Ver e enxergar
Fábio Tihara comenta domínio estrangeiro sobre o litoral baiano
Por: Fabio Tihara
Já vinha pensando nesse texto há algum tempo, mas para ser sincero não sabia como começar.
Foi quando li um texto no blog de um amigo, onde ele lembrava as palavras do escritor português José Saramago, no documentário Janelas da Alma. Saramago explicava a diferença entre ver e enxergar.
Para o escritor, o mundo é visto pelos olhos e enxergado pelo coração. Depois desse pensamento consegui entender melhor o que se passava na minha mente.
Tenho tido ótimas experiências, um aprendizado muito rico para minha vida. Quando digo ótimas experiências, falo também das coisas ruins que acontecem e que servem de lição e reflexão.
Impressionante como foi preciso eu sair do Brasil para me sentir um brasileiro e ter orgulho da minha pátria. Orgulho quer dizer patriotismo, coisa que nos lembramos de quatro em quatro anos na Copa do Mundo ou você quer dizer que tem uma bandeira hasteada no seu jardim?
Então te pergunto, você conhece alguém que tenha uma bandeira do Brasil tremulando ao vento no seu jardim? Não digo que não exista coisas desse tipo, mas definitivamente não é uma coisa comum entre nós.
A verdade é que brasileiro já sofre demais para lembrar de assuntos assim, são muitos impostos para pagar, prestações para quitar, filhos para educar, preocupações e mais preocupações. Ninguém vai se dar ao luxo de pensar em patriotismo.
Estou acompanhando uma situação política aqui na Nova Zelândia que está me fazendo refletir sobre esse sentimento de patriotismo. A realidade é que a Nova Zelândia está sendo tomada pelos imigrantes, em sua maioria orientais, mas principalmente chineses e indianos.
Em cidades importantes como Auckland, já revelam dados impressionantes como um nativo para cada três imigrantes e isso eu pude perceber nitidamente andando pelas ruas. Os brasileiros são minoria por aqui, mas já são considerados uma ameaça visto que brasileiro é guerreiro, pega pesado e não nega trabalho.
O Primeiro Ministro neo-zeolandês já afirmou que para 2010 as leis de imigração serão mais rígidas, inclusive em relação aos países da America do Sul.
Percebi que eles estão certos, e agora entra em cena o pensamento do Saramago na diferença entre ver e enxergar, pois agora enxergo melhor lugares como Itacaré, Barra Grande, Morro de São Paulo, Trancoso, Boipeba, Arraial, Salvador, Chapada Diamantina e tantas outras preciosidades baianas tomadas por estrangeiros explorando nossas riquezas e tudo isso diante de nossos olhos e com nosso apoio.
Quem conhece esses lugares sabe que não é exagero. Desde hotéis, pousadas e resorts, passando pelos bares e restaurantes a maioria é comandada por estrangeiros. Para eles é muito fácil entrar no país, permanecer e comprar terras, porque a lei brasileira lhes da essa facilidade.
Lugares como Morro de São Paulo, Trancoso e Boipeba estão se tornando inacessíveis diante do turismo inflacionado o que torna a situação mais agravante já que o turismo por essas bandas nem é direcionado para os brasileiros e sim para “gringos” com a carteira recheada de euros e dólar.
Demorei para perceber isso tudo, talvez estivesse preocupado com outras coisas, mas quando voltar ao Brasil a primeira coisa que vou fazer é hastear uma bandeira enorme do Brasil no meu quintal.
Sei que esse isso não vai resolver todos esses problemas, mas já será um primeiro passo!
Foi quando li um texto no blog de um amigo, onde ele lembrava as palavras do escritor português José Saramago, no documentário Janelas da Alma. Saramago explicava a diferença entre ver e enxergar.
Para o escritor, o mundo é visto pelos olhos e enxergado pelo coração. Depois desse pensamento consegui entender melhor o que se passava na minha mente.
Tenho tido ótimas experiências, um aprendizado muito rico para minha vida. Quando digo ótimas experiências, falo também das coisas ruins que acontecem e que servem de lição e reflexão.
Impressionante como foi preciso eu sair do Brasil para me sentir um brasileiro e ter orgulho da minha pátria. Orgulho quer dizer patriotismo, coisa que nos lembramos de quatro em quatro anos na Copa do Mundo ou você quer dizer que tem uma bandeira hasteada no seu jardim?
Então te pergunto, você conhece alguém que tenha uma bandeira do Brasil tremulando ao vento no seu jardim? Não digo que não exista coisas desse tipo, mas definitivamente não é uma coisa comum entre nós.
A verdade é que brasileiro já sofre demais para lembrar de assuntos assim, são muitos impostos para pagar, prestações para quitar, filhos para educar, preocupações e mais preocupações. Ninguém vai se dar ao luxo de pensar em patriotismo.
Estou acompanhando uma situação política aqui na Nova Zelândia que está me fazendo refletir sobre esse sentimento de patriotismo. A realidade é que a Nova Zelândia está sendo tomada pelos imigrantes, em sua maioria orientais, mas principalmente chineses e indianos.
Em cidades importantes como Auckland, já revelam dados impressionantes como um nativo para cada três imigrantes e isso eu pude perceber nitidamente andando pelas ruas. Os brasileiros são minoria por aqui, mas já são considerados uma ameaça visto que brasileiro é guerreiro, pega pesado e não nega trabalho.
O Primeiro Ministro neo-zeolandês já afirmou que para 2010 as leis de imigração serão mais rígidas, inclusive em relação aos países da America do Sul.
Percebi que eles estão certos, e agora entra em cena o pensamento do Saramago na diferença entre ver e enxergar, pois agora enxergo melhor lugares como Itacaré, Barra Grande, Morro de São Paulo, Trancoso, Boipeba, Arraial, Salvador, Chapada Diamantina e tantas outras preciosidades baianas tomadas por estrangeiros explorando nossas riquezas e tudo isso diante de nossos olhos e com nosso apoio.
Quem conhece esses lugares sabe que não é exagero. Desde hotéis, pousadas e resorts, passando pelos bares e restaurantes a maioria é comandada por estrangeiros. Para eles é muito fácil entrar no país, permanecer e comprar terras, porque a lei brasileira lhes da essa facilidade.
Lugares como Morro de São Paulo, Trancoso e Boipeba estão se tornando inacessíveis diante do turismo inflacionado o que torna a situação mais agravante já que o turismo por essas bandas nem é direcionado para os brasileiros e sim para “gringos” com a carteira recheada de euros e dólar.
Demorei para perceber isso tudo, talvez estivesse preocupado com outras coisas, mas quando voltar ao Brasil a primeira coisa que vou fazer é hastear uma bandeira enorme do Brasil no meu quintal.
Sei que esse isso não vai resolver todos esses problemas, mas já será um primeiro passo!
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