou presença e não foi registrado nenhum grande incidente. A polícia fez uma boa segurança, o público soube se comportar não sujando a praia e não se envolvendo em tumultos.
Parabéns aos organizadores, ao veículo SurfBahia pela excelente cobertura encabeçada pelo cara que estava em todos os lugares ao mesmo tempo, João Carlos, ao fotógrafo Erick Tedy, ao videomaker Sandro Lyrio e aos atletas baianos que bateram na trave, mas representaram muito bem a garra e o talento do povo baiano do início ao fim.
Nota SurfBahia: A equipe SurfBahia agradece a colaboração dos fotógrafos Diego Freire, Léo Simões, Gabriel Macedo, Fabriciano Júnior e o repórter Fernando Iesca, do site Waves.
SuperSurf em 2010, eu quero, e você?
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