A revolução de Gabriel
Derô José faz bela homenagem ao vitorioso técnico Gabriel Macedo
Por: Derô José
Dia desses, revendo o filme produzido e dirigido pelo ilheense Keko Lima, o “Na Vala”, que fez parte do seu projeto de conclusão do curso de Comunicação Social na Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), percebi um elo que liga o filme de Keko ao trabalho de conclusão de curso de Comunicação Social de Ader Oliveira, que também produziu um filme, porém sobre a história do surf em Ilhéus. O elo entre os dois é Gabriel Macedo.
Pois bem, no filme sobre a história do surf, está lá Gabriel participando como um dos contadores da evolução do esporte na cidade. No filme de Keko, que aborda o momento atual do esporte em Ilhéus, o filme foca os novos talentos do surf ilheense, e lá está Gabriel de novo falando e participando também desse momento, pois ele é técnico e todos os atletas participantes da filmagem passaram sob a sua orientação.
Reconheci ali que Gabriel Macedo é o surfista mais influente que teve e tem em Ilhéus. Gabriel revolucionou o surf de Ilhéus, sem ser o cara que mais ganhou campeonatos dentro e fora da cidade como Jojó. Também não foi surfista que apareceu dando aéreos como Dão, não foi um big rider como Yuri, não foi o primeiro surfista da cidade como Washington Soledade e outros feitos por outros aí...
Foi de grão em grão que sua influência foi penetrante nas cabeças “surfísticas” em Ilhéus. Um pequeno exemplo, mesmo de influência e capacidade de convencimento, foi comigo. Eu, com meus 16 para 17 anos, quando comecei a dirigir, uma vez ele “botou uma pilha”. “Vamos surfar na Cancela (secret spot)!”.
Isso era em pleno carnaval. “Derô, você dorme aqui em minha casa e amanhã vamos cedo, deixa esse negócio de carnaval pra lá. Vamos fazer uma barca de surf”. Já botando pilha sobre o surf em primeiro lugar, fomos eu, ele e família, Júnior Bohana e Carone Argolo. Ele dava risada com as minhas barberagens e, comandando um bando de piralhos, já via nele a vontade de levar a galera para o surf.
Hoje, não só em Ilhéus, mas também em Salvador, onde também morou, existe um grande foco da sua influência, pois Gabriel foi e é o técnico da Bahia, e com isso revolucionou o surf aqui no nosso estado. Ele vem conseguindo convencer surfistas a virarem atletas, e isso não é fácil. Gabriel é um técnico de surf de respeito, hoje, no Brasil. Isso vem desde cedo, na sua “pilhagem” na galera do surf, pois sempre invocava de fazer surf treinos, juntava um batalhão de gente querendo participar, e isso, eu acho, que ele nem pensava em ser o técnico vitorioso que é hoje.
A revolução de Gabriel no surf vem desde esses surf treinos na Avenida, com uma galera na qual, atualmente, poucos ainda surfam. Isso eu vejo que serviu para despertar um querer ainda oculto de ser técnico. Um bom tempo depois, treinou Wilson Nora, foi técnico do time da Bahia que conquistou o inédito título brasileiro amador e vem mantendo ainda o resultado com atletas que se classificaram para o SuperSurf e outros que já estão classificados e nem são da Bahia.
Isso é uma grande vitória. Sua equipe, os XPro, sempre tem grandes resultados no Brasil afora. Sua revolução não foi feita apenas na prática com os meninos na água, mas também na mudança de suas atitudes e posturas enferrujadas pelos mitos criados no surf. É fácil ver os que não seguiram os sábios conselhos do revolucionário Gabriel e acabaram presos e agarrados ao sistema muitas vezes cruel do surf profissional. Quem avisa, amigo é...
Vale lembrar que Gabriel foi um dos poucos, se não o único técnico a dar palestra no Congresurf em Porto Alegre (RS). Eu, sendo baiano, estou sempre torcendo para que a revolução de Gabriel continue sendo sempre vitoriosa. Primeiro eu torço para os seus comandados baianos, e depois os não baianos por serem seus comandados. Valeu!
Pois bem, no filme sobre a história do surf, está lá Gabriel participando como um dos contadores da evolução do esporte na cidade. No filme de Keko, que aborda o momento atual do esporte em Ilhéus, o filme foca os novos talentos do surf ilheense, e lá está Gabriel de novo falando e participando também desse momento, pois ele é técnico e todos os atletas participantes da filmagem passaram sob a sua orientação.
Reconheci ali que Gabriel Macedo é o surfista mais influente que teve e tem em Ilhéus. Gabriel revolucionou o surf de Ilhéus, sem ser o cara que mais ganhou campeonatos dentro e fora da cidade como Jojó. Também não foi surfista que apareceu dando aéreos como Dão, não foi um big rider como Yuri, não foi o primeiro surfista da cidade como Washington Soledade e outros feitos por outros aí...
Foi de grão em grão que sua influência foi penetrante nas cabeças “surfísticas” em Ilhéus. Um pequeno exemplo, mesmo de influência e capacidade de convencimento, foi comigo. Eu, com meus 16 para 17 anos, quando comecei a dirigir, uma vez ele “botou uma pilha”. “Vamos surfar na Cancela (secret spot)!”.
Isso era em pleno carnaval. “Derô, você dorme aqui em minha casa e amanhã vamos cedo, deixa esse negócio de carnaval pra lá. Vamos fazer uma barca de surf”. Já botando pilha sobre o surf em primeiro lugar, fomos eu, ele e família, Júnior Bohana e Carone Argolo. Ele dava risada com as minhas barberagens e, comandando um bando de piralhos, já via nele a vontade de levar a galera para o surf.
Hoje, não só em Ilhéus, mas também em Salvador, onde também morou, existe um grande foco da sua influência, pois Gabriel foi e é o técnico da Bahia, e com isso revolucionou o surf aqui no nosso estado. Ele vem conseguindo convencer surfistas a virarem atletas, e isso não é fácil. Gabriel é um técnico de surf de respeito, hoje, no Brasil. Isso vem desde cedo, na sua “pilhagem” na galera do surf, pois sempre invocava de fazer surf treinos, juntava um batalhão de gente querendo participar, e isso, eu acho, que ele nem pensava em ser o técnico vitorioso que é hoje.
A revolução de Gabriel no surf vem desde esses surf treinos na Avenida, com uma galera na qual, atualmente, poucos ainda surfam. Isso eu vejo que serviu para despertar um querer ainda oculto de ser técnico. Um bom tempo depois, treinou Wilson Nora, foi técnico do time da Bahia que conquistou o inédito título brasileiro amador e vem mantendo ainda o resultado com atletas que se classificaram para o SuperSurf e outros que já estão classificados e nem são da Bahia.
Isso é uma grande vitória. Sua equipe, os XPro, sempre tem grandes resultados no Brasil afora. Sua revolução não foi feita apenas na prática com os meninos na água, mas também na mudança de suas atitudes e posturas enferrujadas pelos mitos criados no surf. É fácil ver os que não seguiram os sábios conselhos do revolucionário Gabriel e acabaram presos e agarrados ao sistema muitas vezes cruel do surf profissional. Quem avisa, amigo é...
Vale lembrar que Gabriel foi um dos poucos, se não o único técnico a dar palestra no Congresurf em Porto Alegre (RS). Eu, sendo baiano, estou sempre torcendo para que a revolução de Gabriel continue sendo sempre vitoriosa. Primeiro eu torço para os seus comandados baianos, e depois os não baianos por serem seus comandados. Valeu!
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